«Pour ce qui est de l’avenir, il ne s’agit pas de le prévoir, mais de le rendre possible.»
Antoine de Saint-Exupéry
Muitas vezes, sentimo-nos infelizes com o presente por tanto sonharmos o futuro. Parece-nos tão distante na realização e tão próximo no mundo que precede a noite. É tão mais fácil ficarmos a viver nessa zona enevoada, a meio-termo, não se assumir nem uma coisa nem outra.
Muitas vezes, é difícil assegurar o presente porque precisamos de dispensar muita energia, envolvermo-nos demasiado para que o sonho se torne possível. É tão mais fácil entrarmos num cómodo mutismo, ficarmos amuados e recolhidos numa concha do que desculpar, esquecer e dar outra oportunidade no próximo dia a nascer.
Muitas vezes, o sonho não se concretiza porque o esforço de nos voltarmos para ele é maior do que aquilo que imaginávamos quando o quisemos viver…
Falaste muitas palavras que se acotovelavam umas atrás das outras, mas nem as conseguia ouvir. Eram tantas que se avolumaram, formaram uma corrente onde a minha mente estava prestes a afogar-se, onde o teu amor se tinha deixado levar. Se, pelo menos, conseguisse agarrar uma delas, daquelas que ainda estavam presas ao passado, daquelas que ainda guardavam sorrisos e carícias dentro de si… Essas foram as primeiras a desvanecerem-se no turbilhão de emoções que corriam dentro de ti, contra mim…
Misturaram-se as palavras. Baralharam-se. Deixaram de fazer sentido juntas. Perderam-se as palavras que eram nossas e eu assim fiquei como ilha isolada em oceano hostil, palmeiras fustigadas por furacões sucessivos e incessantes, recolhida em mim apenas para sobreviver mas com vontade de me deixar apagar do mapa…
Boa sorte… Ficaram apenas estas duas palavras que vi sairem por entre os teus lábios fechados. Boa sorte… Sou ilha. Mesmo perdida, serei sempre o sonho de alguém, a evasão de uma alma perdida como eu…
Jacky (23.10.2007)
Devaneio inspirado nesta canção de Vanessa da Mata & Ben Harper, Boa Sorte/Good Luck
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That’s it
There’s no way
It’s over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It’s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais
medo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world in the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It’s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There’s no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais
Now we’re falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
Um bom encontro é de dois
Now we’re falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
Receita de compota de manga:
1 kg de manga descascada
800g de açúcar
Misturar bem o açúcar e as mangas cortadas aos pedacinhos. Ter cuidado com lume muito forte senão pode acontecer terem caramelo de manga em vez de compota. Deixar cozer até ficar no ponto. Passar com a varinha mágica. Costumo deixar uns pedacinhos de fruta por passar, mas isso depende muito do gosto de cada um.
Numa panela à parte, colocar os frascos e as tampas a ferver durante pelo menos 10mn para ficar tudo bem esterilizado.
Quando a compota estiver pronta e os frascos secos, colocar a compota dentro. Fechar bem a tampa e voltar a pôr os frascos numa panela com pouca água e deixar ferver uns minutos. E pronto, já está.
A minha compota favorita é a de abóbora com pedaços de amêndoa e a tua, qual é?
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