dúvida publicitária 24/03/2008
Porque é que as crianças dos anúncios publicitários portugueses têm sempre os olhos azuis se a maioria tem olhos castanhos?
PS. Sou uma desnaturada, abandonei a escrita e nem vos desejei boa Páscoa nem boa Primavera, por isso, desejo-vos uma boa semana recheada de amorizade
Trânsito 01/03/2008
Será que já não há publicidades equilibradas? Uns sugerem que quem não tem o trânsito intestinal regular, anda mal-humorado! Outros afirmam que ter o trânsito fluído é desagradável! E se se decidissem, sim?
Recordando… 26/01/2008
- Os anos passam por mim, dizem… sem estacionar. Pareço ter sempre a mesma idade e se calhar tenho cá dentro.
Há dias descobri que faleceu o Carlos. Quem? Pensam vocês. Eu sei que não vos diz nada, mas a mim diz muito. Era um cantor francês da minha infância que eu adorava. Não era o mais popular, nem sequer o mais bonito, talvez nem fosse o mais talentoso, mas foi com certeza aquele que mais me transmitiu alegria. Ele era uma pessoa feliz e partilhava esse sentimento através das suas canções. Várias me ficaram no ouvido e a mais famosa foi o BIG BISOU. Cantava-se a dançava-se essa canção em todas as festas e davam-se os beijinhos conforme ele mandava, ou talvez não, pois o beijo na boca não era para os mais tímidos!

————————————————————————————————————————————————
E por falar em recordações, há dias estava no AXN mas nem estava a olhar para a TV. De relance vi um actor no Stargate e disse assim: – Ena pá, este é o Mac Gyver! (E estava chocada porque não parecia ele, ele envelheceu muito…) Mas teimaram comigo que não. Esqueci o assunto.
Hoje voltei a ver um anúncio do Stargate e disse de novo: – É mesmo o Mac Gyver! E fui investigar. lembrei-me do nome dele: Richard Dean Anderson. E era mesmo ele. Ai que saudades do engenhocas que tirava energia das plantas e era capaz de montar as mais sofisticadas armadilhas com um clip. Ele sim foi o verdadeiro criador do simplex! E pronto, sei que estou a ficar uma cota saudosista e se os anos estacionam em alguns, comigo continuam a passar ao longe…
Aqui com carinha de MacGyver (look à Adam Curry) e na outra com mais uns vinte anos em cima…
![]()
4 04/01/2008

Gosto do 4. É o meu favorito! 4 que é gémeo falso do A, sempre de perna cruzada, talvez instalado no sofá ou à saída de um pub irlandês para comprovar que uma Guinness não perturba a mente.
o 4 é também o número que representa melhor a Natureza: as 4 estações: Primavera, Verão, Outono, Inverno; os elementos vitais: água, ar, fogo e terra; os 4 pontos cardeais: Norte,Este, Sul, Oeste.
o 4 também está presente no lúdico: havendo 4 pintas nas cartas: copas, ouros, espadas e (Em francês, cœur, carreau, pique et trèfle.
o 4 representa o equilíbrio e a plenitude através do quadrado e a sorte com o trevo de 4 folhas.
Na Bíblia, há os 4 Evangelhos.
Na linguagem, fala-se de pregar aos 4 ventos, de viajar para os 4 cantos da Terra e das 4 dimensões espacio-temporais.
No dia 4, também nasceram pessoas das quais gosto muito. Hoje: a minha amiga Paula Tinoco de há 26 anos e mais recentemente a Filipa Prieto. Muitos parabéns! Um dia muito feliz
Despedida humorística 31/12/2007
Ontem, em conversa com amigos e sobre o que as pessoas dizem ou fazem durante o sexo, fiquei a saber que há quem goste de dizer palavrões durante o acto e outros que não gostam. Como sou uma rapariga que sempre foi boa com as palavras e que gosta de partilhar conhecimentos, deixo-vos aqui umas alternativas eruditas aos palavrões sexuais para usarem em 2008 abundantemente!
Adoro o teu car****!
