Sou professora, embora não exerça. Ser professor não é um ESTAR, é um SER. É algo que faz parte de mim e serei professora até morrer. Estarei sempre pronta para ensinar conhecimentos, tácticas, técnicas, valores, atitudes; Estarei sempre presente para ouvir e falar, dar conselhos, sorrir e até chorar se for preciso.
Já não exerço e sei que muitos dos meus colegas, se pudessem escolher e desistir, fariam o mesmo, o que é pena. Por isso, apelo a todos os meus colegas professores (os que exercem e os que já não, mas são professores, de corpo e alma) que se juntem na manifestação de amanhã. Vamos lutar, porque merecemos e também os nossos alunos!
Ena pá, tenho visitado o Paulo antes de ele estar no top do wordpress (e com muito mérito) há tanto tempo que já lhe perdi a conta. Comecei a ver o prós e contras na RTP1 e, de repente, um nome reteve a minha atenção: blablablá Paulo Guinote bláblá e fiquei logo atenta! E não é que é mesmo o Paulo? Parabéns Paulo! Obrigada por nos representar
Perfeito, perfeito, era o Antero estar lá a ilustrar o debate!
Foi com profunda tristeza que vi na TV uma professora a ser agredida por uma aluna só por lhe ter tirado com razão o telemóvel. Fiquei extremamente chocada, não só pela violência verbal e física que a aluna usou contra a professora, como também pelas gargalhadas gerais da turma, por nenhum aluno ter mexido uma palha para moderar a aluna e por ainda terem assistido ao evento como se dum espéctaculo de circo se tratasse. Mais chocante ainda é que EU ESTUDEI NO CAROLINA. Foi sempre uma escola boa, de qualidade, embora pública e nunca pensei que se abandalhasse pelos próprios alunos… Que dizer mais?
Todas as pessoas têm habitozinhos um pouquinho irritantes para o resto dos comuns mortais que convivem com elas. Eu tenho o habitozinho de estar sempre a coçar o nariz e a olhar por cima dos óculos. Há também quem tenha o habitozinho de tirar catotas do nariz, de enrolar o cabelo nos dedos, de tamborilar os dedos e mais uma série deles… E tu, qual é o teu habitozinho? Não queres partilhá-lo aqui connosco?
Deixo-vos aqui este video de uma moça que não tem o habitozinho das limpezas
Eis como ficou o famoso trabalho de História sobre a crise de 1383-1385. Ficam as fotos, resultado de muitas horas a pesquisar imagens de reis, rainhas e cavaleiros, pintar, furar tubos de rolos de papel higiénico, cortar e colocar arames, cortar uma cana, furar a cana, colar papéis nos rolos e fazer uma árvore genealógica da sucessão ao trono…
Mas como estava muito artesanal e tosco e afinal contava para a nota como um teste, ainda estivemos a fazer um estandarte com marionetes de dedo. Eis o resultado:
Então, dá para um 4 ou um 5? Ficamos à espera da tua avaliação!
Numa escola oficial estava a ocorrer uma situação inusitada: uma turma de miúdas de 12 anos, que usavam baton todos os dias, removiam o excesso beijando o espelho da casa de banho.
O director andava bastante aborrecido, porque a senhora da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas,
como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de baton. Chegou a chamar a sua atenção durante quase 2 meses, e nada mudou, todos os dias acontecia a mesma coisa….
Um dia, o director juntou as meninas e a senhora da limpeza na casa de banho, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Depois de uma hora a falar, e elas com cara de gozo, o director pediu à senhora “para demonstrar a dificuldade do trabalho”.
A senhora da limpeza imediatamente pegou no pano, molhou na sanita e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!!!!
Gosto de ajudar toda a gente. Semear amorizade nos corações das pessoas costuma gerar afectos momentâneos ou até amizades que resistem ao tempo. Desde que sou adolescente, que gosto de ajudar crianças necessitadas a fazer os deveres para poderem quebrar o ciclo da miséria e da solidão, para poderem mais tarde ajudar outras pessoas, numa corrente de solidariedade.
Durante o 1º ciclo, ajudei 2 ou 3 meninos da turma do meu filho a fazer os deveres e fi-lo sempre sem ser remunerada pois o meu objectivo não era ganhar dinheiro. Um dos meninos que se juntou a nós mais tarde era bastante conflituoso, mas mesmo assim decidi ajudar a mãe dele pois tinha sido mãe de novo há pouco tempo e precisava de trabalhar. O menino quando eu não estava a ver, batia nas meninas se elas não fizessem o que ele queria e pior ainda, virava o meu filho contra mim, incitando-o a desobedecer-me. Tentei resolver o problema falando com o menino mas não consegui. Passados uns meses, decidi então falar com os pais para lhes explicar a situação pois era impossível trabalhar assim naquele ambiente, pois sempre que saía da sala ou atendia ao telefone, tudo voltava ao mesmo. Os pais embora não ficassem contentes, disseram que iam falar com o filho, que não podia ser assim e que não iria mais durante uns tempos de castigo.
