Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Educar versus ensinar 09/03/2007

Filed under: educação — jacky @ 11:32 am

Educar e ensinar! A grande diferença…

Numa escola oficial estava a ocorrer uma situação inusitada: uma turma de miúdas de 12 anos, que usavam baton todos os dias, removiam o excesso beijando o espelho da casa de banho.

O director andava bastante aborrecido, porque a senhora da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas,
como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de baton. Chegou a chamar a sua atenção durante quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa….

Um dia, o director juntou as meninas e a senhora da limpeza na casa de banho, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Depois de uma hora a falar, e elas com cara de gozo, o director pediu à senhora “para demonstrar a dificuldade do trabalho”.

A senhora da limpeza imediatamente pegou no pano, molhou na sanita e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!!!!

“Há professores e há educadores”.

(recebido por email)

 

Difamação 04/03/2007

Filed under: educação — jacky @ 3:02 pm

Gosto de ajudar toda a gente. Semear amorizade nos corações das pessoas costuma gerar afectos momentâneos ou até amizades que resistem ao tempo. Desde que sou adolescente, que gosto de ajudar crianças necessitadas a fazer os deveres para poderem quebrar o ciclo da miséria e da solidão, para poderem mais tarde ajudar outras pessoas, numa corrente de solidariedade.

Durante o 1º ciclo, ajudei 2 ou 3 meninos da turma do meu filho a fazer os deveres e fi-lo sempre sem ser remunerada pois o meu objectivo não era ganhar dinheiro. Um dos meninos que se juntou a nós mais tarde era bastante conflituoso, mas mesmo assim decidi ajudar a mãe dele pois tinha sido mãe de novo há pouco tempo e precisava de trabalhar. O menino quando eu não estava a ver, batia nas meninas se elas não fizessem o que ele queria e pior ainda, virava o meu filho contra mim, incitando-o a desobedecer-me. Tentei resolver o problema falando com o menino mas não consegui. Passados uns meses, decidi então falar com os pais para lhes explicar a situação pois era impossível trabalhar assim naquele ambiente, pois sempre que saía da sala ou atendia ao telefone, tudo voltava ao mesmo. Os pais embora não ficassem contentes, disseram que iam falar com o filho, que não podia ser assim e que não iria mais durante uns tempos de castigo.

Passadas umas semanas, comecei a reparar que as pessoas me olhavam de lado à porta da escola e acabei por descobrir que a mãe do menino andava a difamar-me a todos os que a quisessem ouvir e passara a ignorar-me em vez de me cumprimentar. Dizia mal de mim por todo e qualquer motivo. Como não sou de conflitos, nem de andar em contos e ditos, ignorei a situação e mantive a minha postura de quem não deve não teme, embora um pouco triste pela falta de gratidão da senhora pelos meses que passei a ensinar o filho dela. A difamação continuou até ao fim do 4º ano.

Quando este ano, passaram para o 5º ano, fiquei aliviada por ficarem em escolas diferentes. Achei que a difamação acabaria ali. Enganei-me. Ontem, descobri que continua a dizer mal de mim à mãe de uma menina que também era da turma do 1º ciclo e que ficou na mesma escola do meu filho. Arranjaram uma história escabrosa que ele andava a chamar nomes à menina. Como já começava a ser demais, liguei à mãe da menina para tentar esclarecer a situação. A senhora simplesmente começou a gritar comigo, a dizer que a educação que eu dava ao meu filho era insultar meninas e que estava ocupada e que lhe ligasse depois e desligou-me o telefone.

Que mal lhe fiz eu para me falar assim? Eu bem sei que é a mãe do menino que conversa com ela frequentemente que lhes esteve a encher a cabeça. Também sei que, agora, deve haver imensos pais lá na escola que vão começar a olhar de lado para mim, pois devem saber coisas a meu respeito que, por mais imaginação que eu tenha, possa descobrir. E agora pergunto-me: o que é que as pessoas ganham em difamar outras? São assim tão mesquinhas que a única forma de sobressairem das outras é enxovalhar outras que nada de mal lhes fizeram? Quando é que isto vai acabar? É que estou a cansar-me de tudo isto e hoje elas conseguiram deprimir-me…

 

Concurso do Prof do Ano 02/02/2007

Filed under: educação — jacky @ 12:59 am

O Antero é impagável! Adoro o pormenorzinho das pernas peludas dos candidatos e dos cabelos ripados das candidatas! 😆 Assim, não dá! Nem me atrevo a concorrer: a concorrência é demasiadamente desleal!

Já agora, uma pergunta: quais são os parâmetros de avaliação? Ah… E quem vai votar? 😆

 

TPC – ideias 22/01/2007

Filed under: educação — jacky @ 1:33 pm

Errado:

  • marcar TPC sem verificar se o aluno pode realmente fazê-los.*
  • marcar TPC e não verificar quem os fez.
  • marcar TPC e não os corrigir, pelo menos, em grupo.
  • marcar TPC de um dia para o outro que demorem ao todo (a partir do 5º ano, todas as disciplinas) mais do que uma hora.

* Uma vez, pediam para medir a perna duma rã. Será que todas as casas do país têm uma rãzinha à mão para lhe medir a perna?