—> Adulo o teu órgão genital!
Estou com tes**!
—> Tenho o meu membro distendido!
Apalpa-me as mamas!
—> Indaga-me os meus órgãos glandulares proeminentes!
Quero-te comer o c*!
—> Desejo saborear o teu pódice!
Posso fazer-te um b*****?
—> – Permites-me linguarejar o teu falo?
—> – Autorizas-me a musicar a tua gaita?
Vou-te fazer um m*****!
—> Vou sorver o interior dos teus lábios inferiores!
Anda cá dar o teu naco!
—> Devota-me a tua vagina!
F***-me
—> Por favor, podes perscrutar-me?
—> Vamos copular?
—> Vamos unir o meu membro erecto na elasticidade das tuas paredes vaginais?
Espor**-me!
- Deixa-me ser o receptáculo do teu esperma!
E pronto, depois deste post, penso que o meu blogue vai ser bloqueado pela maioria dos filtros electrónicos… Despeço-me de 2007 com muita amorizade e desejo-vos um ano de 2008 muito erudito a nível sexual, pelo menos! Usem uma cábula para não se esquecerem dos termos! E sejam felizes!
Jacky e o Peru de Natal II 27/12/2007
No dia de Natal, levantei-me então de madrugada para tratar do Gaspar! Eram cerca das 7h30. Tirei-o do banho de beleza que incluía laranjas, limões, especiarias variadas e até um pau de canela.

Depois, deixei-o a escorrer e fui fazer o picado. Cortei a carne aos bocadinhos e as variadas carnes frias, as ameixas e os alperces secos, com a ajuda da minha grande amiga Claudia aka Ponto Azul
Entretanto, fui buscar a picadora ao armário e comecei a picar tudo. Primeiro problema: não picava! Segundo problema: começa a cheirar a queimado e damo-nos conta que a picadora estava a deitar fumo!!! Deitou-se a picadora ao lixo que tralha já há que chegue aqui em casa e lembramo-nos da varinha mágica para remediar a situação. Terceiro problema: fazia barulho mas a varinha mantinha-se impávida e serena! Desisti então de enfiar o picado no rabo do Gaspar e lá foi ele fazer sauna assim ao natural para dentro do forno… durante várias horas.
Passado algum tempo, descascamos as batatas que nos tinham sido recambiadas como: – Estas batatas são muito boas!!! Algumas estavam podres por dentro. Lixo! Juntámos as batatas ao peru para assarem. Quis fazer arroz para acompanhar pois havia crianças no almoço que preferem arroz a batatas. Quarto problema: a placa não funcionava por causa do calor do forno.
Passado mais algum tempo, fomos salpicando o Gaspar com vinho branco e virando-o para ele não se queimar. As batatas ao fim de muitos minutos não assavam. Os meus pais chegaram com a picadora deles e eu decidi fazer o picado à parte. Preparei tudo e pus no forno a assar juntamente com as batatas e o Gaspar.
Por volta das 13h, o Gaspar estava pronto a ser apresentado aos ilustres convidados da minha imensa mansão. Liguei-lhes pelos telemóveis para virem do quarto nº 100 até à sala de jantar
e servi finalmente o almoço. O Ambrósio estava de folga, tive que ser mesmo eu! Quinto problema: as castanhas e as cenourinhas estavam quase queimadas mas as batatas continuavam semi-cruas ao fim de várias horas…
Não sou nenhuma decoradora de pratos, por isso coloquei o Gaspar assim mesmo na mesa.

Comemos o peru, o picado, as castanhas e as cenourinhas bebé enquanto as batatas continuavam sozinhas no forno a assar. Já no final da refeição, à hora da sobremesa, os cornos, perdão! as batatas ainda estavam semi-cruas…
Vieram então as sobremesas tradicionais como o pão de Ló, o bolo-rei, a aletria, formigos e ainda uma coisa nova que experimentei fazer chamada mousse de chocolate com chocolate branco e manga. E estava uma delícia!!! Prometo publicar foto e receita logo que possível.
