Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Considerandos sobre o amor (56) 16/01/2007

Filed under: considerandos sobre o amor — jacky @ 4:34 pm

As novas mulheres submissas

Uma americana chamada Laura Doyle escreveu um livro que se tornou rapidamente um best seller: the surrendered wife

Preconiza nesse livro que as mulheres escolheram o caminho errado quando se tornaram feministas e começaram a tratar os homens como umas crianças irresponsáveis nas quais era impossível confiar. Isso fez com que começasse uma guerra radical entre mulheres e homens, onde cada um tentava manter o controlo do relacionamento. Assim, havia brigas todos os dias que causavam mágoas e depois azedumes. Quando a autora decidiu finalmente render-se e deixar que o marido pudesse vestir o que lhe dava na real gana e enganar-se no caminho sem o criticar, ou seja, tratá-lo como um companheiro e amigo, o seu relacionamento melhorou substancialmente. No mesmo livro, ela aconselha as mulheres a pedir desculpa pelas discussões, para o deixar gerir o dinheiro da casa e até de fazer amor uma vez por semana mesmo sem vontade.

Devo dizer que fiquei um pouco aparvalhada quando soube que um livro destes poderia ser um best-seller. Os americanos têm destas coisas um pouco estranhas. Nós Europeus, penso que nunca chegamos a este abismo nos relacionamentos. Hoje em dia, penso que tanto o homem como a mulher são responsáveis pela casa, pela família e pelos filhos. Também penso que não pode haver um relacionamento estável e duradouro que não assente em amor mas também em amizade, respeito mútuo e muito diálogo. Por isso, não sei se este livro aqui teria muito sucesso. Não que haja desequilíbrios relacionais em Portugal, mas principalmente porque estamos mais virados para outros tipos de leitura.

E tu, o que é que achas?

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19 Responses to “Considerandos sobre o amor (56)”

  1. um ponto azul Says:

    Olha, sinceramente não sei…como houve um “boom” de “estupidez” por causa do livro da Carolina, também haverão algumas mulheres que gostarão de ler isto e dizer:”Afinal a minha mãe tinha razão, temos que o (homem, gajo, tipo, malandro…)deixar fazer o que quer de nós para sermos felizes”…enfim…conheço algumas mulheres assim!Mas não é leitura que queira ler, acho que essa senhora deve viver no passado…Bjs 🙂

  2. jacky Says:

    Eu não li o livro, ponto azul, apenas um resumo. Acho que ela não é a favor das mulheres serem submissas até ao ponto de serem estúpidas e já agora de se deixarem maltratar. Penso que tem mais a ver em não serem feministas aferroadas. Nem sei se o livro já foi traduzido em Portugal…

  3. Meu_DIA Says:

    Pois olha, qd li isto achei, q o livro deve ser interessantíssimo,…., é q isto é mm verdade! a mim aconteceu-me!
    De repente, dei comigo, a gerir a casa, o dinheiro, a roupa, os filhos, os carros, a oficina, os seguros, as compras, as vendas, a empregada, as refeições, as decisões, a troca de casa, o nº de filhos, as meias proíbidas de calçar, o perfume q deve usar, e porquê?
    Porque me achei indispensável! Porque achei q só eu faço bem e depressa! Porque achei q tomo sempre boas decisões!
    E q aconteceu? Ok, vou contar!
    Gradualmente, fiquei com um peso maior sobre as costas, primeiro, orgulhosamente sentia-me dona e senhora, capaz de resolver tudo e tratar de tudo. Como a ambição n pára de crescer, as responsabilidades foram-me acrescidas, e peso das tarefas cada vez maior….claro q começa a tornar-se insuportável, e iniciam-se as queixas……
    Que acontece à outra parte? Vai-se esvasiando, de responsabilidade, de tarefas, de dar atenção, de se sentir necessário,…, vai morrendo de importancia.
    O q acontece aos dois? Ficam mais felizes? Claro q n! Ficam os dois uma balança desiquilibrada,…., no meu caso, a balança ficou tão desiquilibrada q se desconjuntou!
    Bem, mas agora atenção! Estas coisas, realmente acontecem, mas qd uma das partes deixa, permite, n luta,…., a culpa nunca é só de um, é sempre de ambos. Ambos permitiram que isso acontecesse….

