Amorizade

Amor + Amizade - Termo de Luandino Vieira

Provérbios da era digital 4 de Agosto de 2008

Arquivado como: escrita, jogos de palavras — jacky @ 12:41 pm

recebidos por email :) e adaptado ao nosso português

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat frequentas e dir-te-ei quem és.
6. Para bom entendedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre o ficheiro apagado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o rato.
9. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois a fazer download.
12. Rato sujo limpa-se em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
27. Diz-me que computador tens e dir-te-ei quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder…
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia… e depois se cola.
33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Pai Nataldesce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM!

 

legenda, precisa-se! 29 de Julho de 2008

Arquivado como: escrita — jacky @ 11:06 am

hein?

Precisa-se de legenda para esta foto, tirada nos carrinhos de choque em Armação de Pêra!

  1. PedroZéZé Camarinha rules!!!
  2. NoiteAperte bem os cintos; o choque pode ser inesperado!
  3. gitasGargalhadas, só me dá para rir
  4. São RosasSão gases do escape
  5. LoopySexy mother foca! LOLOLOLOL Beijinhos!
  6. CeresAi, ai, nem arrisco.
    Isto é arte meus senhores
  7. O. BragaLagarto! Lagarto! Quem me dera o automóvel…!
  8. maria arvoreA malícia do olhar.

    Três à escolha.

    Focar o chique e o choque.

    Carrossel zoológico.

  9. Paulo“cheira a peixe”
  10. jodoasEntão aqui fica a minha sugestão. Faça a escolha menos dispendiosa, escolhendo bem. Um beijinho do Raul
  11. Alexandre‘Street racers’ também são bem vindos ?
  12. cc -“Quero cheirar teu bacalhau, Maria”

Leave a Reply

 

postcrossing 4 de Julho de 2008

Arquivado como: escrita, jacky — jacky @ 3:21 pm

Postcrossing

Faço colecção de postais desde os 10 anos. Adoro comprar postais sempre que vou a sítios novos. Adoro mandar postais a mim própria de lugares onde nunca estive e aos meus amigos. Gosto deles com vistas lindas, mapas, malucos, bonitos, com dizeres, enfim, desde que sejam minimamente bonitos ou originais. Durante anos, correspondi-me com jovens de todo o mundo e trocava postais. Há uns anos quando me dei ao trabalho de os contar tinha cerca de 7000.

Ontem descobri que uma amiga se tinha inscrito num site de trocas de postais do género do bookcrossing e hoje decidi inscrever-me. Estou aqui! Vou mandar o meu primeiro postal para a Finlândia e espero enviar e receber em breve muitos postais de todo o mundo para voltar aos velhos tempos!

E tu, ainda escreves e recebes postais em cartolina? O que gostas de coleccionar?

 

De piu-piu a pássaro 21 de Junho de 2008

Arquivado como: animais, escrita, prontuário, vocabulário — jacky @ 12:13 pm

Já falámos sobre expressões felinas e caninas, agora vamos lá atacar à passarada :)

Peggy Collins

  • piu-piu
  • pássaro
  • passarada
  • piar
  • passarinhar
  • ave
  • passarinheiro: vendedor de pássaros;
  • Benu: pássaro que encarna a alma de Osíris;
  • Colibri: pássaro-mosca;
  • Menuro: pássaro-lira;
  • Ornitologia: estudo das aves;
  • Palmípede: ave com patas espalmadas;
  • Adestrar: treinar uma ave para voo;
  • Auspício: presságio tomado pelo número ou voo das aves;
  • Moleja: excremento de ave;
  • Guano: excremento de ave do mar;
  • Doenças das aves: gosma, gogo;
  • Ornitomelografia: estudo e registo do canto das aves;
  • Fénix: ave que renasce das cinzas;
  • Ornitomancia: adivinhação pelo voo ou canto das aves;
  • Local onde dormem as aves: ninho, galinheiro, capoeira, arvoredo;
  • Barulho das aves: piar, gritar, chichirriar, chilrear, glotear, grasnar, crocitar, grassitar, gralhar, ulular, gorgolejar, garrir, grugulhar, gorjearPassarinho na muda não canta.

