Amorizade

Sexo sem nexo

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Ontem, vi um episódio da série Sem Rasto, no AXN, que me deixou chocada e a pensar… A série trata sempre de um desaparecimento e das buscas que são feitas para reencontrar a pessoa desaparecida pelo FBI.

Neste caso, era um miúdo que desapareceu no dia anterior aos exames nacionais. No início, todos pensavam que ele tinha fugido por causa dos exames. Depois, suspeitaram que ele tinha violado a namorada. De seguida, descobriram que a maioria dos teenagers sofria duma doença sexualmente transmitida e foram descobrindo cada vez mais coisas espantosas naquela pacata vila americana: que eles juntavam-se duas vezes por semana em festas na casa de um deles que vivia sozinho, não para dançarem ou conviverem, mas para se embebedarem e fazerem sexo em grupo, daí que quase todos tivessem a mesma doença sexual. Eram quase todos menores e faziam-no por pressão social, isto é, quem não fosse às sex parties era tótó e não era aceite pelos outros. A namorada que dizia ter sido violada, afinal não o tinha sido. Tinha contado isso à mãe porque pensava que o namorado a tinha traído e foi para a festa e embebedou-se tanto que fez sexo com vários ao mesmo tempo. Quando acordou sentiu-se muito mal e contou aquela história à mãe devido à vergonha e ao arrependimento. O miúdo tinha sido morto pelo xerife da vila por pensar que a miúda tinha sido violada…

Chocou-me, não pelo sexo em grupo, mas pela falta de afectos envolvidos, pelo fazer algo que não se quer só para se ser aceite num grupo, por não tomarem precauções, por terem de se embebedarem para ficarem anestesiados e sem emoções de forma a fazê-lo. Sim, chocou-me e não me considero puritana, mas este rumo que os adolescentes estão a seguir preocupa-me…

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