  4. jacky Says:

    Meu dia, se calhar tu é que eras a melhor pessoa para ler o livro 😛

  5. Os americanos sempre tiveram tempo e dinheiro para inutilidades. O sucesso de uma relação? Simples. Não sejam egoístas e pensem na outra parte, pelo mesnos tanto quanto pensam em vós. Claro que isto só funciona se os dois lados tiverem a mesma postura. Equlibrio, como diz “Meu dia”.

  6. […] estou de acordo com Laura Doyle e com o seu livro de aconselhamento […]

  7. jodoas Says:

    É como dizes cara amiga. Este livro só poderia ser um best-seller nos EUA. Aliás no País que tem como presidente George Bush, reeleito e a cumprir o seu segundo mandato. Sem mais comentários. Um beijinho do Raul

  8. pandora Says:

    Eu que tenho uma grande tendência de carregar tudo nas minhas costas, se calhar até aprendia um bocado com isto! Sei lá, numa coisa ela tem razão, ainda se desresponsabiliza o homem de muita coisa em casa… e as culpadas disso são as mulheres, afinal somos nós que os educamos, não é?

  9. Não me espantaria que este livro fosse igualmente um best-seller em Portugal. Basta ver o que acontece com a literatura produzida pela Clara Rebelo Pinto … e os milhares que consegue vender …
    Penso que numa relação, o mais importante é o equilíbrio baseado no respeito e no diálogo. Acredito ser esta a base para uma partilha das responsabilidades sem atropelos mútuos que, obviamente, não fazem qualquer sentido numa relação a dois.
    Beijinhos

  10. wind Says:

    Claro que concordo plenamente contigo, mas há casos que conheço onde é uma das pessoas do casal que “manda”.

  11. alegrão Says:

    Que estupidez!!!
    Até um certo ponto, concordo com “Meu_dia”, mas, se ela fizesse o que dita o livro o que é que aconteceria?
    Das duas, uma: Ou a relação acabaria por inércia dos dois, ou em vez de uma super-mulher, teríamos um super-homem que faria tudo e ela desinteressada da relação.
    Numa relação, não pode haver sempre um a dizer “Amen” a tudo, terá que haver sempre equilíbrio e, muito importante, DIÁLOGO.
    Por isto, dá para ver o que penso sobre o livro (pelo menos pelo que transcreveste do resumo): ridiculo.
    Beijinhos

  12. Fran Says:

    Olha, eu me encontro sempre pendendo para um lado. Depois para o outro. Essa coisa de “como-uma-mulher-deve-tratar-um-homem” é uma questão do nível do humor do dia. TPM e tal. rs

    Um beijo
    🙂

  13. fábula Says:

    se ela quer ser subserviente o problema é dela, agr escrever um livro e incitar os outros a fazê-lo já é outra coisa! 😛

  14. jacky Says:

    Acho que para uma relação durar tem que haver equilíbrio e não submissão de uma das partes tanto do homem como da mulher.

    Obrigada pelos vossos comentários e pelas respostas nos blogues 🙂

  15. Amor uma vez por semana? Mas dito assim parece que ela acabou a dominar na mesma… (só uma piadita 😉 )

    Pessoalmente acho essa mulher idiota, o que só podia vir de alguém submisso.

    Acho que de facto há quem abuse dos seus direitos de liberdade e opte por este excesso magoar as outras pessoas (mesmo não intencionalmente).
    A felicidade a meu ver vem da compreensão e esta só é possível com acordo entre ambas as partes. Cada um tem de perder um bocado às vezes para ganharem os dois.

