Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Kikas na Caras em exclusivo :D 30/10/2008

Filed under: animais,jacky — jacky @ 5:40 pm

Quem diria que ia ter um cão famoso? Faz a tua capa tambem aqui!


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Chupeta 16/10/2008

Filed under: amor,família — jacky @ 6:28 pm

chupeta

Uma chupeta é sempre enternecedora, é o prolongamento da mama, o fazer sentir ao bebé que está seguro, dar-lhe a possibilidade de fazer bem uma das poucas coisas que sabe realmente fazer que é mamar. Por isso, as chupetas têm vários nomes, conforme quem as usa.

O Mário chamava às suas 3 chupetas de mumas. Para já a da Sara é só chucha.

E tu, tens alguns nomes afectivos associados a chupetas?

 

Carta à minha amiga Pediatra com P 14/10/2008

Filed under: amizade,cartas da jacky — jacky @ 8:51 pm

Se começasse esta carta por Querida Maria do Carmo, seria bastante estranho, porque quem te conhece bem, te trata por Carmito. É um diminutivo que te fica bem porque és assim mesmo: miudinha e mimosa. Também ficaria bem começar com Dra. Carmo porque és assim mesmo: a Dra da Família.

Não sei bem há quantos anos nos conhecemos, já são alguns. Ao longo destes anos de convívio, devo dizer que quanto mais te conheço, mais gosto de ti, o que infelizmente nem sempre acontece com laços que se criam em idade adulta. Gostamos da pessoa de imediato, mas com o tempo começamos a descobrir certas facetas irritantes ou simplesmente que não se enquadram nos nossos valores e os laços desfazem-se. Não é este o caso.

Temos algo em comum que, por vezes, é uma desvantagem que é o parecermos bem mais novas do que realmente somos. Devido ao nosso aspecto juvenil, as pessoas nem sempre nos levam a sério. Falo por mim… As pessoas tratam-me por tu, minha filha, ou dizem coisas do género: – Ainda és muito nova para… ou – Ainda tens de aprender muito para… Cheguei inclusive a ser confundida com os meus alunos nos corredores da escola e uma funcionária até me barrou o acesso ao corredor dos professores. Pelo menos, tu, sempre pensam duas vezes quando te vêem de estetoscópio ao pescoço e de bata branca! É uma vantagem porque ambas somos boas naquilo que fazemos e nas coisas em que nos empenhamos, o que é um trunfo quando nos subestimam em assuntos importantes.

És a médica do meu filho há vários anos (depois de ter tido outros dois, com os quais não funcionámos bem) e também não tenho vergonha nenhuma de dizer que és a minha própria pediatra, embora já seja grandinha. Tenho umas alergias, asma, mas doenças raramente tenho. Por isso, quando tenho, telefono-te, vou ter contigo e costumas ser tu a minha melhor conselheira. Embora eu nem sempre seja uma paciente fácil, porque parece que estou sempre a contra-argumentar o que me dizem, faço sempre tudo o que tu dizes porque sei que és a melhor. Além de teres o teu consultório, tens experiência que poucos pediatras e até médicos podem gabar-se de ter: foste a melhor aluna de medicina da Universidade do Porto, além de ser a melhor noutros anos e em várias disciplinas, andaste nas ambulâncias a tratar de recém-nascidos, fizeste urgências, foste a congressos, deste palestras sobre inúmeros temas, ganhaste mais de uma dúzia de prémios, até aprendeste a dar injecções para o caso de ser preciso, ou seja, fazes mesmo aquilo que gostas e tens vocação! És uma médica dedidcada aos seus pacientes, sempre atenta, disponível, preocupada quando estão doentes, interessada pela sua vida e bem-estar. As tuas crianças não são nomes escritos numa ficha de papel, são pessoas que conheces por dentro e por fora porque és médica de alma e coração.

Quem ler esta carta vai pensar que exagero porque somos amigas, mas não estou a exagerar, que o digam as mães que te ligam a meio da noite quando os filhos estão doentes, que confirmem os pais que sabem que estás disponível para ir ao consultório a horas tardias e até de ir ao hospital sem ser na tua hora só para poderes consultar os teus meninos.

Quanto a sermos amigas, não tenho dúvidas nenhumas que vai ser difícil encontrar outra amiga como tu, uma pessoa tão dedicada, que abdicou do seu fim de semana e de estar com a família, para vir assistir ao meu parto, numa cidade que não é sua, num hospital onde desconhece todos os colegas. Que maior prova de amizade poderia eu receber do que ter-te ao meu lado nessas horas tão dolorosas e ter-te presente à nascença da minha filha para me dares a certeza que seria bem auscultada e cuidada? Porque sabes que tenho tendência para neurotizar a ansiedade e que só ficaria descansada quando a visses?

Sabes Carmito, por muitos anos que viva e mesmo que te enchesse de prendas nos próxmos 50 anos, nunca poderei retribuir o que fizeste por mim e pelos meus filhos, porque não há dinheiro que pague dedicação, amizade, compaixão, compreensão com a minha forma de estar peculiar. Só posso prometer que vou fazer um grande esforço para não te responder: – Eu sei, a cada conselho que me dês. Sei que pareço contestária, mas fui sempre assim, estou melhor, mas ainda não me corrigi totalmente. Na verdade tudo o que dizes, para mim é lei! E também sei que centenas de pais também te obedeceram e seguiram cegamente tudo o que disseste porque és realmente das melhores médicas do país como também um dos melhores seres humanos que conhecemos!

Carmito, obrigada por seres quem és e obrigada à Providência por ter feito cruzar o teu caminho com o meu.

Um abraço apertadinho

jacky

Dados úteis onde podem encontrar a Dra Maria do Carmo Teixeira:

Clínica Médica e Pediátrica Dra Carmo Teixeira

Rua de S. Gens, 3940

4460-219 Custóias – Matosinhos

Tel: 22 953 62 69 – Tlm: 96 371 81 01

Email: drcarmoteixeira@netcabo.pt

 

Barco encalhado

Filed under: jacky — jacky @ 10:49 am
Tags: , ,

barco encalhadoAinda não encontrei as fotos que tirei ao barco encalhado, mas este postal deve servir para matar saudades. Quem se lembra dele?
É que o tempo tem destas coisas, tudo se cria e tudo se transforma, mas o papel e a fotografia têm o poder de fixar imagens, pessoas e coisas no tempo que agora deixaram de ser…

When I was 10, a boat get lost and stayed during years and years on the coast. I liked to see it but some years ago they took it away and it’s funny that I miss that boat at the castelo do queijo beach. Here is a postcard where you can see that boat which doesn’t exist anymore.

Quando tinha 10 anos, um barco encalhou na praia do Castelo do Queijo. Durante anos, ficou lá e para mim já fazia parte da paisagem. Há uns anos decidiram tirá-lo e por estranho que pareça, tenho saudades do barco. Há dias encontrei um postal onde ele ficará para a posteridade mesmo já não existindo.

 

Considerandos sobre o amor (75) 07/10/2008

Filed under: amor,considerandos sobre o amor — jacky @ 6:42 pm

Porque se gosta tanto de bebés?
Porque olham tudo como se fosse novo mesmo não vendo, porque prestam atenção às nossas palavras mesmo não percebendo, porque não nos julgam, porque não têm ideias preconceitos sobre ninguém mesmo não pensando ainda, porque adoram ser mimados e mimam de volta mesmo não escolhendo ainda família e amigos, porque nos tocam com as suas mãozinhas delicadas e por dentro com o seu amor condicional…

Sara 3 weeks old

Sara, 3 semanas