Amorizade

Amor + Amizade – Termo de Luandino Vieira

Ouverture, Etienne Daho 21/04/2005

Filed under: canções de amor,France — jacky @ 12:00 am


Vincent Van Gogh

Il n’est pas de hasard,
Il est des rendez-vous,
Pas de coïncidence,
Allez vers son destin,
L’amour au creux des mains,
La démarche paisible,
Porter au fond de soi,
L’intuition qui flamboie,
L’aventure belle et pure,
Celle qui nous révèle ,
Superbes et enfantins,
Au plus profond de l’âme.

Portée par l’allégresse,
Et la douceur de vivre,
De l’été qui commence,
La rumeur de Paris,
Comme une symphonie,
Comme la mer qui balance.

J’arrive au rendez-vous,
Dans l’épaisse fumée,
Le monde me bouscule,
Réfugiée dans un coin,
Et observant de loin,
La foule qui ondule,
Mais le choc imminent,
Sublime et aveuglant,
Sans prévenir arrive.

Je m’avance et je vois,
Que tu viens comme moi,
D’une planète invisible,
Où la pudeur du cœur,
impose le respect,
La confiance sereine
Et en plus tu t’ouvres à moi,
Et en plus je m’aperçois,
Que lentement je m’ouvre,
Et en plus je m’ouvre à toi,
Et en plus je m’aperçois,
Que lentement je m’ouvre.

il fut long le chemin,
Et les pièges nombreux,
Avant que l’on se trouve,
Il fut le long le chemin,
Les mirages nombreux,
Avant que l’on se trouve.

Ce n’est pas le hasard,
C’est notre rendez-vous,
Pas une coïncidence.

E tu, que achas? Há coincidências ou não?

Tentativa de versão portuguesa da Jacky:

Não há acasos
Há encontros
Não há coincidências
Ir de encontro ao nosso destino
com o amor aconchegado nas mãos
O andar pacífico
Carregar no fundo de nós
A intuição que arde
A aventura bela e pura
A que nos revela
Soberbos e infantis
no mais fundo da nossa alma

Levado com alegria
e doçura de viver
no Verão que começa
o rumor de Paris
Como uma sinfonia
Como o mar que embala.

Chego ao local de encontro
num fumo espesso
O mundo empurra-me
Refugiada num canto
e observando de longe
A multidão que ondula
Mas o choque iminente
Sublime e cego
Sem prevenir chega

Avanço e vejo
que vens como eu
de um planeta invisível
onde o pudor do coração
impõe o respeito
a confiança serena
E para mais abres-te a mim
E para mais apercebo-me
Que lentamente me abro
E para mais abro-me a ti
E para mais apercebo-me
que lentamente me abro

Foi longo o caminho
e as armadilhas numerosas
antes que nos encontremos
Foi longo o caminho
As miragens numerosas
Antes que nos encontremos

Não é o acaso
É o nosso encontro
Não há coincidências

 

6 Responses to “Ouverture, Etienne Daho”

  1. PmA Says:

    Excelente escolha, excelente gosto: van Gogh…
    Coincidências?… Mais em qualquer coisa semelhante e, simultaneamente, diferente: acaso.

    Cumps.

  2. Uther Says:

    🙂

    Não foi por acaso, não foi coincidência… mas porque é que acontecem? É interessante reflectir sobre os acontecimentos que se julga serem coincidências, e chegar à conclusão que afinal não eram. Houve marosca?😉

    E tu, já viste o filme Magnólia?

    Gostei da letra da Overture, na versão bela e criativa da Jacky.

  3. Yardbird Says:

    Eu acho que a nossa vida é feita de pequenos nadas. Coincidências? Não sei, mas não acredito muito em fado.
    Beijinhos, Jacky

  4. jacky Says:

    PmA, e entre coincidências e acasos, há um hiato difícil de se compreender🙂

    Já vi sim o filme Magnólia. Mas não acho que tudo encaixe perfeitamente Uther porque o real chega-nos amontoado e nós é que lhe damos sentido.

    Também não acredito no destino, Yardbird mas em escolhas🙂

  5. JAP Says:

    Que curioso! Por aqui aprecia-se Daho. Ver(ouvir) do mesmo autor a canção “Saudade”, cantada em francês com um título em português.

  6. jacky Says:

    Obrigada JAP por teres vindo até aos meus arquivos🙂 Sim gosto do Daho e já publiquei a saudade🙂 Beijinhos


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