
Love song, de Vivian Flasch
Geralmente, as canções de amor contam-nos histórias tristes, histórias de amores incompreendidos, de perdas profundas, de abandonos dilacerantes, de feridas que ficam e não cicatrizam, de saudades que não acabam…
As canções de amor estão sempre centradas no «outro» que se perdeu e na tristeza que ficou. Talvez porque o que dói mais, nem é tanto o «outro» mas o «eu». O «eu» que fica abandonado, só e triste. O que custa mais, é lidar com a solidão, com o medo de voltar a ser abandonado(a), com o vazio que nada preenche e com desmoronamento das visões de futuro.
E assim se perdem em lamentos certas canções de amor…








Não me parece que depois de uma perda que nos faz sofrer fiquemos encostados à saudade, à porta que se fechou, e não olhemos com determinação para as portas que se abrem. Mas as canções de amor são como dizes.
E tens toda a razão, não é o outro/a que nos faz sofrer mas o “eu” porque o ego é poderoso e é preciso combatê-lo.
Conseguiste fazer, na perfeição, uma descrição do que são realmente as canções de amor.
Beijinho, Jacky 🙂
Digamos que há duas variantes de canções de amor: as eufóricas e as muito tristes, era a essas que me referia 🙂
Um grande beijinho para vocês Pedra e Robina 🙂