Certo:

  • marcar TPC para verificar se o aluno compreendeu o que foi conversado na aula.
  • marcar TPC de sistematização da matéria como por exemplo fazer esquemas ou mapas conceptuais.
  • marcar TPC e verificar se o aluno os fez, se os compreendeu, podendo mandar ao quadro um aluno alternadamente corrigi-los e/ou de vez em quando levar alguns cadernos diários, principalmente dos alunos com menos rendimento escolar, para ver quais as dificuldades do aluno.**
  • marcar menos TPC em semanas de testes.

** sei que é bastante complicado quando se tem muitas turmas e muitos alunos e ainda se precisa de encher chouriços em aulas de substituição ou outras coisas do género…

Aceitam-se outras sugestões! Quem quer contribuir com ideias?

 

CV de uma PU 18/01/2007

Filed under: educação — jacky @ 11:20 pm

Eu, jacky, moradora em tal, telefone coiso, candidato-me ao lugar de PU i.e. Professora Única, devido às seguintes razões:

Tenho desde pequena uma grande habilidade para PTC i.e. Pau para Toda a Colher, o que me proporciona uns pontos percentuais à frente de inúmeros colegas. Senão vejamos o meu projecto para a minha prática lectiva como PU:

  • Trabalhos Manuais: pintar a cara, colocar bola vermelha no nariz; enfiar fato almofadado para prevenir…
  • Educação Musical: proponho visitas de estudos assíduas aos bairros vizinhos, para que todos os educandos possam ter a possibilidade de tocar muitas campainhas.
  • Educação Física: actividade ligada à anterior: depois de tocar às campainhas, os educandos poderão correr os 100m, 200m ou 400m barreiras, conforme a distância das portas vizinhas.
  • Matemática: proponho aos educandos (com ajuda dos encarregados de educação e pessoal docente em ATL) que façam malabarismo numérico na gestão dos recursos da escola.
  • Física e Química: grandes experiências em laboratório feito com líquidos trazidos pelos educandos (pois a Matemática não resolve tudo), mistura-se tudo e depois estudam-se os resultados.
  • Educação Visual e Tecnológica: aproveitar o colorido da disciplina anterior para disfarçar os buracos das paredes.
  • Educação Moral: ensinar o milagre da multiplicação dos pães em cantina escolar (se ela existir).
  • História: saber escrever a data de cada dia por extenso.
  • Geografia: saber qual o caminho de casa à escola, escola casa.
  • Genealogia: pendurar os retratos do 1ª Ministro e da ME em cada sala de aula.
  • Ciências: distinguir um frango gripado duma vaca louca.
  • Português: propôr a abolição de letras que só estorvam como c, ch, qu, ss, etc e ficarmos só com K, X e vogais, i9ar com ensino à distância via sms (podem não sobreviver aos estímulos visuais das salas).

E para já, não me ocorre mais nada, subscrevo-me na expectativa de me tornar a 1ª PU de Portugal…

 

PU? 17/01/2007

Filed under: educação — jacky @ 9:35 pm

Como sugere o Antero, o PU (Professor Único) é algo que não cheira muito bem.

Não é a questão de haver um PU até ao 6º ano que me perturba, é saber quem vão ser os PU que vão ensinar os semi-adolescentes (modalidade didactica entre a infância e a adolescência). Quem é que eles querem (des)promover: os professores do 1º ciclo ou os do 2º e 3º ciclos? Será que um PU vindo do 1º ciclo e que se especializou por exemplo em Trabalhos Manuais ou Educação Física (mas que ficou colocado com turmas inteiras como PU) saberá Matemática, Português, História, Ciências, etc o suficiente para ensinar aos seus alunos? Vão se sobrecarregar os PU de trabalho de investigação na escola e principalmente em casa? E os outros professores do 2º ciclo especializados nas suas disciplinas vão para o desemprego ou vão para a reciclagem tipo lavar pratos nas cantinas e/ou porteiros? Banda larga já há em todas as escolas, mas e os computadores? E os Manuais? Afinal, os manuais não iam dar de uns anos para os outros até à eternidade? Ou um PU também vai ter de andar com 10 manuais etc e tal? Um PU também vai dar EVT e EF? Porque se o PU pode dar Matemática e História, não vejo por que não terá também habilidades inatas para o desenho, os scoubidous, as cambalhotas para à frente e para trás, os desportos colectivos, o corta-mato e o pino? E quando começarem os cursos profissionais nas escolas, o PU também terá de mudar pneus nas oficinas e cozinhar os almoços e os lanches dos alunos na sala transformada em refeitório?

Já agora, também proponho que o PU seja bom costureiro para remendar os fundos das calças dos alunos e cabeleireiro para fazer umas madeixas ao pessoal… Vai ser PUtente vai…

http://antero.wordpress.com/

 

TPC II 14/01/2007

Filed under: educação — jacky @ 1:07 pm

Nunca pensei que um pedido aos professores para que fossem mais razoáveis na marcação de deveres de um dia para o outro, motivasse respostas deste género.

Lamento principalmente a conclusão em que diz: « (…) E, já agora, eu, que sou naturalmente pelo sim à interrupção voluntária da gravidez, também seria pelo sim à laqueação de trompas de certas mães e à vasectomia de certos pais.»

Vou continuar a escrever sobre os TPC e dar exemplos concretos de TPC completamente descabidos e já agora de outros que são realmente potenciadores de aprendizagens significativas porque o debate de ideias só pode ser benéfico e desafio a todos os que passam por aqui que escrevam sobre este tema para criticarem o que acham errado e darem sugestões daquilo que se poderia fazer para melhorar os TPC e o ensino em Portugal.