Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

ciclo da água 30/11/2005

Filed under: amorizade (blogspot) — jacky @ 4:37 pm

Hoje um dos TPC era o Ciclo da Água

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considerandos sobre o amor (12)

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 7:34 am


Marc ChagallHá pessoas que vão dizer: «- Nunca vou seduzir ninguém! Porque sou isto e aquilo i.e. feio, gordo, magro, orelhas descoladas, penca grande, mamas grandes ou pequenas, cu grande, pernas de canivete, sinais e cicatrizes, etc.»

É verdade que, no primeiro impacto a aparência, é o que salta à vista. Também é verdade que todos os dias somos invadidos por imagens de corpos perfeitos, sem celulite, nem pança, peles e cabelos brilhantes, rostos harmoniosos… e por aí fora. Mas, isso é na primeira abordagem. Depois vem a 2ª parte. Para mim, a mais importante! Porque um bolo pode ter bom aspecto e o recheio ser intragável. Aí é que começa a sedução…

Seduz-me, num homem, uma certa ternura na entoacção da voz, um riso franco, um olhar que se cruza com o meu, um sorriso doce, um sinal característico no rosto, uma atitude confiante, um gesto subtil, palavras que embalam, uma mão bonita…

A sedução conduz a um estado mental diferente, de indiferente passamos a cativados e é como se ficássemos sob o poder do outro. Para o fascínio perdurar, tem que haver correspondência do outro. Ausência, silêncio, não atender telefonemas ou não responder a emails (ou outras coisas) faz com que o estado de sedução esmoreça. Começamos a perder confiança em nós e no outro. Passado um tempo de vazio, o tal poder começa a desfazer-se. Surgem outras coisas e outros olhares podem prender a nossa atenção.

Seduzir é uma coisa muito esquecida… diz o eco.
O que me seduz pode não te seduzir a ti.
O que é que te seduz num homem ou numa mulher?

 

considerandos sobre o amor (11) 29/11/2005

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 10:21 am

Hippolyte Flandrin


Qu Lei

Sedução

Parece fácil seduzir no século XXI. As pessoas estão à mão sob todos os aspectos i.e. expõem-se mais (a vergonha e o pudor é para os cotas!) tanto a nível físico como a nível pessoal.
É fácil conhecer-se gente nos bares, no café, no trabalho, na rua e ultimamente na internet. Ele é chat(o)s, ele é eu procuro-te (icq), ele é mensageiros (msn, multiply, h5), ele é amigos dos amigos dos amigos às toneladas (orkut) e sei lá que mais.
O telemóvel permite-nos estar-se ligado ao mundo 24h/24h, em qualquer lado, a qualquer hora, com quem quer que seja (que esteja fisicamente connosco e do outro lado do fio).
Estamos aqui e em todo o lado. Estamos sozinhos e com toda a gente. Estamos íntimos e sociais.

E…

Nunca as pessoas se sentiram tão sozinhas, tão desconsoladas, tão irritadiças, tão agressivas, tão desamparadas e tão depressivas, porque tanta comunicação e tanta gente nova não trouxe mais relações estáveis, nem mais amigos verdadeiros e de confiança. Os amigos vêm e vão. Os amores são efémeros. Os fios nunca chegam a dar laços e muito menos nós.
As pessoas sentem, então, necessidade de arranjar alguém à força, uma alma gémea que as tire dessa teia de momentos vazios. Mas as amizades e os amores não se forçam. Ou há empatia e a amizade nasce ou o elo se esfuma rapidamente. Ou há sintonia e desejo e o amor floresce ou o amor morre na nascente.

Não nos devemos impor a ninguém. Não devemos dizer: – Cheguei e preciso já de ti! É preciso criar os fios invisíveis que nos ligam ao outro. Se for ao amigo, devemos criar um tecido de afinidades. Se for a uma paixão nascente, devemos criar o desejo do reencontro.

Não devemos dar-nos por inteiro logo nas primeiras abordagens. Lagos obscuros não incitam ao banho, mas transparência a mais também faz perder todo o mistério. Não devemos esperar muito do outro e tentar aceitá-lo como é, assim evitaremos as decepções de altas expectativas.

Seduzir é como ter uma cana de pesca e puxar alguém para nós com um fio. Se o fio for fraco, a sedução será desfeita. Se for forte demais, iremos aprisionar o outro nas malhas da posse. O fio deve ser suficientemente leve e forte para que o outro venha ter connosco sem termos de o puxar.

Sedução é uma coisa cada vez mais esquecida, disse o eco no país duma raposa e dum principezinho…

 

considerandos sobre o amor (10) 26/11/2005

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 1:43 am

Sintomas amorososEntre outros sintomas, quando estamos apaixonados, trememos. Quando vemos o nosso amor, por vezes, coramos e por vezes passamos a batido de coração…
Transpiramos. Temos frio ou calor. Perdemos ou ganhamos apetite. Ficamos com taquicardia, exaltados ou muito calmos. Mudamos de humor rapidamente ou vivemos acima das nuvens. Desconcentramo-nos ou vivemos na lua.

Ai sintomas do amor que nos desmascaram…
Assumo que fico com dores de barriga, com o coração acelerado e pior do que isso, fico com o rosto ruborizado! E tu, quais são os teus sintomas pessoais do amor?

 

Considerandos sobre o amor (9) 25/11/2005

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 8:14 pm

dimensão do amor


Norman Rockwell
Dizem que o amor sem medidas é que é o verdadeiro amor. Não concordo muito. O amor engloba uma escala imensa de emoções que vão desde uma ligeira nostalgia até a uma depressão profunda perante uma perda ou desde um contentamento suave até ao ágape.

Uma pergunta que gostava de fazer era: Amas-me de que tamanho?
Nunca quis uma resposta medida, antes uma resposta enamorada. Tudo isto vem de trás. Quando era pequenina, acreditava que o Pai Natal morava no céu. O céu era muito longe. Quando os meus pais me perguntavam se gostava deles, respondia-lhe que gostava deles até ao Pai Natal. E era verdade. Era o maior tamanho que conseguia imaginar.

As crianças gostam desta pergunta, os adultos é que não, porque talvez não queiram amar uma imensidão…

 

Abecedário de Natal – letra J

Filed under: amorizade (blogspot) — jacky @ 11:42 am

J de José, o pai adoptivo do Menino Jesus.
J de Jogos que se jogam na véspera de Natal como o Lotto e as cartas.
J de …

 

Considerandos sobre o amor (8) 24/11/2005

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 8:52 am

Dizem que um amigo é aquele que nos aceita como somos verdadeiramente. É alguém consciente dos nossos defeitos e das nossas falhas e que, mesmo assim, gosta de nós.
Dizem que somos muito mais tolerantes com os amigos do que com os nossos amores. Não entendo. Não consigo conceber amor sem amizade, por isso, não deveríamos também tolerar e perdoar quem amamos?