Provérbios e expressões idiomáticas:

  • Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar
  • Ficar com o olhar de quem viu passarinho verdePassarinho ou passarão, todos amam seu ninho.
  • Passarinho que anda com morcego amanhece de cabeça para baixo.
  • Passarinho que canta muito, suja no ninho.
  • Passarinho que muda muito de galho, quer chumbo.
  • Passarinho que na água se cria, sempre por ela pia.
  • Passarinho sem alpiste não canta.
  • Passarinhos e pardais, todos querem ser iguais.
  • Pássaro que descansa, tem fome, e o que voa, tem que comer.
  • Pássaro que duas vezes cria, pelada tem a barriga.
  • Pássaro que madruga, apanha minhoca.
  • Pássaro que n’água se cria, sempre por ela pia.
  • Pássaro que não canta, tem nó na garganta.
  • Pelo canto se conhece a ave.
  • Pelo canto se conhece o pássaro.
  • Pelo canto se conhece o pássaro, e pela obra o homem.

Quem me ajuda com mais expressões e provérbios?

 

De au-au a cão 3 de Junho de 2008

Arquivado como: animais, escrita, jogos de palavras, vocabulário — jacky @ 9:23 am
Tags:

  • cão: animal domestico que simboliza a lealdade.
  • cão que ladra não morde - quem muito fala pouco actua.
  • cão de fila - cão de guarda
  • Cão Maior - constelação austral cuja estrela principal é Sírio.
  • cachorro - cão pequeno
  • cachorrada - grupo de cachorros
  • canil - lugar onde se alojam cães.
  • canzoada - aglomeração de cães.
  • canídeo - espécime dos Canídeos
  • canídromo - recinto onde se realizam corridas de cães
  • canífobo - que tem horror a cães
  • os cães não têm cara nem metem os pés pelas mãos, mas costumam enfiar o rabo entre as pernas e o focinho entre as patas…
  • entrada de leão, saída de cão.
  • Guarda te do homem que não fala e do cão que não ladra.
  • Quem não tem cão caça com gato. - é preciso aproveitar os recursos que temos
  • Tanto vai o cão ao moinho que um dia lá deixa o focinho.
  • Cama no chão, cama de cão.
  • Cão de raça não usa coleira.
  • Cu de Cão e nariz de gente, nunca está quente.
  • Livra-te do homem que não fala e do cão que não ladra.
  • Mais vale cão vivo, que leão morto.
  • O cão com raiva, do seu dono trava.
  • Orelha de homem, nariz de mulher e focinho de cão, nunca viram o Verão.
  • Preso por ter cão e preso por não ter.
  • Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão.
  • Quem ama a Beltrão, ama o seu cão.
  • Quem quiser fazer uma viagem em paz, não leve mulher, nem cão, nem rapaz.

Quem sabe mais expressões idiomáticas ou provérbios caninas?

Pesquisa canina dedicada aos amigos dos cães e em especial ao meu dog Kikas!

swap dreams...

Trocadilhos giros a fazer com cão…

  • Canino presente - cãopanhia
  • Grupo de caninos - cãobada
  • Canino competitivo - cãocorrência
  • Canino conivente - cãoplice
  • Canino estudioso - cãocurso
  • Canino rico - cãobustível
  • Canino in love - cãopaixão
  • Canino advogado - cãopacto
  • Canino guloso - cãozinheiro
  • Canino religioso - cãopadre
  • Canino preguiçoso - cãoparado
  • Canino vaidoso - cãoparecer
  • Canino generoso - cãopartilha
  • Canino viajado - cãopartir
  • Canino luxurioso - cãopenetrar
  • Canino bem-intencionado - cãoprometer
  • Canino musical - cãocerto
  • ….

Não me queres ajudar a criar mais uns jogos de palavras com cão?

 

Conjugação de verbos 27 de Maio de 2008

Arquivado como: escrita, jogos de palavras, prontuário, vocabulário — jacky @ 10:26 am

Eis uma página útil para quem tem dificuldades em conjugar verbos em vários idiomas: VERBIX

 

de miau a gato 21 de Maio de 2008

Arquivado como: animais, escrita, vocabulário — jacky @ 8:55 am

Hoje apetece-me dedicar este post linguístico à gataria…

Courtney Platt

Aqui ficam algumas expressões giras com os nossos amigos felinos!

