
Esta semana, enchi-me de fazer sudokus e apeteceu-me voltar a um velho amor que é a sopa de letras. Para ser mais difícil, decidi fazer em inglês. Quem encontra os 53 animais que estão aqui escondidos na horizontal e vertical?

Esta semana, enchi-me de fazer sudokus e apeteceu-me voltar a um velho amor que é a sopa de letras. Para ser mais difícil, decidi fazer em inglês. Quem encontra os 53 animais que estão aqui escondidos na horizontal e vertical?
É bom pensar que todos nós temos de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro, mas mesmo que consigam cumprir este ditado popular, a vossa vida não ficará plena nem resumida…
Eis-me de volta às sopas, neste caso concreto, soup of letters (foi a tradução que o google me deu hehehehe)
100 palavras sobre mim, em inglês…

Não queiram algo só porque os outros o têm, mas porque vos pode realmente fazer felizes.
Se querem ser seguidos, têm de correr à frente dos outros!

Ingredientes:
Este doce pode ser servido quente, à temperatura ambiente ou frio. Pode-se também deixar esfriar completamente envolvendo a forma com película aderente. É o ideal para quem costuma ter sobras de pão!
Receita:
1. Em Forno pré-aquecido, colocar uma forma untada em manteiga (eu coloquei papel vegetal que dá mais jeito para limpar) deixar torrar o pão levemente.
2. Numa panela média, combinar o leite, o chocolate e a manteiga, numa temperatura média, mexer ocasionalmente, até que o chocolate derreta, cerca de 5 minutos.
3. Espalhar uniformemente as fatias de pão numa forma se não foi feito anteriormente na forma preparada. Numa tigela média, bater os ovos, o açúcar granulado e a baunilha. Quando estiver bem batido, misturar ao preparado de leite que se fez anteriormente. Quando estiver tudo misturado, deitar abundantemente o preparado por cima das fatias de pão.
4. Colocar no forno até o pão inchar e ficar firme, cerca de 25 minutos. Deixar arrefecer, pelo menos, 10 minutos, polvilhar com o outro açúcar um pouco antes de servir.
Eu utilizei variadas fatias de pão pois sobrou imenso pão na Páscoa. O que achei mais saboroso foi o pudim de regueifa de chocolate, pois ficou mais fofo e menos duro.
Estou tão cansada… A minha filha não me deixa dormir de noite. Também não dorme quase nada durante o dia. Conheço pessoas que tiveram bebés mais ou menos ao mesmo tempo que eu, e os seus bebés dormem toda a noite e ainda dormem bastante durante o dia. As comparações são tentadoras e começo a pensar:
– Que sorte… se soubessem a sorte que têm… eu é que ando aqui caquética de todo porque a privação do sono faz com que me esqueça de tudo e ande sempre com dores de cabeça…
Mas depois a vozinha da minha experiência de vida sussurra-me ao ouvido:
– Jacky, não te deixes levar pelas tentações. Cada bebé é como é. Já devias ter aprendido isso com o Mário. Cada bebé tem a sua personalidade e o seu desenvolvimento próprio. A Sara pode não dormir como Y X ou Z, mas é a bebé mais encantadora que já conheci, sempre sorridente, viva, curiosa, com vontade de aprender tudo. A Sara é uma menina muito inteligente que quer crescer depressa, é uma menina sedutora que já conquista o mundo. Jacky, queixas-te de quê?
Eu sei… Mas às vezes também sabe bem uns minutinhos de auto-comiseração enquanto se toma um benuron às 8h30 da manhã, a ver se se aguenta o dia…
Ainda ontem na pediatra, os pais de um bebé perguntaram-me quanto tempo tinha a Sara, porque a deles não mexia com os pés. Disse-lhes que ainda era pequena, que era só a partir dos 6 meses, que não se preocupassem com as comparações, que cada bebé faz o que quer quando for melhor. Agradeceram-me, felizes.
E depois, eu não aplico os meus conselhos a mim própria? Tem dó, Jacky! 🙂
Seria insensato pensar que a amizade é um sentimento sentido por todos, da mesma forma. O ser humano relaciona-se com os outros através da sua própria percepção, filtrando o mundo através da sua grelha de saberes, experiências e vivências anteriores.
Hoje vou falar sobre a amizade depressiva.
A amizade depressiva surge quando alguém que se sente em baixo se aproxima de nós para lhe darmos apoio. Sentimo-nos lisonjeados porque alguém reconhece em nós um psicólogo em potência, como se fôssemos mais confortáveis que o próprio divã de um psiquiatra. Seguimos de perto a amizade depressiva, tornamo-nos disponíveis porque sabemos que alguém precisa de nós. Ouvimos dias e dias as mesmas lamentações, passamos horas ao telefone ou até em presença a prestar atenção a confidências e até segredos sombrios. que não gostamos de descobrir, mas se não formos nós quem o fará? Por vezes, até prejudicamos outras pessoas (familiares, amigos, amores) não estando com elas para dar assistência a amizade depressiva. A verdade é que a amizade retribui, é capaz de fazer qualquer coisa por nós, gosta também de saber que pode dar uma certa dose de reciprocidade. No fundo, o que é a amizade, senão uma certa entre-ajuda, uma certa reciprocidade nos sentimentos e nas acções?
E há um momento em que a amizade depressiva melhora e ficamos contentes. Já não somos imprescindíveis mas também era um fardo pesado de se carregar, ter a sensação que uma vida depende de nós e podermos falhar. A amizade depressiva passa a amizade simples.
E depois há um dia, em que por motivos externos ou internos, a vida nos deita abaixo e somos nós que entristecemos, sentimo-nos infelizes e precisamos de alguém. Decidimos recorrer a quem já passou por isso. Achamos que sim, poderá compreender-nos, ouvir-nos, prestar a atenção que precisamos. Pensamos que as sementes de amizade que andámos a plantar tantos meses, tantos anos, deram fruto e que podemos colher palavras de carinho, conforto e amizade, tempo de partilha e toda a disponibilidade que puder. Pois é… O problema é que muitas vezes isso não acontece. Ouvem umas vezes, mas outras nem atendem o telefone. Aparecem umas vezes e outras nem sabemos onde estão. A reciprocidade não funcionou, estão ocupados com os seus afazeres, com outras pessoas e o tempo que nos sobra é quase nenhum. Ao fim duns tempos, compreendemos que, se dependermos dessa pessoa para nos rerguermos, que bem ficamos abaixo de cão, sabemos que estamos sozinhos e que se quisermos passar a perna à depressão, só o poderemos fazer por nós próprios ou com a ajuda de alguém com que por vezes nem sequer temos muita confiança.
A vida continua e a depressão acaba por passar, mas houve algo que se quebrou: um pequeno fosso que já se torna difícil de se ultrapassar. É precisa a construção de uma ponte, mas não do nosso lado, para a amizade poder sobreviver… E assim é a história da maioria das amizades depressivas, salvo raras excepções…
Dedico este texto às minhas amigas Paula Tinoco, Carmito e Cristina Vilar, que sabem o que eu quero dizer com isto e às minhas amigas do flickr (Ana, Carmem, Claudia, Dina, Filipa, Janaina, Joy, Laura, Liliana, Maria, Maria João, Orit, Ritas, Tara, Terrie) que, embora «virtuais» me deram a mão (por telefone, por sms, por email, com presentes inesperados) quando precisei, obrigada!
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