Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Considerandos sobre o amor (61) 26/02/2007

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 10:47 am

O amor tem fim?

Helga Sermat

Quando acaba um relacionamento, poder-se-á dizer que acabou? Haverá fim no amor? Será que somos como um quadro negro onde se escrevem os afectos a giz e que podem ser apagados a qualquer momento? Será que somos como um céu anoitecido onde os afectos são estrelas que podem deixar de brilhar?

Talvez os afectos não acabem e apenas se transformem. Vão-se desvanecendo todos os dias um bocadinho. É como se o afecto fosse um pano imenso que se vá desfiando em cada momento mais um pouco. Um pano que se vai tornando tira e, depois fio, nunca se desintegrando totalmente. Os afectos não podem morrer porque fazem parte da nossa história pessoal. Os afectos cabem todos no coração, mas nós é que devemos tecer o pano afectivo que é a nossa felicidade…

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6 Responses to “Considerandos sobre o amor (61)”

  1. alegrão Says:

    Se o relacionamento acabou, em princípio também o amor acabou, pelo menos por numa das partes. Penso que se o amor for correspondido, não deveriam haver razões para terminar uma relação.
    Na minha opinião, penso que no lado da pessoa onde o amor persiste, este tenderá a desaparecer, aqui concordo contigo.
    Beijo

  2. gitas Says:

    Acredita que quando acaba uma relação o amor acaba, porque só pode mesmo acabar.
    É demasiado doloroso continuar .

  3. Jacky, não é como um jogo de futebol que acaba quando termina!

    Beijinhos

  4. r.filgueira Says:

    ha de tudo.
    ha os terminam sem ter começado e o que nunca acabam apesar de terem morrido . O importante mesmo é amar

    um xi

  5. Sedado Says:

    Fio que apenas é fio. Triste tira que se desfia solitária e sem fim. Antes tecer que desmanchar, desfiar, arrancar o fio que nos mantém unidos. Impulso incontrolável e reflexivo, levado por cansanço ou diferente entusiasmo, que nos faz romper com a própria coisa que nos mantinha à tona. O que se obtém é uma tresmalhada manta de retalhos sem conserto. Estranho e caótico momento. Ou labirinto será? Depois tenta-se reconstruir algo novo, nunca o mesmo, nunca igual nem parecido. Fica o fio a lembrar-nos que algo existiu e passou. O que aí vem correrá sempre igual risco e destino. Desfiamos para tecer de novo na esperança de melhor… Tecer diferente. Porque nao eternamente? Porque ficar apenas pelo imenso? Porque nao um imobilismo feliz tecendo e nao rompendo, amando e nao fugindo?…

  6. jacky Says:

    quero acreditar que não acaba mas que se transforma…

    Obrigada alegrão, gitas, thiago e r.filgueira 🙂
    sedado, gostei dos teus questionamentos um dia desses quando estiver mais inspirada, tentarei responder. Combinado?


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