Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Sexo sem nexo 02/05/2007

Filed under: emoções,televisão — jacky @ 5:50 pm

Ontem, vi um episódio da série Sem Rasto, no AXN, que me deixou chocada e a pensar… A série trata sempre de um desaparecimento e das buscas que são feitas para reencontrar a pessoa desaparecida pelo FBI.

Neste caso, era um miúdo que desapareceu no dia anterior aos exames nacionais. No início, todos pensavam que ele tinha fugido por causa dos exames. Depois, suspeitaram que ele tinha violado a namorada. De seguida, descobriram que a maioria dos teenagers sofria duma doença sexualmente transmitida e foram descobrindo cada vez mais coisas espantosas naquela pacata vila americana: que eles juntavam-se duas vezes por semana em festas na casa de um deles que vivia sozinho, não para dançarem ou conviverem, mas para se embebedarem e fazerem sexo em grupo, daí que quase todos tivessem a mesma doença sexual. Eram quase todos menores e faziam-no por pressão social, isto é, quem não fosse às sex parties era tótó e não era aceite pelos outros. A namorada que dizia ter sido violada, afinal não o tinha sido. Tinha contado isso à mãe porque pensava que o namorado a tinha traído e foi para a festa e embebedou-se tanto que fez sexo com vários ao mesmo tempo. Quando acordou sentiu-se muito mal e contou aquela história à mãe devido à vergonha e ao arrependimento. O miúdo tinha sido morto pelo xerife da vila por pensar que a miúda tinha sido violada…

Chocou-me, não pelo sexo em grupo, mas pela falta de afectos envolvidos, pelo fazer algo que não se quer só para se ser aceite num grupo, por não tomarem precauções, por terem de se embebedarem para ficarem anestesiados e sem emoções de forma a fazê-lo. Sim, chocou-me e não me considero puritana, mas este rumo que os adolescentes estão a seguir preocupa-me…

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16 Responses to “Sexo sem nexo”

  1. A. Jorge Says:

    É! Preocupa-nos a todos principalmente a quem tem filhos desta idade.
    De qualquer modo, eu acho que este tipo de situações sempre existiram. Já na história da antiguidade se falava nisso. Agora é que é mais publicitado devido ao evoluir das tecnologias.
    Mas o pior ainda é aquilo que se vai praticando por este mundo fora e nós nem sonhamos. Autenticas atrocidades desconhecidas e que se por acaso vêm a lume, ficamos de boca aberta questionando-nos sobre o tipo de mundo em que vivemos e sobre que tipo de espécie somos!

    Um abraço

    Jorge

    http://vagabundices.wordpress.com/

  2. Hindy Says:

    Passei só para deixar um beijinho 🙂

  3. vitoria Says:

    Não sei se se faziam estas coisas e nós não sabíamos…,acho que não!
    Tenho filhos adultos,em princípio,…eu propria fui adolescente até pouco tempo atras e convivi com gente muito imatura emocionalmente,sempre!
    Vi e li muita coisa louca e vcs com certeza tbm conhecem desde um Baudelaire a um Bukowski,um Eça a um Pitigrilli,sem querer comparar nenhum….e para não falar de cineastas ou escritores mais hodiernos!E nunca vi nada como este apocalíptico estado de afectos como agora!
    Estou a viver no Brasil,SPaulo,e o relato diário de crimes e maluquices é ininmaginável para qq poeta doido.
    È, infelizmente após nos libertarmos das opressoras ideias e sentimentos que a religião católica nos impos ,sec passado,eis uma humanidade á deriva ^,sem esperança,sem Amor e com sexo tão frio que acaba em sadomasoquismo para muitos….Bom tema Jaqjy!!!!!!

  4. wind Says:

    E não é só a ti que te preocupa. A verdade é que se vê cada vez mais libertinagem entre eles.
    Não sabem o que é liberdade, usam a libertinagem e muitos pais nem sabem o que eles fazem.
    E tal como tu de puritana não tenho nada!