Passadas umas semanas, comecei a reparar que as pessoas me olhavam de lado à porta da escola e acabei por descobrir que a mãe do menino andava a difamar-me a todos os que a quisessem ouvir e passara a ignorar-me em vez de me cumprimentar. Dizia mal de mim por todo e qualquer motivo. Como não sou de conflitos, nem de andar em contos e ditos, ignorei a situação e mantive a minha postura de quem não deve não teme, embora um pouco triste pela falta de gratidão da senhora pelos meses que passei a ensinar o filho dela. A difamação continuou até ao fim do 4º ano.
Quando este ano, passaram para o 5º ano, fiquei aliviada por ficarem em escolas diferentes. Achei que a difamação acabaria ali. Enganei-me. Ontem, descobri que continua a dizer mal de mim à mãe de uma menina que também era da turma do 1º ciclo e que ficou na mesma escola do meu filho. Arranjaram uma história escabrosa que ele andava a chamar nomes à menina. Como já começava a ser demais, liguei à mãe da menina para tentar esclarecer a situação. A senhora simplesmente começou a gritar comigo, a dizer que a educação que eu dava ao meu filho era insultar meninas e que estava ocupada e que lhe ligasse depois e desligou-me o telefone.
Que mal lhe fiz eu para me falar assim? Eu bem sei que é a mãe do menino que conversa com ela frequentemente que lhes esteve a encher a cabeça. Também sei que, agora, deve haver imensos pais lá na escola que vão começar a olhar de lado para mim, pois devem saber coisas a meu respeito que, por mais imaginação que eu tenha, possa descobrir. E agora pergunto-me: o que é que as pessoas ganham em difamar outras? São assim tão mesquinhas que a única forma de sobressairem das outras é enxovalhar outras que nada de mal lhes fizeram? Quando é que isto vai acabar? É que estou a cansar-me de tudo isto e hoje elas conseguiram deprimir-me…
O Antero é impagável! Adoro o pormenorzinho das pernas peludas dos candidatos e dos cabelos ripados das candidatas! Assim, não dá! Nem me atrevo a concorrer: a concorrência é demasiadamente desleal!
Já agora, uma pergunta: quais são os parâmetros de avaliação? Ah… E quem vai votar?
marcar TPC sem verificar se o aluno pode realmente fazê-los.*
marcar TPC e não verificar quem os fez.
marcar TPC e não os corrigir, pelo menos, em grupo.
marcar TPC de um dia para o outro que demorem ao todo (a partir do 5º ano, todas as disciplinas) mais do que uma hora.
* Uma vez, pediam para medir a perna duma rã. Será que todas as casas do país têm uma rãzinha à mão para lhe medir a perna?
Certo:
marcar TPC para verificar se o aluno compreendeu o que foi conversado na aula.
marcar TPC de sistematização da matéria como por exemplo fazer esquemas ou mapas conceptuais.
marcar TPC e verificar se o aluno os fez, se os compreendeu, podendo mandar ao quadro um aluno alternadamente corrigi-los e/ou de vez em quando levar alguns cadernos diários, principalmente dos alunos com menos rendimento escolar, para ver quais as dificuldades do aluno.**
marcar menos TPC em semanas de testes.
** sei que é bastante complicado quando se tem muitas turmas e muitos alunos e ainda se precisa de encher chouriços em aulas de substituição ou outras coisas do género…
Aceitam-se outras sugestões! Quem quer contribuir com ideias?
Eu, jacky, moradora em tal, telefone coiso, candidato-me ao lugar de PU i.e. Professora Única, devido às seguintes razões:
Tenho desde pequena uma grande habilidade para PTC i.e. Pau para Toda a Colher, o que me proporciona uns pontos percentuais à frente de inúmeros colegas. Senão vejamos o meu projecto para a minha prática lectiva como PU:
Trabalhos Manuais: pintar a cara, colocar bola vermelha no nariz; enfiar fato almofadado para prevenir…
Educação Musical: proponho visitas de estudos assíduas aos bairros vizinhos, para que todos os educandos possam ter a possibilidade de tocar muitas campainhas.
