Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Abismo 01/07/2015

Filed under: generalidades — jacky @ 10:12 pm

O amor… ai o amor… Quem nunca suspirou por amor? Quem nunca andou nas nuvens por causa de um olhar que enfeitiçou? O amor é a energia mais poderosa do mundo. Na sua falta, é também a mais dolorosa.
Porque haveria de ser este amor impossível? Porque haveria de ter um muro entre nós? Por ti, seria capaz de o escalar, nem que que caísse, nem que tivesse de treinar para o poder trepar.
Porque haveria um terramoto de criar um fosso para nos separar? Por ti, aprenderia a construir um barco para chegar à tua margem, de erigir uma ponte onde pudéssemos encontrar-nos a meio. Porque haveria tanta distância entre nós quando as nossas mentes estão tão próximas? Por ti, seria capaz de ser Houdini e desprender-me das correntes, de mudar toda a minha vida só para estar contigo. Porque haveria de ser este amor impossível?
Amanhã, será outro dia, quando eu tiver partido…
01.02.2015

(Devaneio inspirado neste tema de Romeu e Julieta)

 

Não te preocupes 28/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 10:41 pm
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Não te preocupes

Não te preocupes, se pensares bem na própria palavra ela quer dizer que ocupas a tua mente com pensamentos negativos antes de acontecerem. Tenta ser feliz cada dia que nasce, não porque tens uma casa, um amor, filhos, amigos ou outras posses, mas simplesmente porque existes. Em cada amanhecer, renasces para um novo «eu» e cabe a ti contar a história: seja ela a rotina do dia anterior ou uma vida reconstruída. Porque sim há dias em que tudo corre mal, em que as dores são insuportáveis, em que os problemas nos esmagam, mas será que, às vezes, não caímos em desgraça de nós próprios?
Não te preocupes, até te podia dizer aquelas frases feitas que, depois da tempestade, vem o sol, que há um luz ao fundo do túnel e que há um farol que te guia na escuridão, embora saiba que não te vão fazer sentir melhor. A verdade é que nós somos o que pensamos e que nós é que temos de educar a nossa mente a mudar de rumo, a abraçar a luz em vez de cair na escuridão, de cortar o novelo de pensamentos que não produz nada, apenas enrola e enrola, é necessário acreditar que os pesadelos não são um prenúncio de um mau dia, nem que a desgraça nos há-de perseguir para sempre.
Não te preocupes, a vida é frágil, só estamos de passagem, aproveita o momento que passa porque nunca mais o poderás recuperar. Sorri por sorrir, sê gentil mesmo que não o sejam contigo, irradia generosidade, sê amorizade. Só tu podes fazer a diferença entre um dia cheio de preocupações ou um dia cheio de pequenos momentos felizes…
28.06.2015

 

Para casa 25/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 9:36 pm
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Quem é que te vai ouvir quando todos estiverem surdos? Quem é que te vai aconselhar quando todos emudecerem?  Quem é que te vai levar a casa quando todos adormecerem? Quem é que te vai dar a mão quando todos cristalizarem? Quem vai ficar ao teu lado quando todos desertarem? Quem é que te vai compreender quando todos enlouquecerem?

Porque, um dia, vais compreender que não precisas de fazer tudo sozinha. Nem é uma questão de dares o braço a torcer nem de abdicares do orgulho. Estás habituada a contar apenas contigo desde que te lembras de ser gente… Porque, um dia, vais perceber que a grande maioria só está interessada nos próprios problemas, mas eu não, eu não. Quando é que vais finalmente atravessar a ponte até mim?

