Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Postais de Natal 30/11/2006

Filed under: Natal,trabalhos manuais — jacky @ 5:33 pm

postais-de-natal.jpg

Eis aqui algumas sugestões para o Natal. Em tamanho maior, servem de postais. Em tamanho pequeno, servem para sinalizar de quem é a prenda e para quem está destinada.

Material utilizado:

  • cartolina colorida
  • papel vegetal
  • cola
  • tesoura
  • canetas de gel

Recorta-se um quadrado na cartolina já dobrada a meio e cola-se um quadrado de papel vegetal por trás. Depois é decorar a gosto o papel vegetal com desenhos ou recortando outro pedaço de cartolina que se deverá colar de novo sobre o papel vegetal. É só deixar secar e já está! 🙂

 

Anadiplose

Filed under: recursos expressivos — jacky @ 5:24 pm

5 – Anadiplose:

Recurso expressivo a nível da estrutura

Consiste na repetição da palavra final de uma frase ou de um verso, no início da frase ou verso seguinte. Muitas lengalengas servem-se deste recurso expressivo.

Ex: «Anos, velhice, desgraça – e teima.

Teima até ao caixão.»

Raul Brandão

Natasha Westcoat


 

Presente

Filed under: emoções — jacky @ 12:52 am

Que desejas este Natal?

 

Anacoluto 29/11/2006

Filed under: recursos expressivos — jacky @ 10:43 am

4 – Anacoluto:

figura de sintaxe ou frase quebrada

Mudança de estrutura sintáctica no meio da frase, para pôr em relevo a ideia primordial que temos em mente, destacando-a como uma espécie de título do que vamos dizer.

Ex: «Eu, parece-me que sim.»

Mário de Sá Carneiro

 

Melhores blogues de 2006

Filed under: blogosfera — jacky @ 8:53 am

Nomeio-te para os melhores blogues de 2006 porque:

  • és muito divertida e fazes-me rir.
  • tens valores e darias a tua vida para os defender.
  • estás em crise e em vez de agredir os outros, brindas-nos com palavras.
  • escreves primorasamente bem.
  •  os teus desenhos são geniais.
  • és minha amiga.
  • queres acabar com os últimos tabus sexuais.
  • tens bom gosto.
  • és inteligente.
  • partilhas os teus saberes com todos.
  • embelezas a blogosfera.
  • és fogosa e apesar da tristeza segues em frente.
  • és amiga dos animais.
  • tens imenso sentido de humor.
  • és criativa.
  • és enigmático.
  • as tuas fotografias são de tirar o fôlego.
  • estás sempre a informar-nos do que é importante
  • valorizas os afectos.
  • surpreendes.
  • gostamos das mesmas coisas.
  • és poeta.
  • és doce e fazes-me acreditar no melhor que o ser humano pode ter…

Não há links porque continuo a achar que seria injusto só escolher 5 de cada quando há abismos enormes entre todos. Quem ler este post, saberá se falo dele ou dela ou de si mesmo/a. Parabéns! Espero que nos continues a brindar com o teu blogue todos os dias!

 

Smileys & Emoticons de Natal 28/11/2006

Filed under: funny things — jacky @ 9:00 pm

Feliz natal! Merry Christmas! Joyeux Noel! Frohe Weinachten!

(a pedido de várias famílias, carinhas larocas novas a condizer com a época)



 

Descreve-me (conclusão)

Filed under: jacky — jacky @ 7:48 pm

Tu vês-me assim (via blogue e via email):

 

lutadora – AMIGA – disponível – fofinha – candida – HIPERACTIVA –

animada – Carinhosa – Sorriso – revolução – AMORIZADE – catalizadora –

simpática – Transparente – inquisitiva – amiga – INTERESSANTE –

sorridente – BLOGUEIRA – vulcânica – Amiga com A grande… – ternurenta –

original – despenteada – (in)quieta – doce – AMIGA – dedicada

atenta -Energia – Doce – FEMME –

Brincalhona-da-Língua, sendo Língua a Língua Portuguesa, ou apenas brincalhona –

ENERGÉTICA – expansiva – JÓIA – inocente – simpatia – PERSPICAZ

admirável – singela – Alegre – Turbilhão

 

Considerandos sobre o amor (53)