  5. MC Says:

    Olá, pois é já la vai bastante tempo que não escrivia nada aqui, mal tenho tido tempo para ler, continuas e muito bem com este Blog Estupendo, queria só dizer que cada dia que passa só vejo coisas que me deixam apavorado, sim, porque tambem tenho filhos embora que pequenos mas penso muito no futuro deles e dá que pensar, se dá…bem milhões de beijinhos para ti Jacky 🙂

  6. Alexandre Says:

    À excepção do homicídio e (talvez) sexo em grupo, esta já é uma realidade no nosso país desde há muito tempo, nos maiores centros urbanos. Serão os adolescentes culpados, os encarregados de educação, a comunicação social, a facilidade na informação? Será fraqueza na personalidade, se sujeitarem a fazer x coisas, usar y roupas, ouvir z música (etc), de forma a serem acolhidos num determinado grupo? Penso que terão que se tratar os casos isoladamente. O que não só é preocupante como assustador, é o aumento na violência urbana por parte de adolescentes, ou mesmo casos de pais dóceis agredidos pelos filhos, por dinheiro ou simples prazer.
    Mas, sóbrios ou ébrios, enquanto se mantiverem na deles sem incomodar os demais, por mim está bem que há espaço para todos 🙂
    Pano para lençóis, este tema.. 😐

  7. Fernando Says:

    Sempre foi assim. Na minha geração começava-se a fumar para se “ser como os outros”, aceite. Outras gerações fumavam e tomavam outras coisas para “ser como os outros”. Outras ainda libertaram-se sexualmente para “serem como os outros”.
    Hoje cometem-se crimes para “ser como os outros” e não prevejo um futuro muito famoso para os nossos filhos.
    Enfim, resta-nos esperar e ajudá-los.
    Se pudermos.
    Bjs

  8. São Rosas Says:

    Eu acho que agora não se fazem mais loucuras que «no nosso tempo». O que acontece é que tudo é exponencialmente amplificado, quando algo se descobre num qualquer cantinho do mundo.

  9. jacky Says:

    Não sei se já existia antes nesta escala, se calhar existia e eu nunca me dei conta, mas não deixo de me preocupar. Tenho um filho com 10 anos e receio pelo seu futuro. Também sei que não posso colocá-lo numa redoma mas também não o quero ver perder-se. É assim a dona da amorizade…

    Beijinhos

  10. Não vi o episódio mas essa realidade assemelha-se à nossa país, ou pelo menos ao que se vive na capital. Uma geração de jovens sem tempo que não seja o de obedecer a modas e sem respeito por si próprios, como se fosse uma perca de tempo terem ideias e não seguirem a moda.
    E se não têm afecto por si próprios, como o podem ter por outros?… 😦

    Julgo que não sou conservadora mas revolve-me as entranhas este tipo de comportamento. Talvez porque na minha geração era tudo flores no cabelo e amor pelos outros e, o sexo, mesmo que em grupo, era um acto de amor.

  11. cc Says:

    Quer se queira quer não, a verdade é que é a mulher que manda no reino da sexualidade ela tem a chave do jardim proibido lol, os casos de violação são raros em geral … logo sobram tudo o resto… a minha questão é a seguinte: como se vestem as actuais adolescentes? se repararem elas vestem-se como prostitutas, quantos blogs ha de meninas que se tornaram prostitutas? a propria sociedade dá o exemplo e as estimula, no fundo é a mulher em ultimo caso que educa o homem, se há falta de afectos isto quer dizer que a mulher não quer afectos, quer dizer que os homens afectuosos sao rejeitados pelos homens mais sexuais & agressivos…será enfim a libertação da mulher que está no fundo a criar uma sociedade à sua imagem? se ela é despromovida de amor e afectos e extremamente agressiva não será a sexualidade da mulher assim mesmo: agressiva ????? será que a mulher quer mesmo amor ??????? no reino animal quase sempre a copula é estremamente agressiva e nos somos animais!!!! como estou cheio de duvidas lol

  12. cc Says:

