Muitas das minhas melodias felizes da minha infância estão relacionadas com desenhos animados. A minha melodia favorita de desenhos animados é sem dúvida os alegres chapi chapo. Este tema foi escrito por François Roubaix e ainda hoje encanta os meus ouvidos.
Tenho uma pasta chamada mp3 da Sara e que de vez em quando fica a tocar no meu pc. Várias músicas New Age estão lá adicionadas e outras tantas alegres como esta pois também não quero que ela fique demasiado zen
E tu, qual é a tua banda sonora de desenhos animados favorita?
Acho que já referi esta canção em algum dos muitos blogues em que escrevia e que depois apagava… Este é o videoclip mais antigo de que me lembro: Love is all do Roger Glover. Como a música que referi anteriormente só alguns francófonos da minha idade é que se vão lembrar disto. Quem nunca viu, que veja, pois à porcaria de videoclips que se fazem hoje em dia, este continua a meter no bolso muitos criadores de videoclips actuais!
Esta melodia que ainda hoje me faz muito feliz, aposto que à maioria dos meus leitores não diz nada. Talvez apenas o xung, a Tina ou a Anabela se lembrem pois viveram como eu durante os anos 70 na França.
Este senhor, o Afric Simone, fez-me dançar muitas vezes e devo confessar que hoje roo-me de inveja dos dentes dele! Eh pá não é qualquer caramelo que consegue dançar com uma cadeira nos dentes!!!
Além de que se vai cantando aquilo, sem se perceber uma única palavra, o que torna a canção ainda mais divertida. Se tiverem pachorra, vejam o video até ao fim que vão gostar e depois não se admirem se o ritmo entrar no ouvido e andarem a cantarolar o ramaya
Estas férias estive um pouco de castigo em casa por causa de estar a ter contracções antes do tempo. Aproveitei o tempo para estar a ver uns DVDs e a fazer umas leituras. Descobri este dueto fantástico na gala de homenagem à Lady Di. Já conhecia esta canção evidentemente mas esta versão com estes dois espectaculares intérpretes é que não. Vai ser uma melodia feliz que vou sempre associar à gravidez da Sara.
E tu, tens alguma melodia feliz ligada a alguma criança?
Em 1980, Estávamos em inícios dos anos 80 e esta música enchia as rádios de todo o mundo, pois porque na altura não havia nada que fosse em tamanho mini como leitores mp3 ou televisões que se fixam às paredes como quadros valiosos, o que havia era uns radio-cassetes tamanho cómoda que, por vezes, se transportavam até à praia. Na altura, os toques polifónicos dos telemóveis não abafavam a harmonia das ondas do mar.
As actrizes não tinham de parecer perfeitas daí a Barbra Streisand ser actriz com aquele grande nariz e o seu estrabismo flagrante. Os cantores podiam cantar em falsete sem serem logo etiquetados de gay como os Bee Gees. Bons tempos, esses, em que tudo se vivia em grande e não da finura de um telemóvel menos grosso que um caderno escolar…
Ah, carago. Quem não se lembra dos Modern Talking? esse ícone dos anos 80, esse mito sexual de uma década? Pois, eu adoro ouvi-los! Esta melodia em especial faz-me bastante feliz porque me faz lembrar o Miguel. O Miguel era um miúdo de 11 anos que ia sozinho até à praia com o passe ao pescoço. A mãe ia ter com ele à praia, na barraca por eles alugada, mesmo junto à nossa, à hora do almoço. Ele não sabia inglês obviamente e adorava cantarolar as canções em inglosês inventado e esta era a favorita dele! iú má ah! iú má sou! e era um riso pegado
O meu rebaptizou-o de Michel e assim passou a chamar-se por todos nós. O Michel nesse ano aprendeu a não aferroar pois não havia jogo de cartas que perdesse que não fizesse grande cena de raiva seguida de amuo. Quando percebeu que não lhe adiantava nada, mudou de atitude…
Um dia desses, vou ver se passo na padaria onde trabalha a mãe do Michel e vou perguntar por ele. Tenho saudades dele. Aposto que agora é um homem e que um dia desses vai ter um filhote que também há de cantarolar inglosês inventado…
Quem nunca cantou inglosês, atire a primeira pedra
Esta melodia é feliz por várias razões. Nos anos oitenta, qualquer adolescente que se prezasse estava ou já tinha tido uma paixoneta pelo George Michael, pois na altura ainda não era homossexual. Depois, associo este videoclip à Glória, uma amiga do tempo da praia, que era de origem francesa como eu e que era muito divertida e expressiva. Lembro-me perfeitamente de estar em casa dela e de vermos este video-clip e a Glória estar a uivar enquanto o George cantava, tristíssimo, esta canção e ela dizia: – Filho, não chores, estou eu aqui, anda que eu acabo com o teu desgosto!…
Tenho saudades da Glória e dos meus amigos da praia, daqueles meses felizes em que estávamos juntos, todos os anos. Não sei da maioria deles, nem o que lhes aconteceu e adorava ter notícias deles…
Bem, eu tive uma fixação por um LP dos Shadows que tinha a capa amarela e uma guitarra eléctrica, acho que estava a derreter na parte de baixo, mas não posso garantir. Esta canção era a minha favorita do Album. Ouvia-o vezes e vezes seguidas. Era do Bino, uma das pessoas que me fez feliz na minha adolescência.