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 2:35 pm

Anna Flores

A generosidade

Nunca gostei da fábula da cigarra e da formiga de Jean de la Fontaine. Mesmo em pequena achava que a formiga exagerava. Visto com os olhos de hoje, considero que a moral desta fábula é bastante actual, pois retrata uma certa avareza e mesquinhez presentes nas sociedades ocidentais do século XXI. É verdade que devemos precavermo-nos para o futuro, não gastar o que temos e o que não temos i.e. que devemos poupar hoje para futuros problemas que possam surgir, mas também não é preciso enfiar palas no focinho e esquecer que o resto do mundo existe e vivermos apenas para os nossos egoismos pessoais.

Ser generoso é uma qualidade que está a cair em desuso. As pessoas raramente dão alguma coisa sem esperar nada em troca. Mesmo os cães que são nossos fieis amigos estão sempre disponíveis para nos amar incondicionalmente, principalmente se estivermos a comer um bom bife! 😛  diferença entre os cães e as pessoas na sua generalidade é que se só tivermos uma côdea de pão para partilhar eles não nos abandonam e contentam-se com o nosso amor.

A generosidade está intimamente ligada à compaixão, algo bem diferente da piedade costumeira. Compaixão é estar atento aos problemas e ao sofrimento dos outros e estar disponível para ajudar, encontrar soluções. Piedade é fingir que se lamenta, às vezes, até se dando uma moedita, e depois segue-se em frente sem nunca mais se lembrar do sucedido. As pessoas generosas têm disponibilidade efectiva e afectiva. Mesmo carregadas de problemas, de tarefas por fazer, arranjam sempre um tempinho para ouvir, um estar presente mesmo se deveriam estar noutro lado qualquer.

Generosidade não é sinónimo de prenda. Há quem encha os outros de coisas, compensando a falta de afecto com prendas caras. Não é preciso comprar nada a quem precisa de amor: basta um ouvido atento, um sorriso, um abraço sentido.

Uma pessoa generosa está atenta a quem anda descalço e é capaz de dar um par de sapatos novos que tem no armário; repara que alguém passa fome e vai à despensa para ver o que pode dar. Uma pessoa generosa dá sem esperar retribuição. Sabe que há quem nunca tenha hipótese de devolver a ajuda e que outros simplesmente esquecerão depressa quem lhes deu a mão. Dá mesmo assim, porque é da sua natureza partilhar.

A generosidade alimenta-se do amor porque quem ama dá mais do que recebe, em qualquer circunstância…

 

Amorizade!

Filed under: amizade — jacky @ 12:20 pm

Mas que coisa mais riquinha que a Tina fez para mim 🙂 Ora vejam! E depois adaptem para quem mais gostam! Beijinhos

 

Tudo em Z

Filed under: vocabulário — jacky @ 11:06 am

E finalmente para acabar esta série de vocabulário a última letra dos abecedários: Z. Quem me ajuda a encontrar palavras em Z? Que parece uma estrada perigosa…

Animais: zebra

Nomes: Zulmira

Países: Zimbabué, Zaire

Cidades:

Cores:

Números:

Passatempos: zoo

Pessoas ilustres:

Objectos:

Materiais & Pedras:

Desportos:

Marcas:

Vestuário & Calçado:

Emoções & Sentimentos: zelo, zanga

Personagens de filmes, desenhos animados, livros…:

Flores: zínia

Alimentos:

Bebidas:

Corpo Humano:

Qualidades & Defeitos: zeloso

Mitologia: Zeus (deus dos deuses gregos)

Profissão: zoólogo

Verbos: zelar

Outros: 

 

Tudo em Y

Filed under: vocabulário — jacky @ 11:04 am

Sinceramente tive preguiça de procurar palavras em Y. Quem me ajuda?