25.06.2015

(Devaneio inspirado em Drive dos Cars, a pedido da Susana Chaves)

 

Queria dizer-te 24/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 9:41 pm
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Ele pensou para os seus botões: quando chegar a casa vou dizer-lhe o que se passa, que ela foi a minha maior paixão e que já que vamos de férias, é melhor aproveitar para darmos um tempo. Quando chegar a casa, vou dizer-lhe que nunca amei alguém como ela, que será sempre um marco na minha vida, uma das melhores recordações. Talvez seja melhor dizer-lhe que já não a amo. Ela vai achar que tenho outra. Se calhar, era melhor que assim fosse, ficava-me com raiva e pronto. Mas a verdade, é que não há ninguém. Apenas não aguento mais esta rotina, estar sempre a fazer o mesmo, no mesmo lugar, com as mesmas pessoas. Não aguento mais a repetição dos dias sempre iguais. Preciso de mudar de horizontes, de me ver espelhado noutros olhos, de conhecer pessoas diferentes e viver uma vida diferente, talvez mudar de pele. Quando chegar a casa digo-lhe…

Chegou a casa, ela sorriu-lhe e disse-lhe: – Vamos ao cinema?
E o discurso voou para o dia seguinte, ou talvez daqui a um mês. Quem sabe? – Vamos. Respondeu.

24.06.2015
(devaneio inspirado na canção de Lionel Kazan, je voulais te dire)

 

you’ve got a friend 22/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 10:22 pm
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O dia cinzento em ti sinto-o cá dentro. Agarra este raio de sol que está contigo no meu abraço. Se, ao menos, me deixasses tocar-te…
O sabor amargo em ti é como uma raspa de toranja que afasta a amizade. Se, ao menos, acreditasses que há doçura em alguns amigos verdadeiros…
O silêncio que emana de ti não verbaliza o tumulto que leio nos teus olhos. Se, ao menos, soubesses que não estás só, que há quem queira ser farol para te guiar no caminho…
Porque a amizade é como uma quantia que depositamos no banco do tempo. Quando eu precisar, também cá estarás? Espero que sim. E se não estiveres, alguém há-de estar porque a verdadeira amizade não espera nada em troca, apenas dá. Quando apoiamos alguém, irradiamos energia que há-de voltar num dia cinzento em nós…

22/06/2015

 

Tainted love 18/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 11:09 am
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Estávamos destinados a ficar juntos para sempre. Assim são os amores perfeitos. Feitos um para outro, entendíamo-nos sem palavras. Tanta coisa em comum, tanta história construída juntos, nada nos poderia separar. Dizem que as almas gémeas de reconhecem porque estão unidas desde o início dos tempos.
Éramos almas gémeas, mas um dia começou a doer. Afastamo-nos sem darmos conta. Palavras retidas que deveriam ter sido proferidas cresceram até submergirem o amor que foi o nosso. Aquilo que era eterno, quebrou-se algures no tempo.
Doeu por muito tempo estarmos longe um do outro, separados e ainda juntos. Quem falhou? Talvez o tempo que nos fez reencontrar numa era que não deveria ser nossa. Não sei porque não deu certo, só sei que te perdi, amor meu, futuro meu, vida minha…
Andei sem rumo, aprendendo a viver um dia de cada vez, desconstruindo o que tinha sonhado até ao fim dos tempos, escrevendo uma linha de cada vez. Habituada a escrever capítulos e páginas, senti-me perdida na pequena linha a que ficara reduzida.
Voltei a viver, não esperando mais nada do futuro nem de ninguém. Agora acredito que o amor que tivemos foi algo de belo que me aconteceu, para poder aprender a preencher o vazio de mim quando acabou.
Um dia de cada vez, por mim!

18.06.2015

 

Escrava do amor 15/06/2015

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 10:52 pm
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Escrava do amor

Querias que eu fosse escrava do amor, sujeita aos teus humores e desamores. Querias que eu estivesse prisioneira dos meus sentimentos, novelo por enredar. Querias que que estivesse presa a ti, por cordas invisíveis ao olho humano, visível pela minha paixão. Querias que eu me perdesse no labirinto e que me reencontrasse apenas pelo fio que me terias deixado seguir.. Querias que vivesse fascinada pelo teu ser sem me prestares atenção.
Querias que eu fosse e fui. Queres que eu seja, mas já não sou escrava do amor. Nada me prende, apenas a consciência de mim a pensar em ti….
15.06.2015

(devaneio inspirado nesta canção de Bryan Ferry)

 

 
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