  • aqui há gato (engano ou erro)
  • este rapaz é um gato (é muito giro)
  • gato escaldado de água fria tem medo (prov)
  • dar-se como cão e gato (dar-se mal)
  • de noite todos os gatos são pardos (no escuridão tudo se confunde)
  • passar gato por lebre (enganar)
  • gaticida - pessoa que mata gatos
  • gataria - ajuntamento de gatos
  • gatarrão - gato grande
  • gatar um ano - chumbar
  • gato-craveiro - lince
  • gato-de-madagáscar - lémure
  • parece um gato-pingado (estar molhado)
  • fazer de gato-sapato - maltratar alguém
  • gatázio - garra de gato
  • gatanhada - arranhadura de gato
  • miar - dar mios (som dos gatos)
  • miadela - acto de miar
  • ronronar - fazer ronrom
  • ronrom - ruído produzido pela traqueia do gato quando está feliz
  • o gato comeu-te a língua - pessoa calada
  • línguas de gato - biscoitos
  • tomar banho à gato - banho superficial
  • não poder com uma gata pelo rabo - estar fraco
  • a curiosidade matou o gato

Se conheces mais alguma expressão, partilha-a connosco!

Consultar ainda

  1. superstições com gatos
  2. informações gerais sobre gatos
  3. expressões idiomáticas muito interessantes
 

Desafio as palavras 25 de Fevereiro de 2007

Arquivado como: blogosfera, escrita — jacky @ 8:30 pm

Ela vivia de fragmentos guardados na memória, como se esta fosse uma manta de patchwork. Cada momento era um quadrado para recordar.

Do primeiro quadrado, ouviam-se os risos da sua infância, a descer pelo escorrega e a brincar sentada na frieza do chão. Do segundo, ouviam-se os murmúrios entre amigas, a atracção como íman por aquele rapaz dócil durante a adolescência. Do terceiro, sentia-se o calor de um beijo vindo de uma boca apaixonada. Do quarto, quase se tocava a preeminência da paixão que desabava no meio das suas coxas numa noite de Inverno. Do quinto, lia-se uma torrente de palavras, que esmagam quem as compreende, numa prosa só sua. Do sexto, via-se o gesto embebido em sangue, sinal de luta contra a doença.

Ela já só era traços de si mesma, presa à matéria do seu corpo, numa cama de hospital, onde vivia de fragmentos guardados na memória…

Jacky (25.02.2007)

desafioaspalavras.jpg

em resposta ao desafio que o Tozé me fez.

E tu, não queres escrever algo com estas 20 palavras? Responde ao desafio para tozribeiro@gmail.com

 

Desafio de Natal V 25 de Dezembro de 2006

Arquivado como: Natal, escrita — jacky @ 10:09 am

Esperança

Notícia de primeira página nos jornais: O Pai Natal casou-se! Acabou o Natal. Leia todos os pormenores. As televisões espremem a notícia até ao tutano. Vejam entrevistas exclusivas no Pólo Norte com renas e duendes que conviviam com ele de perto. Perguntam a um Rudolfo lavado em lágrimas como é que ele se sente por ter perdido o rasto ao seu dono. As revistas sensacionalistas regorgeiam de fotografias por paparazzis tiradas ao longe e com pouca definição com zooms maiores que eles, de homens barrigudos ou de barbas brancas. Todos especulam: quem será essa mulher que deu a volta ao Pai Natal? A Playboy faz uma edição especial das suas coelhinhas vestidas com mini-tiras vermelhas afirmando que uma delas foi a eleita. Nutricionistas e cirurgiões plásticos asseguram que o Pai Natal está um homem novo depois de uma dieta fraca em hidratos de carbono e depois de injectar botox. Cabeleireiros de Hollywood relatam como o Pai Natal ficou com um look renovado depois de fazer umas extensões no cabelo e umas rastas coloridas.

Afinal, que terá acontecido ao Pai Natal? Tanta informação na era dos telecomunicações globais e ninguém sabe nada dele na realidade. É simples. Tudo muito simples. Encheu-se de ter as costas largas de dizerem que ele era o responsável por todo este consumismo desenfreado nesta quadra. Entrou na máquina do tempo e fez um retrocesso de cerca de dois mil anos. Trocou o trenó por um camelo. Seguiu a estrela até Belém e emocionou-se ao entregar o seu presente àquele recém-nascido que lhe fez redescobrir a ESPERANÇA…

Jacky (25.12.2006)

 

Desafio de Natal IV 25 de Dezembro de 2006

Arquivado como: Natal, escrita — jacky @ 9:36 am

Brasil, 23 de Dezembro 2006

Alice, mãe dos meus filhos e minha companheira durante 25 anos:

Como estás? E os miúdos? Calculo que andes à minha procura e possas até estar preocupada. Será que estás? Ou esta minha ausência repentina, fez-te bem, libertou-te e esperavas ansiosamente por momentos como este? Porque já não sei o que pensas, sabes? Há muito tempo que deixei de saber o que pensavas, o que querias, o que desejavas, se me desejavas.Quando nos conhecemos o envolvimento um com o outro foi imediato, achei-te linda, eras muito morena, com o teu cabelo comprido cheio de ondulações, tinhas um sorriso contagiante, tinhas um corpo bonito, atraías-me, lembras-te como fizemos amor no nosso terceiro encontro?Depois namorámos, anos e anos, tornámo-nos inseparáveis, cúmplices em tudo, conhecíamos os pedaços mais pequeninos um do outro: como terminava a orelha, o sinal à saída da axila, o comprimento das pestanas, a força do abraço, a intensidade dos beijos,….E finalmente casámos, eu estava tão apaixonado! Só tinha olhos para ti! mas,…, tu, apesar de deslumbrante, e nunca te disse isto Alice, achei que estavas ausente, que estavas triste por eu te ter roubado da tua juventude de solteira. Mas eu queria-te tanto, Alice!Escrevo-te porque, não sei como te diga o que se passou comigo de outra maneira….Na verdade, nós já não sabemos falar, nós que perdemos manhãs, tardes, dias a conversar, a contar (e já passou tanto tempo….), Nós perdemos a faculdade de FALAR (falar um com o outro). Lentamente deixámos de ser marido-mulher-amantes, para sermos homem-mulher-silêncio-indiferença-rotina. Como mudámos, Alice!?

Olha Alice, cansei-me de estar só, cansei-me da vida contigo. Estava a morrer.

Olhei para mim ao espelho e vi-me um homem velho, nos meus 42 anos, com uma barba branca descuidada e comprida demais, papos nos olhos, uns óculos ridículos (que tu disseste que me ficavam bem!), uma barriga proeminente, grávida de 6 meses de fastio e solidão, um emprego de merda com um ordenado semelhante, aonde me senti sempre um palhaço, sempre a poupar e a contar os tostões. Sem um luxo, sem uma ambição, metido numa fila com outros tantos iguais a mim, à espera da doença e da morte.

Sabes Alice, conheci uma mulher. Tem um aspecto rude, a pele mal tratada, tem poucos estudos, fala alto e dá umas gargalhadas barulhentas. Imagina, é brasileira! Cheira a samba, a rua, a praia, a liberdade e a suor….Foi ela que me escolheu, que olhou para mim, que me pôs uma mão no ombro e me disse: “Sê percisa di carinho…vê-se no seu olhar!”. E precisava tanto, tanto. Ela gosta de mim, Alice! E eu estou a aprender a gostar dela. Ela não me exige que a ame, mas eu quero amá-la. Entreguei-me nas mãos dela, mas hoje já sou eu que a entrelaço com as minhas pernas. E sinto-me VIVO! Sinto-me um Homem! Sinto-me AMADO! E agora, só isso me importa!

Não tenho emprego fixo, vivemos num quarto pertinho da terra da Luana, cortei a barba, deixei crescer o cabelo e ato-o com um pequeno cordel, ando vestido com umas calças coçadas e uma camisa de quadrados descuidada, uso havaianas nos pés. Vou casar amanhã à noite, com a minha nova mulher! É um casamento especial, com validade nos nossos corações.

Olha Alice, tenta refazer a tua vida. Procura um homem que te faça feliz, que te faça mulher, porque eu acho que tu precisas de te relembrar.

Não tenhas medo, de pôr a mão num ombro de um homem, com um olhar infeliz,…., e nunca penses que só tu estás a dar.

Com quanto mais vontade deres, mais estarás a receber!

Bom Natal.

Cuida das crianças (eu sei q isso, farás sempre bem).

 

 

 

Meu Dia

 

Desafio de Natal III 25 de Dezembro de 2006

Arquivado como: Natal, escrita — jacky @ 9:32 am

O Pai Natal

 

Aqueles que não acreditam no Pai Natal têm toda a razão. É a mais pura das verdades. O Pai Natal não existe. O Pai Natal já não existe. Não é que tenha morrido, que em bom rigor ele está vivinho da silva, apenas perdeu toda a sua magia. Casou, não há muito tempo, com uma mulher admirável, quarenta anos mais nova, e esperam um filho, um menino, que deverá nascer no final de Dezembro. Só nessa data voltará a ser pai, muito mais pai do que antes, pois passará a ser pai todo o ano e não apenas no Natal.