Animais:

Nomes:

Países:

Cidades:

Cores:

Números:

Passatempos:

Pessoas ilustres:

Objectos:

Materiais & Pedras:

Desportos: yatching

Marcas:

Vestuário & Calçado:

Emoções & Sentimentos:

Personagens de filmes, desenhos animados, livros…:

Flores:

Alimentos:

Bebidas:

Corpo Humano:

Qualidades & Defeitos:

Mitologia:

Profissão:

Verbos:

Outros: 

 

Alternância

Filed under: recursos expressivos — jacky @ 10:36 am

3 – Alternância:

Recurso expressivo a nível da estrutura

Consiste em alternar palavras ou conjuntos de palavras para criar um certo ritmo.

ex: « ou se tem chuva ou não se tem sol

ou se tem sol e não se tem chuva»

Cecília Meireles

Gordon Wiltsie

 

Haiku

Filed under: escrita,poesia — jacky @ 10:15 am

 

A ORIGEM

O haiku deriva duma forma anterior de poesia, em voga no Japão entre os séculos IX e XII, designada por tanka; tinha 5 versos, de 5 e 7 sílabas, que tratavam temas religiosos ou ligados à corte.

No século XV, os muitos concursos de poesia tanka deram origem a um jogo de escrita de longos poemas: a primeira estrofe, de 3 versos (com 5, 7 e 5 sílabas), era sugerida por um poeta e as restantes iam surgindo e associando-se, num jogo competitivo entre vários poetas. Este tipo de poesia era a renga, de temática clássica, e os primeiros três versos (os mais importantes, pois serviam de mote) designavam-se por hokku. No século XVI, tornou-se mais popular o haikai-renga, de temática humorística.

Rapidamente a estrofe inicial de 3 versos acabou por se tornar uma forma independente de poesia. Mas só no século XIX, o mestre Masaoka Shiki lhe atribuiu um nome: haiku (pela junção das palavras haikai e hokku).

A EVOLUÇÃO

Bashô Matsuo (1644–1694), considerado o primeiro e maior poeta japonês de haiku, nasceu samurai e adoptou a simplicidade tanto na vida como na criação poética.

Enriqueceu o haiku, superando a artificialidade de poetas anteriores e tornando-o artistica e socialmente aceite. A par de poemas de carácter lúdico, começou a valorizar o papel do pensamento no haiku, imprimindo-lhe o espírito do budismo zen.

Versátil, os seus poemas sugeriam os mais variados estados de espírito: humor, depressão, euforia, confusão,… permitindo uma consciência da grandiosidade da natureza ( física e humana ).

Este caminho

Ninguém já o percorre,

Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida

Chega? Não sei.

Mas é seu perfume.

Outros poetas do género se lhe seguiram: Buson Yosa (séc. XVIII), Shiki Masaoka (séc. XIX), Koi Nagata (séc. XX).

De salientar Shiki, crítico de Bashô por considerar que a sua poesia carecia de pureza e tinha demasiados elementos explicativos: o haiku deveria ser a partilha de um momento e não a sua explicação, privilegiando a descrição visual e o estilo conciso.

Nem Shiki nem os poetas contemporâneos afirmaram uma ligação ao zen, como Bashô, embora seja inegável que a essência desta filosofia continue presente em muitas composições haiku.

As características

“O haiku é mais do que uma forma de poesia; é uma forma de ver o mundo. Cada haiku capta um momento de experiência; um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado,

a natureza humana, a vida”. (A. C. Missias, biólogo e poeta americano)

Basicamente, o haiku define-se como uma forma poética que, quanto à forma, tem três versos curtos e, quanto ao conteúdo, expressa uma percepção da natureza.

Os três versos (sem rima) apresentam, respectivamente, 5, 7 e 5 sílabas métricas japonesas. A métrica japonesa assenta essencialmente no elemento duração: por exemplo, a palavra Bashô, metricamente tem três sílabas ou unidades de som, porque o /o/ final é longo.

São dois os elementos de conteúdo, em não mais do que duas frases: uma percepção sensorial (particular e imediata) e uma percepção sugestiva (de maior amplitude circunstancial ou semântica). A separação entre os dois elementos é feita por uma palavra ou sinal gráfico (kireji).

A percepção sensorial parte de um vocábulo associado a um elemento da natureza e, frequentemente, às estações do ano (Kigo) O kigo representa o aqui e agora que originou uma dada emoção/sugestão.

Não apresenta objectividade, mas a subjectividade expressa provém sempre de uma objectividade captada pelos sentidos. Uma sensação concreta – visual, auditiva, táctil – permite associações, sentimentos, memórias, o reconhecimento de um conjunto mais amplo em que essa sensação se encaixa.

O kaiku capta o instantâneo, regista, enquadra, presentifica, evoca, emociona… a ligação semântica entre as palavras expostas será sempre feita pelo leitor.

