Ela tem um cão feito de palavras. Por onde quer que vá, seguem-na. Alimenta-as. Aconchega-as. Leva o seu cão feito de palavras a passear pela blogosfera e pelas páginas dos livros. Protege as palavras. Ensina-as a atravessar pela passadeira e deixa-as correr livres nas praias desertas em tardes amenas de Inverno.
As palavras com ela, não são gatos independentes, nem são avestruzes glutonas. As palavras são simplesmente cão: leais, amigas, atentas e sempre presentes. Joga com o seu cão de palavras. Atira-lhes brinquedos de letras que ele vai buscar e junta. Mastiga-as como ossos suculentos e traz as palavras para o seu ninho.
Também ralha com o seu cão de palavras, quando a vida não corre, quando o mal parece vencer o bem, quando a tristeza enegrece os sonhos. E o cão fica aninhado aos seus pés, pacientemente à espera, que volte a sorrir e a escrever as palavras que só ela sabe.
Ela tem um cão feito de palavras, sem raça, um cão único: palavras que ficam aos seus pés, perante a dona: a deusa…








Faço copy past do meu comentário no wc:
“Ó Jacky que maravilha a maneira como descreveste a “deusa” das palavras:)
Ela é mesmo assim, joga, brinca,manda ao ar e apanha, faz o que quer com as palavras.
É um génio, uma escritora com o seu cão sempre ao lado:)
Beijos para as duas*” 🙂
Obrigada wind, espero que ela se reveja neste retrato, que é como a vejo. Um beijinho