Luis Ene

 

Desafio de Natal II 25 de Dezembro de 2006

Arquivado como: Natal, escrita — jacky @ 9:30 am

Nicolau

 

Para grande desgosto seu, disse a si mesmo que não mais voltaria a ser o Pai Natal, como acontecia há já muitos anos. Uma questão de princípios, como explicou demoradamente ao responsável pela sua contratação anual, que o queria convencer a aceitar mesmo assim. Aconteceu que a sua mulher, a meio da lua-de-mel e enquanto ele dormia, lhe cortara as longas barbas brancas e ameaçara solenemente abandoná-lo imediatamente caso ele deixasse de se escanhoar por completo um dia que fosse. Então, não hesitou nem por um momento e desistiu de vez: para ele a verdade estava sempre em primeiro lugar.

 

Luis Ene 

 

Proposta de Balanço do ano de 2006 20 de Dezembro de 2006

Arquivado como: emoções, escrita — jacky @ 7:58 am
  • Amizades:
  • Amores:
  • Audições: 
  • Blogues:
  • Corpo:
  • Decisões:
  • Decepções:
  • Gastronomia:
  • Leituras:
  • Medos:
  • Objectivos alcançados:
  • Passatempos:
  • Poesia:
  • Projectos:
  • Saúde:
  • Trabalho:
  • Viagens:

Que tal pensarmos sobre este de 2006 que passou, dividindo as coisas positvas e negativas por várias categorias? Que gostarias de propôr nesta lista que me esqueci e que pode ser importante?

 

Desafio de Natal 20 de Dezembro de 2006

Arquivado como: Natal, escrita — jacky @ 12:00 am

Pas de cadeaux cette année, le Père-Noël est parti en voyage de noces ! Mais avec qui s’est-il marié ? A vous de nous transformer cette belle histoire d’amour en un joli conte de Noël… Este é o desafio do site Psychologies desta semana
Este ano, não vai haver distribuição de prendas porque o Pai Natal se casou e está em lua de mel. Casou com quem? Quem se atreve a transformar esta história de amor num conto de Natal? Eu vou tentar, mas só publicarei dia 24.

 

Haiku 28 de Novembro de 2006

Arquivado como: escrita, poesia — jacky @ 10:15 am

 

A ORIGEM

O haiku deriva duma forma anterior de poesia, em voga no Japão entre os séculos IX e XII, designada por tanka; tinha 5 versos, de 5 e 7 sílabas, que tratavam temas religiosos ou ligados à corte.

No século XV, os muitos concursos de poesia tanka deram origem a um jogo de escrita de longos poemas: a primeira estrofe, de 3 versos (com 5, 7 e 5 sílabas), era sugerida por um poeta e as restantes iam surgindo e associando-se, num jogo competitivo entre vários poetas. Este tipo de poesia era a renga, de temática clássica, e os primeiros três versos (os mais importantes, pois serviam de mote) designavam-se por hokku. No século XVI, tornou-se mais popular o haikai-renga, de temática humorística.

Rapidamente a estrofe inicial de 3 versos acabou por se tornar uma forma independente de poesia. Mas só no século XIX, o mestre Masaoka Shiki lhe atribuiu um nome: haiku (pela junção das palavras haikai e hokku).

A EVOLUÇÃO

Bashô Matsuo (1644–1694), considerado o primeiro e maior poeta japonês de haiku, nasceu samurai e adoptou a simplicidade tanto na vida como na criação poética.

Enriqueceu o haiku, superando a artificialidade de poetas anteriores e tornando-o artistica e socialmente aceite. A par de poemas de carácter lúdico, começou a valorizar o papel do pensamento no haiku, imprimindo-lhe o espírito do budismo zen.

Versátil, os seus poemas sugeriam os mais variados estados de espírito: humor, depressão, euforia, confusão,… permitindo uma consciência da grandiosidade da natureza ( física e humana ).

Este caminho

Ninguém já o percorre,

Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida

Chega? Não sei.

Mas é seu perfume.

Outros poetas do género se lhe seguiram: Buson Yosa (séc. XVIII), Shiki Masaoka (séc. XIX), Koi Nagata (séc. XX).

De salientar Shiki, crítico de Bashô por considerar que a sua poesia carecia de pureza e tinha demasiados elementos explicativos: o haiku deveria ser a partilha de um momento e não a sua explicação, privilegiando a descrição visual e o estilo conciso.

Nem Shiki nem os poetas contemporâneos afirmaram uma ligação ao zen, como Bashô, embora seja inegável que a essência desta filosofia continue presente em muitas composições haiku.

As características

“O haiku é mais do que uma forma de poesia; é uma forma de ver o mundo. Cada haiku capta um momento de experiência; um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado,

a natureza humana, a vida”. (A. C. Missias, biólogo e poeta americano)

Basicamente, o haiku define-se como uma forma poética que, quanto à forma, tem três versos curtos e, quanto ao conteúdo, expressa uma percepção da natureza.