É, pois, uma forma de poesia breve, depurada, bela, simples e fluente. É uma reacção estética minimalista à crescente consciência humana do caos.

Exige uma atenção aos mais pequenos eventos da natureza objectiva e imediata; uma permanente atitude de espanto perante o fenómeno da natureza.

Pressupõe uma relação entre o particular e o geral, entre o mais individualmente percebido e o ritmo cósmico da natureza, entre a efemeridade da sensação e o eco que esta pode despertar na sensibilidade e na memória, promovendo uma união entre o sujeito e o objecto. De referir que, no Oriente, o conceito de união entre o homem e a natureza é diferente do ocidental: o homem também é a natureza, por isso, o conceito de união remete para aquele momento específico em que o homem reconhece essa natureza a que ele também pertence.

O haiku foi absorvido por outras culturas e línguas, tendo ganho popularidade em diversas regiões do mundo durante o século XX, nomeadamente no Brasil, América, Canadá, França, Índia e alguns países dos Balcãs.

O haiku (frequentemente designado por haicai pelos poetas de expressão portuguesa) chegou ao Ocidente, quer pela via da imigração japonesa, quer pelo fascínio que o Oriente foi gradualmente exercendo sobre os ocidentais e que culminou, no caso da literatura portuguesa, no exotismo presente em textos simbolistas de final de século (Venceslau de Morais e Camilo Pessanha).

Venceslau de Moraes (1854-1929) cedo se sentiu fascinado pelo Japão, onde viveu largos anos, sendo a sua obra reflexo da cultura oriental. Traduziu diversos haiku japoneses, optando frequentemente pela quadra, por a considerar a única forma breve e popular que se equivale na tradição portuguesa. Mas, na opinião de alguns estudiosos, acabava por desvirtuar o espírito, e até o conteúdo, do original. Como exemplo, a tradução de Morais do famoso haiku de Bashô: “O velho tanque- / Uma rã mergulha, / barulho de água.”:

Um templo, um tanque musgoso;

Mudez, apenas cortada

Pelo ruído das rãs,

Saltando à água. Mais nada…

Já o poeta Herberto Helder (1930) , também tradutor de poesia de diversas culturas antigas, apresenta traduções mais aproximadas:


Primeira neve:

Bastante para vergar as folhas

Dos junquilhos.

Festa das flores.

Acompanhando a mãe,

Uma criança cega.

Monte de Higashi.

Como o corpo

Sob um lençol.

Ah, o passado.

O tempo onde se acumularam

Os dias lentos.


O haiku ocidental apresenta diferenças do tradicional japonês, principalmente no aspecto formal. Naturalmente, a especificidade da língua japonesa (o léxico, a sonoridade e o próprio conceito de sílaba métrica) inviabiliza qualquer reprodução fiel nas línguas ocidentais, surgindo mesmo distintas traduções para um mesmo poema. Dificilmente, a língua portuguesa e a inglesa, por exemplo, conseguem adoptar com rigor a métrica de 17 sílabas, distribuídas em versos de 5, 7 e 5 sílabas, sem perder a fluência, a leveza e a naturalidade que caracterizam o haiku japonês. Os haiku escritos ou traduzidos por ocidentais mantêm do original: a brevidade; a recorrência a vocábulos associados à natureza ou às estações do ano, a associação de percepções (sensoriais e emocionais) e a divisão da estrofe em três versos. A temática é mais abrangente.

A concisão da forma e, essencialmente, a percepção da natureza são elementos muito marcantes nalguns poetas contemporâneos, nomeadamente em Eugénio de Andrade e Albano Martins.

A poesia de Eugénio de Andrade ( 1923 ), poeta que nunca se integrou em qualquer movimento literário específico, caracteriza-se pelo valor dado à palavra, à imagem, à musicalidade, aproximando-o, entre outros, do simbolismo de Camilo Pessanha. Tende a rejeitar os dualismos da cultura ocidental, representando o Homem como um ser integrado numa realidade colectiva. Surge por vezes a analogia entre as idades do homem e as estações do ano e, através de descrições ou evocações físicas, tenta versar a plenitude da vida, a pluralidade dos instantes. São muitos os poemas breves ou de versos curtos, aparentemente simples, mas de grande profundidade:

Tocar um corpo

e o ar

e a língua de neve.

