Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Sensibilidade 11/05/2007

Filed under: emoções,qualidades e defeitos — jacky @ 4:03 pm

Le coeur le plus sensible à la beauté des fleurs est toujours le premier blessé par les épines.
Thomas Moore

Theresa Lucero

As pessoas sensíveis são especiais. Possuem uma aptidão diferente da maioria: conseguem sentir todos os matizes e todas as variações de cores e afectos, enquanto que a maioria apenas distingue o preto do branco. São as pessoas sensíveis aquelas que vêem uma papoila a caminho de casa, que saboreiam os pequenos prazeres como grandes milagres da vida. Também são aquelas que mais se entristecem com os atrocidades de todos os dias, que choram com o sofrimento dos mais fracos. São as pessoas sensíveis que conseguem eternizar tanto a Beleza como o Horror porque não esquecem, nunca se esquecem…

Bom fim de semana e um beijinho…

 

Sexo sem nexo 02/05/2007

Filed under: emoções,televisão — jacky @ 5:50 pm

Ontem, vi um episódio da série Sem Rasto, no AXN, que me deixou chocada e a pensar… A série trata sempre de um desaparecimento e das buscas que são feitas para reencontrar a pessoa desaparecida pelo FBI.

Neste caso, era um miúdo que desapareceu no dia anterior aos exames nacionais. No início, todos pensavam que ele tinha fugido por causa dos exames. Depois, suspeitaram que ele tinha violado a namorada. De seguida, descobriram que a maioria dos teenagers sofria duma doença sexualmente transmitida e foram descobrindo cada vez mais coisas espantosas naquela pacata vila americana: que eles juntavam-se duas vezes por semana em festas na casa de um deles que vivia sozinho, não para dançarem ou conviverem, mas para se embebedarem e fazerem sexo em grupo, daí que quase todos tivessem a mesma doença sexual. Eram quase todos menores e faziam-no por pressão social, isto é, quem não fosse às sex parties era tótó e não era aceite pelos outros. A namorada que dizia ter sido violada, afinal não o tinha sido. Tinha contado isso à mãe porque pensava que o namorado a tinha traído e foi para a festa e embebedou-se tanto que fez sexo com vários ao mesmo tempo. Quando acordou sentiu-se muito mal e contou aquela história à mãe devido à vergonha e ao arrependimento. O miúdo tinha sido morto pelo xerife da vila por pensar que a miúda tinha sido violada…

Chocou-me, não pelo sexo em grupo, mas pela falta de afectos envolvidos, pelo fazer algo que não se quer só para se ser aceite num grupo, por não tomarem precauções, por terem de se embebedarem para ficarem anestesiados e sem emoções de forma a fazê-lo. Sim, chocou-me e não me considero puritana, mas este rumo que os adolescentes estão a seguir preocupa-me…

 

Desalento vs indolência 23/04/2007

Filed under: emoções — jacky @ 11:09 am

Gosto da palavra indolência. É como uma preguiça doce, sem pitada da pecado. É deixar ficar o corpo num certo prazer estático sem espaço para pensamentos nenhuns.

Gosto da palavra desalento. É como um cansaço triste, sem pitada de desespero. É deixar ficar o corpo numa certa tristeza estatica com espaço para pensamentos cinzentos.

Rachel Hayle

(Peço desculpa a falta de postagens originais e de não comentar o que me escrevem, de não comentar os vossos textos. Não é por indolência, é mesmo desalento…)

 

Nostalgia 15/03/2007

Filed under: devaneios da jacky,emoções — jacky @ 3:20 pm

La nostalgie c’est le désir d’on ne sait quoi…

Antoine de Saint-Exupéry, Terre des hommes

Ledent

Partiste. Porém, o vazio não se instalou em mim. Vivo do desejo, de um desejo que não sei bem definir, talvez a nostalgia do que somos. Fico assim sentada do teu lado da cama, com os braços enrolados nas pernas, queixo pousado nos joelhos. A minha mente chama por ti.