    O problema de muitas pessoas é que não pensam no significado da palavra compromisso. Metem-se numa relação porque é o mais básico instinto de arranjar companheiro ou porque é “a coisa socialmente aceitável a fazer agora”. E os sentimentos do outro que se lixem , estão numa relação porque querem e saem quando fôr preciso (mas nunca saem, é sempre uma ameaça para pôr o outro em cheque).

  16. cc Says:

    Nos relacionamentos homem vs mulher, quase sempre acabam numa guerra pelo poder…é preciso que os dois tenham uma grande maturidade(não disse idade) claro que na maioria apenas atinge essa maturidade mais tarde, concordo com tudo o que escreves: “tanto o homem como a mulher são responsáveis pela casa”…”não pode haver um relacionamento estável e duradouro que não assente em amor mas também em amizade, respeito mútuo e muito diálogo”, outra aspecto tenho ido a muitos casamentos e ja decorei quase a missa lol ha uma parte que o padre diz ” prometo amar.te sempre para o bem e para o mal, na doença e na saude etc …etc…” ou seja amar.te caso tudo corra bem e caso tudo corra mal, o problem minhas queridas e meus queridos é que um casamento só funciona se tudo correr bem, se ha algum problema *poing* dá tudo de frosques lol as pessoas apenas estão dispostas para as coisas boas da vida para o prazer… ninguém quer lutar com as adversidades na vida, e a vida não é fácil, um casal só funciona em equipa os dois juntos sao mais fortes que separados, em suma as pessoas tem de ter mais espirito de missão claro que se a mulher faz tudo e o homem não faz nada há um desiquilibrio e vice versa…

  17. f.ferreira Says:

    Acho que o livro é mais sobre a mulher ou certas mulheres americanas, muito feministas e nada têm a ver com as portuguesas. Tipo querer uma igualdade, que nem é igualdade, não consigo explicar. E a autora passou a dar razão ao marido em montes de cenas, tipo “quero lá saber dessas teorias”.
    É um bocado, sobre a mulher mandona que existe em certas sociedades e que há homens que se queixam, eheh
    Cá não existe muito… mas quem sabe?
    Penso que a autora fez a marcha atrás.
    Só isso, tipo “deixa lá o gajo escolher o trajecto do caminho que quer, e deixar-me de teorias que tenho que estar sempre a controlar tudo”.

  18. José F. Says:

    Normalmente a mulher, quando manda, abusa. Torna-se hipercrítica, ácida, impossível de satisfazer. O homem quando manda é muito mais indulgente.
    A mulher consegue obedecer sem se anular, o homem não. Torna-se amargo, ressentido, e acaba por transformar num inferno a sua própria vida e a da mulher.
    A igualdade não é opção porque é um ponto de equilíbrio instável: haverá sempre tendência a cair para um lado ou para o outro.
    É isto que eu penso. Não é politicamente correcto nem está de acordo com o espírito do tempo, mas corresponde ao que eu sempre vi à minha volta.

  19. Rgirl Says:

    na mnh opinião não deve haver nem maxismo nem feminismo…. para uma relação saudavel cada um dos dois tem d perder um pouko para k a palavra “nós” ganhe signifikado e para que 1+1 não seja 2 mas sim um par!!! kando s ker msm k 1 relação vá para a frent tem d haver dialogo, compreenssão, e equilibrio. s estas 3 koisas essencias n existirem mais vale akabar cm a relaçao antes de começar pk á partida já ñ vai dar resultado e será apenas 1 perda d tempo!!! est livro á apenas uma amostra das koisas inuteis k certas pexoas fazem para ganhar dinheiro e k influenciam outras pexoas a terem 1 opinião não completament errada mas k tambem n ira ajudar em nada… apenas prejudicar!!! para mim cada um tem um papel diferent numa relação mas ambos os papeis têm a msm importância!!!! bjs


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