Onde quer que estejas, Bino, só espero que sejas muito feliz, porque mereces!
Há certas melodias que são felizes porque as associamos a pessoas especiais na nossa adolescência. I ran dos Flock of Seagull. Esta associo-a ao Toni, que era meu vizinho da entrada do lado, e que não gostava de pele de frango e estava sempre a dizer-lhe que um dia desses lhe metia umas pelezinhas na caixa do correio.
Passados uns anos, mudou-se. Sei que se casou aos 18 anos. Que será feito dele?
Os Simply Red foi outro dos grupos que me marcaram. Gosto de quase todas as suas canções. Tiveram um LP com o qual me passava completamente, pois a capa era simplesmente deslumbrante. Quem se lembra do «Stars»? Esta canção é feliz porque faz lembrar os amores duradouros que perduram graças às pequenas coisas que unem um casal, o facto de se conhecerem bem, de não precisarem de falar para se compreenderem, desse entendimento tipo «almas gémeas», possível por estarem unidos dos dias bons assim como nos dias difíceis. São esses casais que emanem uma certa serenidade feliz que me faz acreditar no amor…
Os Genesis e o Phill Collins são um marco musical da minha adolescência. Há outra dele que hei-de referir mais tarde com a qual me passei completamente que é «Against all odds», mas agora é desta que quero falar. Acabei de ver o videoclip na VH1 enquanto estava a limpar o chão e devo dizer que já nem me lembrava bem, mas adorei revê-lo. Além de ter um ritmo bestial, faz-me rir. Gosto do sentido de humor dos quarentões/cinquentões que já não precisam de provar nada a ninguém, que se sentem bem com o próprio corpo e consigo mesmo. Neste video, além de gozar com certos clichés como o da boleia da boazona, que em vez de o levar a ele, leva a iguana, também se goza com os engatatões que querem fazer boa figura na praia e nos bares e são levados ao ridículo rapidamente.
Rever este videoclip fez-me feliz e tenho a certeza que há-de provocar muitos sorrisos a todos vós!
Não sou propriamente fã de música brasileira, mas tenho um carinho especial por um álbum do grupo Só Pra Contrariar. E porquê? Porque me faz lembrar um Verão feliz e ameno, de muitas tardes sentada numa esplanada acompanhada de um sumo de fruta, de um bom livro e uma companhia excelente. Passava horas e horas a fio, até enjoar. Talvez não tivessem outro. É por isso uma melodia feliz da minha vida, embora não seja nada o meu género…
E tu, tens alguma melodia feliz ligada a algum Verão da tua vida?
Era tempo de Santos Populares, quase São João no Porto. Havia carrinhos de choque, casa assombrada, carrosséis e outros divertimentos na Rotunda da Boavista. Estava uma tarde de Junho quente e tinha saído das aulas e foi aí que a ouvi pela primeira vez. Ficou-me logo no ouvido! perguntei logo quem era o cantor para ir comprar o disco. Foi sem dúvida a glória do Michael Jackson, a sua melhor criação. Foi a era do Thriller. A minha favorita foi sempre a Billie Jean. Adoro aquele ritmo. Só não a ouço mais porque não me consigo abstrair do facto do seu autor ser pedófilo…
Embora esta canção tenha sido elaborada para algo triste que é a fome e a miséria no terceiro mundo, esta é uma melodia feliz da minha vida porque foi a primeira vez que tive a certeza que a união faz a força e que se as pessoas se unirem à volta de um objectivo positivo, podemos tornar o mundo melhor.
Na altura ainda não se sabia que o Michael jackson era pedófilo mas já se sabia que ele queria ter uma tromba escarrada com a da Diana Ross. A Cindy Lauper usava o cabelo às cores e o Ray Charles ainda era vivo. Foi há 24 anos, já… Quem diria?