Os três versos (sem rima) apresentam, respectivamente, 5, 7 e 5 sílabas métricas japonesas. A métrica japonesa assenta essencialmente no elemento duração: por exemplo, a palavra Bashô, metricamente tem três sílabas ou unidades de som, porque o /o/ final é longo.

São dois os elementos de conteúdo, em não mais do que duas frases: uma percepção sensorial (particular e imediata) e uma percepção sugestiva (de maior amplitude circunstancial ou semântica). A separação entre os dois elementos é feita por uma palavra ou sinal gráfico (kireji).

A percepção sensorial parte de um vocábulo associado a um elemento da natureza e, frequentemente, às estações do ano (Kigo) O kigo representa o aqui e agora que originou uma dada emoção/sugestão.

Não apresenta objectividade, mas a subjectividade expressa provém sempre de uma objectividade captada pelos sentidos. Uma sensação concreta – visual, auditiva, táctil – permite associações, sentimentos, memórias, o reconhecimento de um conjunto mais amplo em que essa sensação se encaixa.

O kaiku capta o instantâneo, regista, enquadra, presentifica, evoca, emociona… a ligação semântica entre as palavras expostas será sempre feita pelo leitor.

É, pois, uma forma de poesia breve, depurada, bela, simples e fluente. É uma reacção estética minimalista à crescente consciência humana do caos.

Exige uma atenção aos mais pequenos eventos da natureza objectiva e imediata; uma permanente atitude de espanto perante o fenómeno da natureza.

Pressupõe uma relação entre o particular e o geral, entre o mais individualmente percebido e o ritmo cósmico da natureza, entre a efemeridade da sensação e o eco que esta pode despertar na sensibilidade e na memória, promovendo uma união entre o sujeito e o objecto. De referir que, no Oriente, o conceito de união entre o homem e a natureza é diferente do ocidental: o homem também é a natureza, por isso, o conceito de união remete para aquele momento específico em que o homem reconhece essa natureza a que ele também pertence.

O haiku foi absorvido por outras culturas e línguas, tendo ganho popularidade em diversas regiões do mundo durante o século XX, nomeadamente no Brasil, América, Canadá, França, Índia e alguns países dos Balcãs.

O haiku (frequentemente designado por haicai pelos poetas de expressão portuguesa) chegou ao Ocidente, quer pela via da imigração japonesa, quer pelo fascínio que o Oriente foi gradualmente exercendo sobre os ocidentais e que culminou, no caso da literatura portuguesa, no exotismo presente em textos simbolistas de final de século (Venceslau de Morais e Camilo Pessanha).

Venceslau de Moraes (1854-1929) cedo se sentiu fascinado pelo Japão, onde viveu largos anos, sendo a sua obra reflexo da cultura oriental. Traduziu diversos haiku japoneses, optando frequentemente pela quadra, por a considerar a única forma breve e popular que se equivale na tradição portuguesa. Mas, na opinião de alguns estudiosos, acabava por desvirtuar o espírito, e até o conteúdo, do original. Como exemplo, a tradução de Morais do famoso haiku de Bashô: “O velho tanque- / Uma rã mergulha, / barulho de água.”:

Um templo, um tanque musgoso;

Mudez, apenas cortada

Pelo ruído das rãs,

Saltando à água. Mais nada…

Já o poeta Herberto Helder (1930) , também tradutor de poesia de diversas culturas antigas, apresenta traduções mais aproximadas:


Primeira neve:

Bastante para vergar as folhas

Dos junquilhos.

Festa das flores.

Acompanhando a mãe,

Uma criança cega.

Monte de Higashi.

Como o corpo

Sob um lençol.

Ah, o passado.

O tempo onde se acumularam

Os dias lentos.


O haiku ocidental apresenta diferenças do tradicional japonês, principalmente no aspecto formal. Naturalmente, a especificidade da língua japonesa (o léxico, a sonoridade e o próprio conceito de sílaba métrica) inviabiliza qualquer reprodução fiel nas línguas ocidentais, surgindo mesmo distintas traduções para um mesmo poema. Dificilmente, a língua portuguesa e a inglesa, por exemplo, conseguem adoptar com rigor a métrica de 17 sílabas, distribuídas em versos de 5, 7 e 5 sílabas, sem perder a fluência, a leveza e a naturalidade que caracterizam o haiku japonês. Os haiku escritos ou traduzidos por ocidentais mantêm do original: a brevidade; a recorrência a vocábulos associados à natureza ou às estações do ano, a associação de percepções (sensoriais e emocionais) e a divisão da estrofe em três versos. A temática é mais abrangente.

