Nos últimos dias do ano, ficamos com desejos de mudança. Apetece-nos mudar de casa, de emprego, de look, de vida… na verdade, tanto faz desde que seja sair desta pasmaceira, desta anestesia geral em que nos encontramos. Tomamos resoluções e pomo-las em prática nos primeiros dias de Janeiro. A maioria das vezes, as resoluções novas não chegam a Fevereiro…
Porquê esses desejos de mudança? Adiantará mudar realmente de casa, de emprego, de aspecto? Penso que não. Precisamos é de transformar o «Eu» i.e. irmos até ao mais profundo de nós mesmos, ao mais autêntico, à própria essência. É então necessário dar de novo lugar aos sonhos que eram espontâneos na infância sem esperar agradar a alguém ou corresponder às expectativas de outrém. Acreditar naquilo que nos faz felizes, viver aquilo que queremos realmente. É deixar o «Mim» que construimos para os Outros para sermos aceites e reconciliarmo-nos com o «Eu» infantil: a energia criativa, potencialidora dos ideais e dos sonhos.
Partindo desta ideia, proponho-vos um desafio: que sonho infantil cada um de nós vai realizar este ano? Aceito propostas!