Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Considerandos sobre o amor (55) 15/01/2007

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 1:58 pm

Ricki Mountain

O amor e a solidão

Só a falta de amor pode fomentar aquele estado de alma que nos faz sentir isolados no meio da multidão. A solidão acontece principalmente em finais de relação. Não só quando ela acabou efectivamente, mas também quando vivemos com alguém que desistiu de nós ou nós dele. É um corpo que dorme ao nosso lado que não reconhecemos. Deixou de haver intimidade. Já não há elo afectivo que nos une, apenas obrigações e deveres.

Quando isso acontece, temos tendência para nos apaixonarmos de novo, por pessoas inacessíveis, que temos tendência para idealizar. Sonhamos uma pessoa que virá resgatar-nos, salvar-nos dessa vidinha adormecida onde nos deixamos ficar. A carência usa certos filtros cor-de-rosa que nos faz imaginar todas as qualidades nesse outro. E, um dia, esse alguém revela-se como é, quando esquecemos os óculos em casa. Grande desilusão. Choramos um amor perdido, um príncipe encantado que nos levaria para o país encantado onde os amores acabam sempre felizes…

É necessária a mudança e é preciso termos coragem de assumirmos que não podemos continuar assim, que não precisamos de nenhum salvador para darmos a volta. Somos os salvadores de nós mesmos. As mudanças são quase sempre dolorosas e difíceis, mas são necessárias para renascermos das cinzas…

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13 Responses to “Considerandos sobre o amor (55)”

  1. Yuki Says:

    Nem é preciso acrescentar mais nada…

    Este Carnaval vou-me mascarar de Fénix! 🙂

  2. 1313 Says:

    essa coisa das “mudanças são quase sempre dolorosas e difíceis, mas são necessárias” soa à propaganda do governo

  3. wind Says:

    Bem escrito e real. Ninguém tapa a nódoa de ninguém!

  4. Hindy Says:

    Bem visto!

    Beijinhos 🙂

  5. margarida v Says:

    gostei muito destas tuas palavras. 🙂

  6. alegrão Says:

    Em certa altura, dizes: “…onde nos deixamos ficar.”
    Na minha opinião, o díficil é mesmo quebrar a rotina e tomar a iniciativa de mudar.
    Principalmente quando, em certa altura, interiorizamos que as mudanças eram mais fáceis de concretizar a dois… Agora, para além de retomar ao indíviduo, temos que “cortar” com quem está ao nosso lado (ainda que apenas fisicamente).
    Talvez o individuo procure outro alguém para o ajudar a superar o problema de estar só, ou até seja uma forma de adiar o “corte” indeterminadamente.
    No fundo, acho que procuramos sempre uma alavanca, alguém que nos empurre e nos ajude a sair do pântano em que nos sentimos.
    Mas, embora mais díficil, concordo contigo: “somos os salvadores de nós mesmos”. Ao ultrapassarmos os problemas individualmente, sentimos-nos com uma auto-estima melhor, logo com um amor próprio mais forte e com a sensação de realização. Isto fará com que, necessariamente nos sintamos mais felizes e isso atrairá mais felicidade (até de outros…)
    Beijinho

  7. Jacky, o texto é excelente. Quando se termina uma relação, fica o vazio. Sentimos falta daquela rotina agradável! Passamos a reparar em coisas que antes nos eram insignificantes. É uma mudança muitas vezes dolorosa. Mas a vida é assim, cheia de mudanças.

    Abraços

  8. Fontez Says:

    A solidão pode ser um certo amor se bem usada! 😉

  9. jacky Says:

    Mascarem-se de fénix, saiam muito, conheçam novas pessoas, reencontrem-se convosco, sintam a solidão de forma a aceitá-la e torna-la uma mais-valia.

    Beijinhos para todos
    (fizeste-me rir 1313 😆 )

  10. fer Says:

    nao é preciso dizer muito só um coisa…,ta muito legal seu blog!!!!!
    bjuss fer

  11. Meu_DIA Says:

    Jackyzita!
    Isto é a minha carita, I know my friend….I know….
    Crescer é sempre tão difícil!…e é de crescimento q falas,…
    E os princípes n existem, é verdade!
    E também descobri, q quanto mais infância há em nós (e com infância, quero dizer-te q na realidade tive uma infância maravilhosa, q gostaria de reviver), mais acreditamos em princípes….
    E os dias frios e cinzentos, custam tanto a passar….

  12. jacky Says:

    viver os pequenos prazeres do presente 😛

  13. Virginie Says:

    Incrível como estas palavras traduziram exactamente o q se estava a passar comigo!! Estava com o meu marido há 15 anos (começei a namorar com 15!), temos duas filhas de 3 e 6 anos e há uns anitos q a nossa relação andava muito platónica… as relações sexuais nao me diziam quase nada… ao contrário dele… e no passado mês de Outubro conheci alguém… minha idade, charmoso mas nada a ver com meu marido… nao trabalha, vive do Poker on line (jogo ao qual tambem ja me viciou), vive ainda na casa dos pais e basicamente nao tem qualquer projecto nem ambição… o que me agradou nele: a sua disponibilidade primeiro, a atençao q ele me dava, e depois o carinho e a cumplicidade física e acabamos por ter… uma intensidade incrível… Fiquei completamente virada do avesso… ja nao conseguia sequer dormir ao lado do meu marido… até q as disputas e aminha falta de jeito pra levar uma vida dupla nos separaram… saiu de casa e desde entao continuei com o meu novo relacionamento…. O meu marido sofre muito e nao sei se vou aguentar muito mais a pressão… Mas reconheci me nas tuas palavras porque sei q me apaixonei por esse outro pra sair da minha rotina embora ele seja adorável mas nao é homem pra ter um futuro com ele … Tou num ímpasse neste momento… nao sei se consigo voltar pra minha vidinha … se fico sozinha … se continuo com esse outro… estou completamente perdida á espera de saber qual o caminho da felicidade

    Coisas da Vida!


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