Educação Física: actividade ligada à anterior: depois de tocar às campainhas, os educandos poderão correr os 100m, 200m ou 400m barreiras, conforme a distância das portas vizinhas.
Matemática: proponho aos educandos (com ajuda dos encarregados de educação e pessoal docente em ATL) que façam malabarismo numérico na gestão dos recursos da escola.
Física e Química: grandes experiências em laboratório feito com líquidos trazidos pelos educandos (pois a Matemática não resolve tudo), mistura-se tudo e depois estudam-se os resultados.
Educação Visual e Tecnológica: aproveitar o colorido da disciplina anterior para disfarçar os buracos das paredes.
Educação Moral: ensinar o milagre da multiplicação dos pães em cantina escolar (se ela existir).
História: saber escrever a data de cada dia por extenso.
Geografia: saber qual o caminho de casa à escola, escola casa.
Genealogia: pendurar os retratos do 1ª Ministro e da ME em cada sala de aula.
Ciências: distinguir um frango gripado duma vaca louca.
Português: propôr a abolição de letras que só estorvam como c, ch, qu, ss, etc e ficarmos só com K, X e vogais, i9ar com ensino à distância via sms (podem não sobreviver aos estímulos visuais das salas).
E para já, não me ocorre mais nada, subscrevo-me na expectativa de me tornar a 1ª PU de Portugal…
Não é a questão de haver um PU até ao 6º ano que me perturba, é saber quem vão ser os PU que vão ensinar os semi-adolescentes (modalidade didactica entre a infância e a adolescência). Quem é que eles querem (des)promover: os professores do 1º ciclo ou os do 2º e 3º ciclos? Será que um PU vindo do 1º ciclo e que se especializou por exemplo em Trabalhos Manuais ou Educação Física (mas que ficou colocado com turmas inteiras como PU) saberá Matemática, Português, História, Ciências, etc o suficiente para ensinar aos seus alunos? Vão se sobrecarregar os PU de trabalho de investigação na escola e principalmente em casa? E os outros professores do 2º ciclo especializados nas suas disciplinas vão para o desemprego ou vão para a reciclagem tipo lavar pratos nas cantinas e/ou porteiros? Banda larga já há em todas as escolas, mas e os computadores? E os Manuais? Afinal, os manuais não iam dar de uns anos para os outros até à eternidade? Ou um PU também vai ter de andar com 10 manuais etc e tal? Um PU também vai dar EVT e EF? Porque se o PU pode dar Matemática e História, não vejo por que não terá também habilidades inatas para o desenho, os scoubidous, as cambalhotas para à frente e para trás, os desportos colectivos, o corta-mato e o pino? E quando começarem os cursos profissionais nas escolas, o PU também terá de mudar pneus nas oficinas e cozinhar os almoços e os lanches dos alunos na sala transformada em refeitório?
Já agora, também proponho que o PU seja bom costureiro para remendar os fundos das calças dos alunos e cabeleireiro para fazer umas madeixas ao pessoal… Vai ser PUtente vai…
Nunca pensei que um pedido aos professores para que fossem mais razoáveis na marcação de deveres de um dia para o outro, motivasse respostas deste género.
Lamento principalmente a conclusão em que diz: « (…) E, já agora, eu, que sou naturalmente pelo sim à interrupção voluntária da gravidez, também seria pelo sim à laqueação de trompas de certas mães e à vasectomia de certos pais.»
Vou continuar a escrever sobre os TPC e dar exemplos concretos de TPC completamente descabidos e já agora de outros que são realmente potenciadores de aprendizagens significativas porque o debate de ideias só pode ser benéfico e desafio a todos os que passam por aqui que escrevam sobre este tema para criticarem o que acham errado e darem sugestões daquilo que se poderia fazer para melhorar os TPC e o ensino em Portugal.
