Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

-ismo… 31/03/2005

Filed under: experiências da jacky — jacky @ 6:43 pm

Desejar
quem muito
me despreza
é masoquismo.
Querer
quem por mim
não reza
é fanatismo.
Amar
o próximo
que agoniza
é altruismo.
Esquecer
quem se
desmaterializa
é …

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por falar em indiferença*…

Filed under: emoções — jacky @ 6:20 pm

Por muitos anos que viva,
nunca vou entender
o que é que leva alguém
a desprezar quem o/a acarinhe
e a desejar quem o/a despreze…

* que tem por primo, o desprezo.

 

verbo ‘tar

Filed under: jogos de palavras — jacky @ 5:49 pm

eu tou, tu tás, ele tá, nós tamos, vós tais, eles tão
eu tarei, tu tarás, ele tará, nós taremos, vós tareis, eles tarão.
eu tive, tu tiveste, ele teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram
eu tava, tu tavas, ele tava, nós távamos, vós táveis, eles tavam.

Detesto o verbo ‘tar. Não gosto de verbos ambíguos, preguiçosos, que se tomam por outros verbos!!!

 

Be my Babe, The Ronnettes

Filed under: canções de amor — jacky @ 2:10 pm

The night we met I knew I needed you so
And if I had the chance I’d never let you go
So won’t you say you love me
I’ll make you so proud of me
We’ll make ‘em turn their heads
Every place we go
So won’t you please

(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh

I’ll make you happy, baby
Just wait and see
For every kiss you give me
I’ll give you three
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you
You know I will adore you
Till eternity
So won’t you please

(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, ohh, oh

[INSTRUMENTAL]

So come on and please
(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Say you’ll be my darling
(Be my be my baby) Be my baby now
(I want it only say) Ooh, ohh, ohh, oh

(Be my be my baby) Be my little baby
(I want it only say) Ooh-oh-oh-oh, ooh-oh-oh-oh
(Be my be my baby) Oh-oh-oh, oohh…
(I want it only say) Oh, oh, oh, oh, oooohh…

Mais uma canção da banda sonora do Dirty Dancing. É de 1963 e foi relançada em 1987 com o filme. Gosto muito de bandas sonoras de filmes e ainda mais quando incluem oldies.
Estas músicas antigas dão-me uma imensa nostalgia de ritmos que não dancei, de beijos que não dei, de vestidos de roda que não tive, de amores que nunca senti e de experiências que não vivi. Uma espécie de fingimento futurista no passado, difícil de explicar…

 

indiferença

Filed under: emoções — jacky @ 1:05 am


Indifference

Gosto muito da escrita do JK, porque escreve com emoção. Ultimamente, gostei especialmente deste texto sobre as Diferenças nas Indiferenças:

Existem duas formas de indiferença: a real e aquela que é unicamente aparente. Enquanto a primeira representa a falta de força de algo ou alguém que o torna importante, a segunda simboliza a influência que se pretende negar existir.
A indiferença real revela um desprendimento sobre as situações, enquanto a aparente mostra que, apesar das tentativas de desapego, é necessário simular o desinteresse para tentar eliminar uma influência indesejada.

A indiferença real pode gerar a aparente quando se quer negar que algo de novo existe e nos toca de alguma forma, quase como se procurássemos obter um convencimento de nós próprios. É que muitas vezes negamos que algo nos interessa e depois aos poucos vamos ficando encantados exactamente com aquilo que inicialmente renegamos.

A indiferença aparente é quase sempre uma tentativa de almejar a indiferença real que parece complicada de ser atingida, seja porque estamos a descobrir algo ou porque simplesmente queremos esquecer alguma coisa que não contribui para a nossa felicidade.

Duas indiferenças, tão diferentes e tão ligadas entre si.

Este texto é apenas uma pequena amostra da sensibilidade do Jotakapa. Não se inibem de vasculharem os arquivos, porque vale realmente a pena! 🙂

 

Primeiro amor

Filed under: amor — jacky @ 12:40 am

Lembro-me de ti, muitas vezes, nem sempre muito nitidamente.
Lembro-me que te rias com os olhos como o Richard Gere, que eras sereno e que transmitias muita paz a toda a gente.
Lembro-me que deixaste de fumar por minha causa, durante um ano e quando deixámos de namorar recomeçaste logo.
Lembro-me de como vestíamos as nossas melhores roupas, aos Domingos, e íamos passear desde o Castelo do Queijo, no tempo em que ainda lá estava o barco encalhado, até à Praia dos Ingleses na Foz. Ficávamos no paredão sentados e, às vezes, até apanhávamos com ondas mais atrevidas e ríamo-nos encharcados.
Lembro-me que dançavas muito bem. Ensinei-te uns passos de disco e tu ensinaste-me a dançar bolero e rumba, para podermos ir aos bailaricos de bairro com os nossos amigos.
Lembro-me que íamos ao cinema todos os fins de semana. Ainda tenho os bilhetes todos guardados colados num velho álbum de fotografias.
Lembro-me que ficaste fascinado com o Concerto em Central Park do Simon & Garfunkel e que não descansaste enquanto não compraste o disco duplo, que ouvíamos incansavelmente e que eu ainda ouço.
Lembro-me que me ias buscar à escola aos sábados de manhã e que eu te exibia orgulhosa por ter um namorado tão especial. Também me ias buscar às aulas do Institut Français quando acabavam mais tarde.
Lembro-me que me compravas chocolatinhos Regina que tinham gatinhos catitas na capa e que eu guardava os papéis e os colocava no meio dos meus livros de escola.
Lembro-me perfeitamente do quanto eu te idolatrava e de quanto tudo foi tão inocentemente belo entre nós. Como poderei esquecer? Foste o meu primeiro amor…

E tu? Que recordações tens do teu primeiro amor?

 

Hidrângea 30/03/2005

Filed under: flores — jacky @ 11:37 pm

Nome científico: Hydrangea macrophylla.
Significado: Mudança, Vaidade.
Mensagem: Posso fiar-me em ti?

Também é conhecida pelos nomes de Hidranja e Hortênsia.