Tocar a erva

mortal e verde

de cinco noites

e o mar.

Um corpo nu.

E as praias fustigadas

pelo sol e o olhar.

As palavras, vício

torpe, antigo.

As últimas? As primeiras?

Como os ouriços

abrem-se ao rumor do mundo:

o sol ainda verde dos limões,

os esquilos

doutras tardes, o latido

da chuva nas janelas,

os velhos em redor do lume

– nunca foram tão belas.

Albano Martins (1930), actualmente professor universitário no Porto, tem-se distinguido particularmente no campo da poesia, do ensaio e da tradução. A sua obra poética caracteriza-se pelo encontro equilibrado entre a contenção (forma breve e linguagem depurada) e o poder imagético da palavra (suas inúmeras possibilidades associativas e metafóricas): “O ritmo / do universo/ cabe,/ inteiro,/ na pupila/ dum verso.” Em 1995, editou poesia haiku de sua autoria, sob o título “Com as flores do salgueiro – Homenagem a Bashô”. Aqui se transcrevem algumas composições:

Um pássaro

no ninho: uma gaiola

perfeita.

Crepúsculo. Gaivotas

em repouso velam

o cadáver do sol.

Uma concha bivalve:

borboleta do mar,

de asas fechadas.

Jogo de sedução

entre o vento e as folhas.

Prazer volátil.

Juncos em movimento.

Os cabelos da água

penteados pelo vento.

Borrão azul

na brancura da página:

o poema.

(informações retiradas daqui: haiku, poesia tradicional japonesa)

 

Canção para a ministra! 27/11/2006

Filed under: educação — jacky @ 7:49 pm

Simplesmente genial!!! 😆 Anterozóide a seguir de perto!

 

A louca aventura dum Sábado em Lisboa em dia de assobio de cobra

Filed under: cultura — jacky @ 3:13 pm

No Sábado, fomos mais cedo para o centro de Lisboa a prever que iria haver muito trânsito devido à «inauguração» da maior árvore de Natal da Europa às 20h. As iluminações estavam lindas. O azul e o vermelho sobressaíam de forma original. Vimo-nos à rasca para estacionar mas acabámos por encontrar um parque onde deixar o carro. As ruas estavam cheias de gente já nas compras de Natal. Fomos ter com a Meu Dia e os filhotes. Tão giros e simpáticos! Perguntei se não queriam ir ver a árvore a acender e disseram que sim. Fomos então depressa pelas ruas cheias de gente. Comentaram como a tarde estava agradável, relativamente ao dia anterior, que chovia a cântaros e que as ruas até pareciam rios…

Chegámos às 20h05 à praça do Comércio (?) e a árvore estava apagada, à boa maneira portuguesa. Decidimos esperar um pouco, mas não muito, pois às 21h tínhamos de estar no São Luiz e ainda era preciso jantar qualquer coisa. Passados 5 mn começam a cair umas pingas. 🙄 E logo de seguida, os santos todos da metereologia, que estavam em dia de malandrice, começam a despejar baldes de chuva em cima de nós!!! Em 2mn ficámos encharcados da cabeça aos pés! Até me entrou água pelo pescoço e por dentro do casaco. A falta que os limpa-brisas dos óculos me fizeram! É que com os óculos encharcados não via um boi à frente (Também não costumam circular no centro da Capital, pois não?) Ficámos com aquele ar de gato que odeia tomar banhos forçados e lá entrámos num shopping qualquer para comer mais um bestial hamburguer pingado.

Às 20h58, chegámos ao São Luiz com aquele ar fantástico de técnicos operacionais de estacionamento de carros, muito próprio para se ver um musical nesse distinta sala de Lisboa! Que dizer do espectáculo? Que A-DO-REI! Já desconfiava que ia ser bom por causa do disco que conheço quase de cor, mas nunca pensei que as canções estivessem tão bem coordenadas entre si. Como o espectáculo já não está em cena, acho que posso contar como foi.