Uma das melodias felizes da minha vida é sem dúvida a Lambada dos Kaoma. Na altura, duvido que alguém não tenha dançado Lambada ao ouvir esta canção. Além de ser sensual, era também divertido na parte em quase se caía a tentar imitar os dançarinos do video-clip. Sei que esta canção é uma melodia feliz para muita gente. Será que é tua?
Entrei na adolescência entre os 10 e os 12 anos. Um dos filmes que me marcou nessa altura foi La Boum. O filme que lançou a Sophie Marceau no mundo do cinema. La Boum é uma expressão francesa que significa festa, geralmente festa de aniversário de algum adolescente, onde se convidam os amigos e os pais vão dar uma curva ao bilhar grande. Fica tudo às escuras, com a bola de discoteca no centro e o pessoal a dançar aos saltos ou então, finalmente, agarradinho à pessoa que mais nos atrai. Estas festas eram preparadas com dias e até meses de antecedência.
Entre os meus 13 15 anos, fiz várias dessas boums no meu quarto com os meus amigos, mas isso já são outras histórias que contarei mais tarde. Apresento-vos Dreams are my reality, Richard Sanderson.
E tu, costumavas fazer festas de anos com os teus amigos?
Em 1982, fui operada a uma apendicite aguda de urgência. Depois da operação, a cicatriz abriu-se pois tinha tudo infectado. Fiquei de cama quase um mês e sem ir às 3 primeiras semanas de aulas do oitavo ano, numa turma nova, onde não conhecia praticamente ninguém.
Na mesma altura, este era o hit que se ouvia em França. O meu pai mandou-me o single, na era dos discos em vinil. Esta canção, ajudou-me a espantar a lentidão desses dias Eis Words, de FR David.
Desde os 10 anos que faço e mantenho amizades através das palavras. Em 1984, saiu um anúncio meu na popkorn (uma revista alemã de música) a pedir correspondentes de todo o mundo e choveram cartas na minha casa durante meses. Ainda hoje troco postais de natal e das férias com alguns deles.
Nos anos 80, também trocava cartas e postais com vários jovens portugueses. Um deles, considerava-o mesmo como um amigo. Não o conhecia pessoalmente mas a nossa troca de cartas era a mesma coisa que termos longas conversas juntos. Esperava as cartas dele com ansiedade, pois sabia que ele me compreendia. Penso que ele sentia o mesmo. Depois, acabámos por perder o contacto com os anos. Sei que ele saiu da Alcobaça para estudar em Lisboa e nunca mais soube nada dele.
Uma das imagens que tenho do Sérgio é dele no quarto cheio de pósteres e da sua paixão por esta melodia em especial: La Vallé del Eden, Nino de Angelo. É a minha melodia feliz de hoje, mas só arranjei a versão em alemão no you tube. Quem é que se lembra deste cantor?
Para concluir, queria partilhar mais um pouco de amorizade convosco. O ano passado, recebi um email de um desconhecido a dizer que tinha descoberto o amorizade e pedia para confirmar o meu nome e se por acaso o nome Sérgio lhe dizia alguma coisa. Obviamente, lembrei-me logo! Fiquei tão feliz. Vinte anos depois, o Sérgio encontrou-me! Descobrimos que afinal até moramos perto um do outro. Parece que vai ser em 2008 que nos vamos conhecer finalmente. Na verdade, as palavras continuam a cultivar a amorizade…
Em 1987, o meu pai deu-me uma aparelhagem Pioneer por eu ter entrado no ensino superior. Fui a primeira pessoa dos meus amigos e conhecidos a ter um leitor de cds. Ena pá, só por si, ficava tudo a admirar-me. O problema é que costumavam dizer:
- Eh pá, tens leitor de cds, espectacular! E quantos cds tens?
Aí é que já era pior, porque só tinha um ÚNICO (durante mais de um ano)! É que agora um cd custa 15€ e na altura, custavam 3.500$ o que era uma verdadeira fortuna para a minha mesada! Lembras-te qual foi o teu primeiro CD?
Apresento-vos então com prazer os Housemartins, the Caravan of Love
A quinta escolhida é Hunting High & Low dos A-HA. Na minha adolescência, houve várias boys bands famosas de homens bem comestíveis entre outros Duran Duran, Spandau Ballet, e muitas meninas adoravam os A-HA, suecos como os ABBA mas não loiros. Porquê então esta escolha? Porque foi simplesmente por volta desta altura que começou aquele programa do Adam Curry com imensos video-clips e correio dos leitores, uma verdadeira loucura para os portugueses que apenas tinham o top+ e onde nem sequer passavam os video-clips inteiros das nossas canções favoritas. Adorava ver a transformação do vocalista em leão e em golfinho, bastante inovador para a época. Quem se lembra desta canção?