A concisão da forma e, essencialmente, a percepção da natureza são elementos muito marcantes nalguns poetas contemporâneos, nomeadamente em Eugénio de Andrade e Albano Martins.

A poesia de Eugénio de Andrade ( 1923 ), poeta que nunca se integrou em qualquer movimento literário específico, caracteriza-se pelo valor dado à palavra, à imagem, à musicalidade, aproximando-o, entre outros, do simbolismo de Camilo Pessanha. Tende a rejeitar os dualismos da cultura ocidental, representando o Homem como um ser integrado numa realidade colectiva. Surge por vezes a analogia entre as idades do homem e as estações do ano e, através de descrições ou evocações físicas, tenta versar a plenitude da vida, a pluralidade dos instantes. São muitos os poemas breves ou de versos curtos, aparentemente simples, mas de grande profundidade:

Tocar um corpo

e o ar

e a língua de neve.

Tocar a erva

mortal e verde

de cinco noites

e o mar.

Um corpo nu.

E as praias fustigadas

pelo sol e o olhar.

As palavras, vício

torpe, antigo.

As últimas? As primeiras?

Como os ouriços

abrem-se ao rumor do mundo:

o sol ainda verde dos limões,

os esquilos

doutras tardes, o latido

da chuva nas janelas,

os velhos em redor do lume

- nunca foram tão belas.

Albano Martins (1930), actualmente professor universitário no Porto, tem-se distinguido particularmente no campo da poesia, do ensaio e da tradução. A sua obra poética caracteriza-se pelo encontro equilibrado entre a contenção (forma breve e linguagem depurada) e o poder imagético da palavra (suas inúmeras possibilidades associativas e metafóricas): “O ritmo / do universo/ cabe,/ inteiro,/ na pupila/ dum verso.” Em 1995, editou poesia haiku de sua autoria, sob o título “Com as flores do salgueiro – Homenagem a Bashô”. Aqui se transcrevem algumas composições:

Um pássaro

no ninho: uma gaiola

perfeita.

Crepúsculo. Gaivotas

em repouso velam

o cadáver do sol.

Uma concha bivalve:

borboleta do mar,

de asas fechadas.

Jogo de sedução

entre o vento e as folhas.

Prazer volátil.

Juncos em movimento.

Os cabelos da água

penteados pelo vento.

Borrão azul

na brancura da página:

o poema.

(informações retiradas daqui: haiku, poesia tradicional japonesa)

 

Histórias do absurdo 7 de Novembro de 2006

Arquivado como: escrita — jacky @ 3:11 pm

Escreve uma história onde deverás incluir pelo menos 3 destes tópicos:

  • uma banheira com asas de libelinha
  • um coelho em forma de pardal
  • um automóvel em biquini
  • um professor a fugir duma gaivota
  • um camelo a tocar flauta transversal
  • um bebé a cavalo num bacalhau
  • uma sanita a comer um pastel de belém
  • um elefante abraçado a uma borboleta
  • um telemóvel em forma de banana descascada

E pronto tens aqui os ingredientes necessários para escrever algo minimamente original :)

 

Intermusicalidade 7 de Novembro de 2006

Arquivado como: educação, escrita, música — jacky @ 9:27 am

Da mesma forma que na intertextualidade, há cruzamento de textos variados, palavras que estão ligadas a palavras de outros textos, ideias que fazem lembrar outras ideias, a intermusicalidade é música que faz relembrar outras músicas, videoclips que fazem lembrar outras imagens. Hoje em dia, é difícil criar coisas completamente inovadoras e privilegia-se a ligação em cadeia.

Quando o filhote me pediu para ver este videoclip Rock this party, do Bob Sinclair, expliquei-lhe que havia várias imagens que remetiam para outras imagens de outros videoclips antigos, muitos deles do meu tempo de juventude. Tentei então identificar todas as imagens mas tive alguma dificuldade com algumas.