O musical passa-se numa boîte (buate), daquelas em que as meninas vestem roupas de can-can, e que costumam ser frequentadas por homens, maioritariamente, e bem machos por sinal! As canções estão ligadas àquelas personagens que costumam estar por ali, desde o intelectual à mulher da má vida, desde o homem que larga tudo pela mulher da sua vida ao entertainer sem piada. O fio condutor entre elas é o amor e a ausência dele, os desaires e os entusiasmos, o sexo e a falta dele. Havia dançarinos e cantores profissionais para dar cor ao lugar e também uma pequena orquestra em palco, tendo ao piano o próprio Manuel Paulo!

Do lado esquerdo, umas portas simulavam umas casas de banho onde as personagens desapareciam ou iam chorar as mágoas. O único que fez mesmo chichi 2 vezes foi o pianista. Sofreria ele de incontinência de palco 😆 em vez do traque (nervoso miudinho que os artistas sentem antes de subir ao palco)? Junto à casa de banho, havia um lavatório com um espelho mágico onde cada personagem se via, algumas no futuro (a mais bela menina a ver-se envelhecer e a ficar todo enrugada) ou no passado (a mais velha a ver-se rejuvenescer com fotografias suas do tempo de menina). Outros viam o que gostariam que fosse a realidade (as pessoas a rirem-se das suas piadas).

O assobio da cobra não deixa de ser um som insinuante, se nos abstrairmos do perigo, tal e qual o amor. Há corações inocentes que se deixam envenenar pelos amores frustrados e perdidos. Há quem não fique afectado, pois já está imune às mordidelas de cobra, no fundo, sem coração. Há quem se deixe hipnotizar pela beleza da cobra e há quem carregue o fruto de alguém que quer nascer além da sua vontade. Se formos cobra, é deixar-se levar pelo assobio. Se formos outro bicho, é melhor procurar outro da nossa espécie…

Foram duas horas muito bem passadas, a cantarolar baixinho a samba do acento e as malhas caídas entre outras. No final, gostava de ter tido um autógrafo do Manuel Paulo e dos artistas mas acanhei-me. É sempre assim: em grupos grandes fico sempre num cantinho para passar despercebida. Fica aqui o meu testemunho sobre este belíssimo musical e fico a torcer para que possa partir em digressão pelo país todo, pois o espectáculo merece ser visto por toda a gente. Parabéns!

À saída, fomos buscar o carro ao parque que por sorte ainda lá estava. É que mesmo com a porta por fechar e a chave na ignição, ninguém quis dar uma volta nele 😆 (esta tinha de contar, Nuno!). Depois das 23h a árvore estava acesa, finalmente…

 

TPC de Ciências

Filed under: animais — jacky @ 2:23 pm

Estou aqui a dar uma ajudinha nos TPC à Daniela e há uma alínea que diz assim:

  • Mede o comprimento dos membros anteriores e posteriores da rã.

Alguém tem aí uma rã à mão para lhe medir as patas? Hum 🙄 ?

 

Votações para os melhores blogues 2006

Filed under: blogosfera — jacky @ 1:07 am

Li há dias que havia uma votação para os melhores blogues de 2006, na Geração Rasca. Pensei que no final, haveria de espreitar a ver quem teria levado os prémios para casa. Mas fui surpreendida com duas nomeações que me deixaram muito vaidosa: a da Raquel e a da Margarida! Muito obrigada! A sério! Não estava à espera e fico contente quando as minhas palavras tocam alguém.

Não vou participar na votação, pois há tantos bons blogues, que me encantam, porque têm um estilo próprio, porque têm características que os tornam diferentes e, por isso mesmo, impossível de comparar com outros. : No fundo, estas votações são sempre um pouco injustas devido à dificuldade em escolher…  Que ganhe o mais votado! Boa sorte!

 

A louca aventura dos transportes em Portugal em dia de chuva intensa

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 12:04 am

Este fim de semana, fui a Lisboa para ver o Assobio da Cobra mas nem sei como. Desde sexta-feira que tenho estado a viver a louca aventura dos transportes em Portugal, juntamente com a Ponto Azul.