Por onde andarás? Se o espelho da cómoda falasse, perguntaria a quem passa por ti, se te lembras de nos ver reflectido nele…

Uma brisa chamada nostalgia entra pela janela entreaberta. Acaricia-me com a memória que guardo das tuas mãos grandes e quentes.

Com quem falarás? Se, ao menos, pudesse olhá-los nos olhos e ver neles o teu sorriso doce…

Levanto-me. Deixo-me estar, ao sol, à janela. O mar, ao longe. Folhas-bebé nascem das árvores. As flores acenam-me, como tu, quando chegas. Sorrio. Em breve, voltarás…

Jacky (15.03.2007)

 

stop 18/01/2007

Filed under: emoções — jacky @ 3:46 pm

 

Feliz 2007 01/01/2007

Filed under: emoções — jacky @ 11:07 pm

Era tão mais fácil desejar-te um feliz 2007 e ficar-me por aí. Deixava ao teu critério esse conceito tão abstracto que é a felicidade e o que te faz falta para acederes a esse sentimento de bem-estar que todos pretendem alcançar. Ficava no ar um bouquet de sabores e de perfumes que tu aprecias, diferentes de este e de aquele, sentires só teus e que interpretarias como sendo privados e íntimos.

Era tão mais fácil esperar que retribuisses com o mesmo desejo de felicidade mútua, embora a tua definição pudesse estar tão distante da minha, nos objectivos, nas ambições e nos sonhos. Estava assim a pensar naquilo que eu própria gostaria que se concretizasse em 2007, o que ainda não consegui e gostava de obter.

Era tão mais fácil acabar por aqui esses considerandos sobre a felicidade e ir dormir agora (porque, este ano, a única resolução que tomei é definitivamente deitar-me mais cedo), mas nunca gostei do que era mais fácil, de me ficar pelo que estava à mão…

O que é afinal a felicidade?

A felicidade é um estado de bem-estar, que nos faz sentir serenos, tranquilos, numa só palavra, plenos, como se o momento fosse simplesmente perfeito. Ninguém vive em felicidade perpétua, mas podemos ter muitos momentos felizes durante um só dia.

Há pessoas que vivem sempre irritadas com toda a gente, que nunca sorriem e nunca se contentam com nada. Há pessoas que vivem desconfiadas em permanência, achando que andam todos a conspirar contra si e por isso nem dirigem a palavra a ninguém e quando o fazem é para serem arrogantes e/ou prepotentes. Quem gosta destas pessoas? Ninguém. Podem até achar que há quem as estime, mas na verdade é apenas medo ou respeito.

E há pessoas que sorriem sempre, mesmo quando a vida lhes corre mal, que são sempre simpáticas, que sabem ainda o significado da palavra cortesia e da palavra gratidão. São pessoas acolhedores onde sabe bem permanecer. Essas pessoas é que são as pessoas verdadeiramente felizes porque, mesmo não sendo estupidamente excêntricas, não tendo o emprego ideal, nem a família perfeita, nem dias isentos de tensão e inquietações, vivem o momento, aquele momento que está a acontecer, com as pessoas ali presentes.

Que interessa que venha o ano novo seja ele 2007 ou 2017 se não houver desejos de mudança? E pior ainda do que não desejar evoluir como ser humano é nem sequer querer mudar…

E agora sim, desejar-te um feliz 2007 vem com contornos que possam ser comuns aos dois, um 2007 com desejos de mudança, para que consigas alcançar  momentos mais que perfeitos!

 

Há dias… 28/12/2006

Filed under: emoções — jacky @ 12:29 pm

Há dias em que se acorda e a realidade não se constrói a nível das ideias, como se o caos é que fizesse sentido. Há dias em que as palavras não fluem, atropelaram-se antes da saída como em dias de simulação de incêndio. Há dias em que apetece desistir, ficar-se parado no stop para deixar passar todas as nuvens do céu prioritárias. Há dias em que o corpo age sozinho sem mente para o instruir, repetindo gestos usuais, automáticos. Há dias em que mais vale deixar cair a noite e esperar por outros dias…