    Pussycat Dolls, Beyonce, Shakira, Cristina Aguilera … já repararam bem nas heroínas das adolescentes… as musicas transpiram sexualidade e não afecto… no fundo tudo se resume a 2 polos: Sexo Poder Forte ….. Amor Afecto Fraco, a procura do forte tem origem no mais velho sentimentos a seguir ao Amor … O MEDO, as pessoas estao cheias de medo e procuram ser fortes despromovidas de afectos que é conotado com a fraqueza…a mulher quer sempre o FORTE nunca o FRACO, logo quer o SEXO primeiro nao o AFECTO, mas quer o forte por uma questao de sobrevivência se escolhe-se o fraco hoje estavamos extintos…o medo domina a sociedade mundial depois de 11/9 e tudo o resto…

  13. fábula Says:

    mudam-se os tempos mudam-se as vontades… e que vontades, apre! (num adulto eu não diria isto) 😉

  14. jodoas Says:

    Minha cara amiga. Em todas as gerações sempre houve pais que souberam educar os seus filhos e outros que nem por isso. Relativamente aos EUA como é sabido pelos últimos acontecimentos por lá registados, não servem de exemplo a ninguém no tocante à educação dos filhos, pois até em pistoleiros se tornam.
    Antigamente era mais frequente registaram-se entre os jovens doenças sexuais
    porque a sexualidade era tabu. Felizmente que hoje assim não é e só não dispõe de informação quem não quer. Não vi este episódio desta série como não vejo nenhuma série televisiva porque já não tenho paciência para ver televisão. Um beijinho do Raul

  15. matahary Says:

    Estas coisas sempre existiram. Sei de histórias de homens e mulheres que hoje estão na casa dos 70 e…………………. fico com os olhos a saltarem-me das órbitas !!! Talvez não tanto pelas suas acções, mas pelo puritanismo com que viviam e queriam fazer crer aos outros.
    Nem sei se terá muito a ver com a educação que lhes foi dada. Eram meninos e meninas de famílias de bem, religiosos, mais tarde, eles próprios, bem-postos socialmente… Enfim, uma hipocrisia pegada!
    Mas, o que me danava mesmo, mesmo, era que quando alguém da minha geração fazia alguma coisa um pouco menos “católica” estes senhores eram os primeiros a apontar e a condenar, como se eles não tivessem nada a ser apontado na vida deles.
    Para a sociedade em geral, pode-se fazer tudo, desde que não se descubra, não é? E aqueles que têm a frontalidade de se assumir tal como são, são rotulado, apontados e escorraçados.
    Há por aí muitos armários cheios de esqueletos! Pobres coitados…

    Estas coisas sempre existiram e sempre existirão.

    P.S. Se virmos sexo como terapia, não estará ele, o sexo, carregado de sentimentos e bons? (heheheheh)
    Ah, e mais: não há por aí tantos casais (casados) que fazem sexo sem amor, às vezes quase que não se suportando um ao outro? No passado (e ainda hoje!!!!) não há casamentos por conveniência? Sem amor? E não têm sexo? Devem ter… pelos menos, filhos têm.
    E claro, mais uns que outros, todos acabamos por nos deixarmos pressionar pela sociedade, pelo grupo de amigos. Quem não se deixa, ou é visto como esquisito ou é autista. 😉

    Beijokas

  16. Adília Says:

    Dissociar sexo de amor não me parece que em si mesmo seja negativo, o que é mau é dissociar sexo de respeito pelo outro/a como pessoa humana.
    Dissociar sexo de amor até pode ajudar a construir uma sexualidade mais saudável, pelo menos no que concerne à sexualidade feminina. Em relação aos homens nem sequer é preciso falar pois eles nunca fizeram as confusões que as mulheres são obrigadas a fazer por pressão dos valores sociais com as consequências negativas que conhecemos muito bem.
    Por tudo isto não sei ate que ponto muitos dos comentários expressos não continuam a revelar velhos preconceitos e algum puritanismo, mesmo se expressamente negado. A mim o que me preocupa é se essas atividades sexuais referidas permitem que as pessoas cresçam e adquiram maior autonomia ou se tudo vai continuar na mesma. é que se corre o risco de deixar tudo na mesma e de essas experiências ferirem até algumas pessoas menos estruturadas.


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