A não ser que a criança tenha apoio em casa ou no ATL, é certo e sabido que os TPC em vez de promoverem as aprendizagens aumentam apenas as desigualdades sociais. Uma criança que esteja por exemplo no 5º ano e que tenha de fazer os TPC sozinha em casa, sem qualquer ajuda dos pais porque não têm condições económicas para a colocar num ATL ou explicador e que não têm saberes suficientes para a apoiar, terá muitas vezes dificuldades em fazê-los e até pouca motivação. Há também os casos dos miúdos às quais os pais pouco ligam porque estão distraídos com o trabalho, os problemas, as depressões e inúmeras outras coisas, que não os fazem porque nem vale a pena…
É verdade também que os TPC se forem pequenos e orientados pelo professor é uma mais-valia para a aprendizagem e também um indicador para o professor e para o aluno se entendeu ou não a matéria. Isso num caso ideal, claro. A maioria das vezes, o professor marca deveres sem sequer ter consciência se são passíveis de serem feitos pelo aluno médio que tem em mão e se tem condições atmosféricas e principalmente tempo para os fazer. Além de que muitos nem se dão ao trabalho de os corrigir em grupo, quanto mais dar uma vista de olhos individualmente…
Como professora, raramente dava TPC, e quando o fazia, eram sempre exercícios muito pequenos, que demorariam no máximo 10mn a serem feitos e se fossem trabalhos maiores, dava sempre pelo menos 15 dias ou mais de prazo para serem feitos. Em geral, os TPC apareciam feitos pelos alunos que eram aplicados (ou os pais deles?) e raramente por outros…
E este relambório todo porquê? Porque EU COMO MÃE estou farta dos TPC do meu filho. Não há dia que ele não traga bateladas de TPC para fazer. Coisas completamente absurdas, demasiado grandes, exercícios incompreensiveis dos manuais que acredito que alguns professores marcam sem se darem ao trabalho de ler! E fico sempre com pena dos miúdos da turma do filhote que não têm ajudas e se devem ver aflitos para os fazerem. E depois também me irrita o que pedem. Por exemplo: há um caso em que pedem para fazer o desenho das divisões duma casa numa folha A3!!! Mas quantos pais terão folhas A3 em casa? Eu, por ex, tive de as ir comprar! Um bloco de 20 para gastar 2. Será que estamos em tempo de desperdiçar dinheiro com preciosismos destes? (Coitado do ensino gratuito até ao 9º ano…)
Senhores professores, sejam razoáveis. Não há condições para se ler 4 páginas de História, mais 4 de Ciências, mais 2 páginas de exercícios de Matemática, mais decorar poemas a Português e 5 exercícios de Inglês num ou dois dias… Gostava também de poder estar com o filhote sem ser sempre a massacrá-lo com os TPC!
Eu assinei a petição contra a TLEBS, não por ser conservadora e lutar contra a mudança, mas por não ter ainda percebido o que é isto… Se alguém me fizesse um desenho (posso propôr a contratação do Antero?), agradecia!
Estas regras funcionam eficazmente com crianças e adolescentes entre os 8 e os 15 anos, mas na verdade penso que a maioria destas regras podem ser aplicadas a outras idades e até à comunicação em geral com outras pessoas.
(inspirado em sugestões de Isabelle Filliozat)
Partiu um copo. O normal (e falo por mim que odeio vidros partidos e só me apetece berrar quando acontece isto em casa) é dizer:
- Foste tu que partiste o copo? Não tens cuidado nenhum. É sempre a mesma coisa. Raisparta… etc etc e vamos depressa buscar o aspirador, enquanto continuamos a berrar para tirarem o cão do caminho e de ele não andar descalço que ainda se espeta num vidro e então aí sim é que vai ser um problema etc etc (ok ok eu exagero, mea culpa, esta regra é especialmente para mim )
6ª regra: descrever o problema.
Descreve-se o que aconteceu, ensinando então o que se deve fazer de seguida, de forma a que possa compensar os estragos que fez:
- Um copo está partido. É preciso não se andar descalço, impedir o cão de vir para aqui, varrer os bocados partidos para o apanhador e aspirar os bocados pequenos para que ninguém se magoe. (aprende, jacky, aprende a não ficares ansiosa com os bocados de vidros espalhados pela casa).
Se a criança participar na resolução do problema, consciencializa-se da sua responsabilidade no copo partido e para a próxima, além de ter mais cuidado, saberá o que fazer para resolver o problema.
Descrever problemas também serve para os incitar para a acção:
- O cão não tem água.
É bom que tenha a iniciativa de se oferecer para pôr água ao cão, por exemplo.
Estas regras funcionam eficazmente com crianças e adolescentes entre os 8 e os 15 anos, mas na verdade penso que a maioria destas regras podem ser aplicadas a outras idades e até à comunicação em geral com outras pessoas.
(inspirado em sugestões de Isabelle Filliozat)
É necessário desenvolver nas crianças o sentido da responsabilidade e a melhor forma de o fazer é dar instruções precisas sem juizos de valor, de como se fazem as coisas e o porquê de serem feitas. Vai permitir-lhe visualizar as tarefas a fazer e organizá-las no seu cérebro.
5ª regra: informar.
