Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Todo o espaço 08/11/2006

Filed under: devaneios da jacky — jacky @ 3:45 pm

Há espaço para o que te escrevo

e para o que deixo nas entrelinhas.

Há espaço para o cair das folhas

e para o regresso das andorinhas.

Há espaço para a quentura do sol

e para a frieza da indiferença.

Há espaço para o canto do rouxinol

e para a dureza da sentença.

Há espaço para a fluidez do dia

e para as estrelas do crepúsculo.

Há espaço para o despir da folia

e para o Homem maiúsculo.

Há espaço para a felicidade

e para o tempo de inquietude.

Há espaço, sem ti, de saudade

e também, de ti, em plenitude.

Há espaço para a terra-de-ninguém

e para a densidade da multidão.

Há espaço para o vazio do além

e para os afectos do coração.

Há espaço para o ali,

o agora e o aqui.

Todo o espaço

de mim para ti.

Jacky (08.11.2006)

 

Manual para pais – 5ª regra: Informar.

Filed under: educação — jacky @ 1:43 pm

 

Estas regras funcionam eficazmente com crianças e adolescentes entre os 8 e os 15 anos, mas na verdade penso que a maioria destas regras podem ser aplicadas a outras idades e até à comunicação em geral com outras pessoas.

(inspirado em sugestões de Isabelle Filliozat)

 

É necessário desenvolver nas crianças o sentido da responsabilidade e a melhor forma de o fazer é dar instruções precisas sem juizos de valor, de como se fazem as coisas e o porquê de serem feitas. Vai permitir-lhe visualizar as tarefas a fazer e organizá-las no seu cérebro.

5ª regra: informar.

Dar instruções claras em vez de recriminar. Por exemplo, se descascar uma banana e deixar a casca em cima da mesa. Em vez de se dizer:

– Já não estás fartinho de saber que as cascas não são para ficarem em cima da mesa? – É preferível dizer:

– Depois de se descascar uma banana, a casca vai para o balde do lixo, do lado vermelho, onde é o lixo normal, e não no amarelo, onde é as embalagens. – Já agora, eles acham muita piada às publicidades da reciclagem principalmente àquela em que a lata de atum se transforma na bicicleta da minha tia! Habituem-se a separar o lixo, é só uma questão de organização e não custa nada.

 

lista das 25 coisas que quero fazer antes de morrer

Filed under: jacky — jacky @ 11:49 am

(Continuação deste post do ano passado)

para conseguir agarrar o tempo, coisas possíveis ou nem por isso, e não necessariamente por esta ordem…

  1. Ser boa mãe.
  2. Acabar o meu dicionário.
  3. Ir a Nova Iorque.
  4. Passar o Natal na Lapónia.
  5. Escrever um romance.
  6. Escrever um livro sobre linguagem das flores.
  7. Escrever um poema em condições.
  8. Aprender a pintar a óleo.
  9. Saber amar.
  10. Ir a Veneza com o amor da minha vida.
  11. Ser voluntária num orfanato ou numa casa de mães solteiras.
  12. Ter um jardim ou pelo menos uma varanda onde pudesse plantar flores.
  13. Aprender outra língua.
  14. Aprender a fazer arroiolos.
  15. Escrever uma letra de uma canção que fosse cantada por muita gente (esta é pouco provável)
  16. Conversar com o Woody Allen (mais provável que a anterior).
  17. Ter sentido de humor até aos 100 anos (se lá chegar e com saúde, claro).
  18. Andar de balão.
  19. Nadar com golfinhos.
  20. Fazer uma festinha num bebé chita ou num bebé tigre.
  21. Ter muitos animais como cães, gatos, pássaros, coelhos, hamsteres, etc.
  22. Publicar um livro de sopas de letras.
  23. Aprender outras receitas de culinária deliciosas.
  24. Ter um apartamento em Paris para ir à Disneyland sempre que me apetecesse.
  25. Ser feliz…

E tu, diz-me algumas coisas que gostavas de fazer mesmo que não tenhas tempo ou dinheiro para as concretizar…

 

Aline, Christophe

Filed under: canções de amor,saudosismos — jacky @ 10:24 am

Viva o You Tube! Ainda não era nascida quando esta canção foi um sucesso no Verão de 1965. Nunca tinha visto o videoclip a preto e branco e adorei! Ainda assim, esta sonoridade faz completamente parte da minha infância.

J’avais dessiné sur le sable
Son doux visage qui me souriait
Puis il a plu sur cette plage
Dans cet orage, elle a disparu

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine

Je me suis assis près de son âme
Mais la belle dame s’était enfuie
Je l’ai cherchée sans plus y croire
Et sans un espoir, pour me guider

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine

Je n’ai gardé que ce doux visage
Comme une épave sur le sable mouillé

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine…

(Algum cota saudosista quer tradução?)