A primeira deve ser uma banda de heavy metal que não identifiquei. A segunda tem a ver com the school of rock. A terceira é um grupo qualquer de rap. A quarta está relacionada com o Bob Marley. A quinta é outra banda de heavy metal. Depois, aparece uma imagem ligada a um velho carro americano (já agora se alguém souber a marca, o filhote ficaria encantado em saber. Bem andei a ver os Corvettes mas não era esse). Depois, aparecem os Beatles retratados. Depois deles, talvez seja o Eminem em cima da mesa que bate a porta no nariz a um fulano, que vai lá dizer para baixar a música, e que se parece estranhamente com o Juanes da famosa camisa negra. A seguir, sem dúvida nenhuma, remete-nos para o Saturday Night Fever com o John Travolta. O último videoclip famoso retratado é o Thriller do Michael Jackson (há muito que não consigo tolerá-lo, mas não há dúvidas que isto é um clássico de quase 15 minutos). Mostrei-o ao filhote. Disse-lhe que na altura era assustador embora depois ver os zombies a dançar me fizesse mais rir do que assustar. Logo no início, ele pergunta:

- Onde está o Michael Jackson?

- É este aqui a falar com aquela rapariga. - O filhote fica pasmo e diz:

- Mas então não são duas raparigas que estão a falar!? 8O - Pois, também a mim, me pareceu sempre estranha aquela fixação que ele tinha em parecer-se com a Diana Ross. Oxalá tivesse sido essa a sua única pancada…

E pronto, tudo o que meta o prefixo inter- ao barulho é complicado, porque temos de partir do pressuposto que as pessoas conhecem as outras coisas com que se relacionam. Em Português, está cada vez mais difícil relacionar textos. Os miúdos lêem pouco, estão interessados noutras coisas. Há dois anos por exemplo descobri que a maioria nem sabia a história do cavalo de Tróia e é grave. Já ninguém lhes conta histórias e as narrativas fazem parte de nós. O ser humano sem narrativas pessoal vive desestruturado. Por isso, peço-vos contem histórias às crianças sempre que puderem…

 

Desafio Regressos 28 de Agosto de 2006

Arquivado como: blogosfera, escrita — jacky @ 7:20 pm

O Fernando desafiou-me via blogue e msn e eu aceitei:

Não sou rapariga de Calmarias. A minha mente inquieta corre pelos campos da imaginação como as partículas no espaço à volta do Ponto Azul, que é o nosso planeta.

Não faço parte da Geração Heróina, mas da geração que comia bombokas e via o Dallas a preto & branco aos sábados à noite. Entre jogadas de monopólio e Espreguiçadelas, lá ficávamos acordados até às 23h para ver a série culto da altura!

Nunca fui à Africa Negra, talvez haja um dia a Angola da Utopia à Realidade. Quem sabe? Mas já fiz o inter-rail e conheci cidades como Praga, Budapest, Viena, Veneza, Genebra, Luxemburgo, Vitória, e claro revi Paris.

Nunca fui operada de coração aberto nem tive de atestado com diagnóstico: Mentecapto. Porém, já não tenho apêndice nem dentes do siso.

Nunca fui certinha nem penteadinha, mas quando acabam os dias e penso no que fiz, descubro sempre que fui feliz. De vez em quando, faço alguns Regressos ao Passado, mas em geral, estou de corpo e alma no Presente. A minha Arma Secreta? Viver com Amorizade

 

Arnaldo Antunes 23 de Agosto de 2006

Arquivado como: escrita, música — jacky @ 12:25 am

Estive a ver o Por outro lado, na 2, onde a Ana de Sousa Dias entrevistava o Arnaldo Antunes e fiquei fã da sua criatividade. Já gostava dele desde os tribalistas e desta letra que interpretei (e pelos vistos, como ele gosta de subverter a gramática, penso não ter inventado mal) :lol: Vou procurar a antologia que foi cá publicada, o único problema é que prometi que não comprava livros até ao Natal :cry:

A voz excepcionalmente grave do músico brasileiro Arnaldo Antunes é imediatamente reconhecível quando começa a falar. Tornou-se popular entre nós pelo êxito do projecto dos Tribalistas, cd que criou em 2003 com Marisa Monte e Carlinhos Brown e que nunca deu lugar a um espectáculo integral ao vivo. Nascido em São Paulo em 1960, Arnaldo diz que o essencial do seu trabalho é a utilização da palavra. E é esse, de facto, o elemento que têm em comum a sua poesia (com onze livros publicados, incluindo agora uma antologia editada em Portugal pela Quási), as artes plásticas e a música. A lista dos que interpretam canções suas é infindável - de Marisa Monte aos portugueses Clã, com quem tem trabalhado nos últimos anos.

 

Story elements 11 de Julho de 2006

Arquivado como: escrita — jacky @ 3:23 pm

Eis um bom sistema para se criar uma estória através deste link.