Por volta das 15h30, saí de casa, com o temporal a desabar, para apanhar o metro que me levaria à estação de Campanhã. Quando nas 7 bicas o metro passa a velocidade de caracol, tive a maravilhosa sensação de estar a viajar num transporte novo: o metrarco (metro+barco), pois a água era tanta no túnel que até levantámos os pés do chão para não os molharmos. Continuou então a viagem a velocidade reduzida e compreendemos logo que já não dava para apanhar o comboio à hora desejada… Antes da estação campo 24 de Agosto, ouvimos uma mensagem incompreensível do condutor do metro. Percebemos depois que o metro não parava nessa estação subterrânea (recente) porque chovia a cântaros lá dentro 😯

Chegámos a Campanhã passavam alguns minutos das 16h. Perguntámos na bilheteira:

– Ainda dá para apanhar o pendular das 16h?

Resposta: – Querem tentar?

Eu: – E se nao esperar por nós?

Resposta: – Pois…

Eu: – Então é melhor não, queria 2 bilhetes para o das 17h.

Fomos então tomar qualquer coisa ao café da estação e coscuvilhar as últimas novidades das estrelas nas revistas da tabacaria (a mulher do Tom Cruise gastou 3000€ em lingerie para a lua de mel. Há gente tão pobre, valha-me deus…). E o pendular das 16h continuava no mesmo lugar. Ouvia-se uma voz a informar que devido a falha de corrente em Valadares, os comboios não partiam mas que logo que possível informariam quando voltariam a circular. Às 17h, o das 16h ainda lá estava… A voz dizia então que não havia corrente na zona de Esmoriz. Às 17h15 fui perguntar se havia notícias da hora de partida dos comboios. Não sabiam. Pedi a devolução dos bilhetes.

Toca então a correr para apanhar uma camioneta para Lisboa. De preferência a das 18h. De volta ao metro. Na estação em que chovia passámos lentamente às escuras como naqueles carrinhos das casas fantasmas da Feira Popular. É que chovia cada vez mais e electricidade + água não costuma funcionar muito bem. Mais uma molha na Batalha até ao terminal rodoviário. Chegámos às 18h02. Na Bilheteira, a bufar:

– Ainda dá para apanhar o autocarro das 18h para Lisboa?

Resposta: – Claro que dá.

Compro dois bilhetes e de novo a correr para o autocarro não se pirar sem nós. Procurámos em todo o lado. Nada. Pois… No stress. Chegou às 18h40. Partimos às 18h45. Depois, a viagem nem correu muito mal. A meio do caminho, soube através de um telefonema que os comboios estavam parados em Fátima. Pensei cá para mim: – Olha se tivéssemos esperado pelo comboio, agora estávamos lá. As pessoas que estão lá estacionadas, podem pensar positivo e dizerem que é hoje que finalmente podiam sair na estação e ir a pé a Fátima! 😆 Passámos o resto da viagem a perguntar uma à outra:

– Já chegámos a Fátima?

Já quase em Lisboa, a senhora que ia na cozinha (para quem não sabe, cozinha num autocarro é a última fila) à nossa beira, pergunta:

– Desculpe, meninas, esta camioneta pára em Fátima?

E nós, rindo:

– Não, minha senhora, estávamos a brincar, estamos quase a chegar! 🙂

E pronto, chegámos a Lisboa às 22h15. Nada mau: 7h depois de ter saído de casa. O espanto foi mesmo não estar no Algarve… Pensei que depois desse dia, nada poderia correr mal no fim de semana, mas enganei-me. O próximo episódio fica para amanhã. Prometido! Isso e responder aos vossos simpáticos comentários. Muitos beijinhos e bons sonhos 🙂

 

Tu lês em mim, Vozes da Rádio 26/11/2006

Filed under: música — jacky @ 2:12 pm

Vozes da Rádio

 

Aliteração 25/11/2006

Filed under: recursos expressivos — jacky @ 9:59 am

2 – Aliteração:

 

Recurso expressivo a nível fónico

 

Repetição dos mesmos sons conânticos* em palavras de um verso ou de uma frase; tendo como resultado um efeito fónico harmonioso.

 

Ex: «Na messe que enlourece, estremece a quermesse…»
Eugénio de Castro

Neste verso, há uma repetição do som S

«Um moço loiro, lento, lânguido que se curvava em silêncio diante dela.»
Eça de Queirós

Nesta frase, há uma repetição do som L

* onde se lê conânticos 😆 deverá ler-se consonânticos. Não sei como comi aqui uma sílaba e juro que não foi de propósito! Obrigada São Rosas, estás sempre de olho onde deves 😛

Stephen St John