Dar instruções claras em vez de recriminar. Por exemplo, se descascar uma banana e deixar a casca em cima da mesa. Em vez de se dizer:
- Já não estás fartinho de saber que as cascas não são para ficarem em cima da mesa? – É preferível dizer:
- Depois de se descascar uma banana, a casca vai para o balde do lixo, do lado vermelho, onde é o lixo normal, e não no amarelo, onde é as embalagens. – Já agora, eles acham muita piada às publicidades da reciclagem principalmente àquela em que a lata de atum se transforma na bicicleta da minha tia! Habituem-se a separar o lixo, é só uma questão de organização e não custa nada.
Da mesma forma que na intertextualidade, há cruzamento de textos variados, palavras que estão ligadas a palavras de outros textos, ideias que fazem lembrar outras ideias, a intermusicalidade é música que faz relembrar outras músicas, videoclips que fazem lembrar outras imagens. Hoje em dia, é difícil criar coisas completamente inovadoras e privilegia-se a ligação em cadeia.
Quando o filhote me pediu para ver este videoclip Rock this party, do Bob Sinclair, expliquei-lhe que havia várias imagens que remetiam para outras imagens de outros videoclips antigos, muitos deles do meu tempo de juventude. Tentei então identificar todas as imagens mas tive alguma dificuldade com algumas.
A primeira deve ser uma banda de heavy metal que não identifiquei. A segunda tem a ver com the school of rock. A terceira é um grupo qualquer de rap. A quarta está relacionada com o Bob Marley. A quinta é outra banda de heavy metal. Depois, aparece uma imagem ligada a um velho carro americano (já agora se alguém souber a marca, o filhote ficaria encantado em saber. Bem andei a ver os Corvettes mas não era esse). Depois, aparecem os Beatles retratados. Depois deles, talvez seja o Eminem em cima da mesa que bate a porta no nariz a um fulano, que vai lá dizer para baixar a música, e que se parece estranhamente com o Juanes da famosa camisa negra. A seguir, sem dúvida nenhuma, remete-nos para o Saturday Night Fever com o John Travolta. O último videoclip famoso retratado é o Thriller do Michael Jackson (há muito que não consigo tolerá-lo, mas não há dúvidas que isto é um clássico de quase 15 minutos). Mostrei-o ao filhote. Disse-lhe que na altura era assustador embora depois ver os zombies a dançar me fizesse mais rir do que assustar. Logo no início, ele pergunta:
- Onde está o Michael Jackson?
- É este aqui a falar com aquela rapariga. – O filhote fica pasmo e diz:
- Mas então não são duas raparigas que estão a falar!? – Pois, também a mim, me pareceu sempre estranha aquela fixação que ele tinha em parecer-se com a Diana Ross. Oxalá tivesse sido essa a sua única pancada…
E pronto, tudo o que meta o prefixo inter- ao barulho é complicado, porque temos de partir do pressuposto que as pessoas conhecem as outras coisas com que se relacionam. Em Português, está cada vez mais difícil relacionar textos. Os miúdos lêem pouco, estão interessados noutras coisas. Há dois anos por exemplo descobri que a maioria nem sabia a história do cavalo de Tróia e é grave. Já ninguém lhes conta histórias e as narrativas fazem parte de nós. O ser humano sem narrativas pessoal vive desestruturado. Por isso, peço-vos contem histórias às crianças sempre que puderem…
Estas regras funcionam eficazmente com crianças e adolescentes entre os 8 e os 15 anos, mas na verdade penso que a maioria destas regras podem ser aplicadas a outras idades e até à comunicação em geral com outras pessoas.
(inspirado em sugestões de Isabelle Filliozat)
Quando começam a fazer muitas asneiras, a terem más notas e que a relação entre pais e filhos se começa a degradar, é importante parar com as reprimendas, os castigos, as irritações e ter tempo para estarem juntos. É importante acima de tudo compreender o motivo desta confusão, deste mudar de atitude. Às vezes, é apenas o mascarar de ansiedades e angústias, de problemas com a auto-estima, uma depressão nascente. Principalmente os rapazes, costumam transformar tristeza em agressividade. É óbvio que não se vai também premiar os maus comportamentos. É preciso ter tempo para se conversar, dar-lhes a entender que podem confiar porque só assim poderão cooperar.
4ª regra: estarem juntos.
Quando uma criança é ouvida com atenção, quando a olhamos nos olhos quando nos fala, quando paramos as múltiplas tarefas que estamos a fazer para ter tempo, para estar realmente disponível, a comunicação passa. Devem então conversar sobre os motivos e as razões que levam aos maus comportamentos e depois, sim, tomar as medidas necessárias para a alteração desse comportamento.