No dia de Natal, levantei-me então de madrugada para tratar do Gaspar! Eram cerca das 7h30. Tirei-o do banho de beleza que incluía laranjas, limões, especiarias variadas e até um pau de canela.

Depois, deixei-o a escorrer e fui fazer o picado. Cortei a carne aos bocadinhos e as variadas carnes frias, as ameixas e os alperces secos, com a ajuda da minha grande amiga Claudia aka Ponto Azul
Entretanto, fui buscar a picadora ao armário e comecei a picar tudo. Primeiro problema: não picava! Segundo problema: começa a cheirar a queimado e damo-nos conta que a picadora estava a deitar fumo!!! Deitou-se a picadora ao lixo que tralha já há que chegue aqui em casa e lembramo-nos da varinha mágica para remediar a situação. Terceiro problema: fazia barulho mas a varinha mantinha-se impávida e serena! Desisti então de enfiar o picado no rabo do Gaspar e lá foi ele fazer sauna assim ao natural para dentro do forno… durante várias horas.
Passado algum tempo, descascamos as batatas que nos tinham sido recambiadas como: - Estas batatas são muito boas!!! Algumas estavam podres por dentro. Lixo! Juntámos as batatas ao peru para assarem. Quis fazer arroz para acompanhar pois havia crianças no almoço que preferem arroz a batatas. Quarto problema: a placa não funcionava por causa do calor do forno.
Passado mais algum tempo, fomos salpicando o Gaspar com vinho branco e virando-o para ele não se queimar. As batatas ao fim de muitos minutos não assavam. Os meus pais chegaram com a picadora deles e eu decidi fazer o picado à parte. Preparei tudo e pus no forno a assar juntamente com as batatas e o Gaspar.
Por volta das 13h, o Gaspar estava pronto a ser apresentado aos ilustres convidados da minha imensa mansão. Liguei-lhes pelos telemóveis para virem do quarto nº 100 até à sala de jantar
e servi finalmente o almoço. O Ambrósio estava de folga, tive que ser mesmo eu! Quinto problema: as castanhas e as cenourinhas estavam quase queimadas mas as batatas continuavam semi-cruas ao fim de várias horas…
Não sou nenhuma decoradora de pratos, por isso coloquei o Gaspar assim mesmo na mesa.

Comemos o peru, o picado, as castanhas e as cenourinhas bebé enquanto as batatas continuavam sozinhas no forno a assar. Já no final da refeição, à hora da sobremesa, os cornos, perdão! as batatas ainda estavam semi-cruas…
Vieram então as sobremesas tradicionais como o pão de Ló, o bolo-rei, a aletria, formigos e ainda uma coisa nova que experimentei fazer chamada mousse de chocolate com chocolate branco e manga. E estava uma delícia!!! Prometo publicar foto e receita logo que possível.
E pronto, assim acabou a minha aventura de Natal com o Gaspar. Para o ano há mais. Talvez com o Belchior ou o Baltazar, quem sabe?


