E pronto, assim acabou a minha aventura de Natal com o Gaspar. Para o ano há mais. Talvez com o Belchior ou o Baltazar, quem sabe?
Jacky e o Peru de Natal 24/12/2007
Mas será que não se fala em mais nada estes dias? Pois, eu sei, tema repetitivo, mas vão ter que levar com ele também neste blogue.
Este ano, sou eu que vou cozinhar na véspera de Natal (o famoso bacalhau cozido com batatas) e também no próprio dia. Este ano, para ser diferente, decidi fazer Peru recheado pela primeira vez. Pensei que o pessoal ia gostar de uma mudança nos nossos hábitos. Mas… confiam tanto nas minhas capacidades culinárias que começaram logo os comentários:
- Um peru? Quê coxas? Tão grande? E tu sabes fazer? Um peru inteiro? Hein? Vais fazer um perúuu???
E pronto, desde então, instalou-se o pânico geral na família! Encomendaram-me um peru de 4 kg (o mais pequeno) e já queriam que fosse congelado, preparado, embalsamado, eu sei lá que mais… Eu, como sou uma net girl, andei a ver na net várias receitas e fiz um apanhado para ir comprar os ingredientes que eram precisos.
Ontem, no hipermercado, outra aventura! Tinha lido que tinha de cozer o peru com um fio especial para o recheio não sair durante a cozedura mas e arranjar o raio do fio na secção dos utensílios? Nada! Tirei então um bilhete para o talho e esperei com o meu ar inocente e tótó. Quando me atenderam expliquei que ia fazer o meu primeiro peru e que precisava de fio e não saber qual era… O responsável da secção foi especialmente comigo à secção bricolage à procura do famoso fio mas ou havia grosso ou havia fino. Voltámos ao talho e mandou alguém buscar o fio lá dentro para me dar algum para o meu famoso peru. Há coisas simpáticas, não há?
Entretanto, o peru sempre que se abria a porta do frigorífico acenava com a cabeça e gluglusava quando lhe dizíamos: – Olá Gaspar! Porque o baptizámos como manda a boa educação com o mesmo nome do peru de Natal da série conta-me como foi (RTP1 domingos à noite).
Nesta altura, o Gaspar encontra-se de boa saúde a fazer um banho de beleza há várias horas entre laranjas, limões e especiarias várias. Logo à noite far-se-á o recheio para lhe enfiar no traseiro, com ameixas pretas, carnes variadas e pinhões (que custaram os olhos da cara).
Mesmo que o peru fique intragável, pelo menos, ficará para a história como o perú mais acarinhado e apaparicado depois de criticado e argumentado por todos! Se ficar óptimo, tiro foto e publico a receita…
E pronto, lá me vou para a cozinha, namorar mais um pouco o Gaspar, mas não quero partir sem vos desejar a todos um Natal muito doce! Não se esqueçam que mesmo que se sintam sós, estarei a pensar em vocês que por aqui passam e que de certa forma estão ligados a mim por laços de amorizade. Um abraço apertadinho e até amanhã!
Mesmo que não tenhas neste Natal aquilo que desejas, ama os que te amam!
Pensamento maratona do dia 12/12/2007
Sou mestre em dizer desta água não beberei,
só que depois bebo e sacia-me a sede!
Jacky (12.12.2007)
Falling 23/10/2007
Falaste muitas palavras que se acotovelavam umas atrás das outras, mas nem as conseguia ouvir. Eram tantas que se avolumaram, formaram uma corrente onde a minha mente estava prestes a afogar-se, onde o teu amor se tinha deixado levar. Se, pelo menos, conseguisse agarrar uma delas, daquelas que ainda estavam presas ao passado, daquelas que ainda guardavam sorrisos e carícias dentro de si… Essas foram as primeiras a desvanecerem-se no turbilhão de emoções que corriam dentro de ti, contra mim…
Misturaram-se as palavras. Baralharam-se. Deixaram de fazer sentido juntas. Perderam-se as palavras que eram nossas e eu assim fiquei como ilha isolada em oceano hostil, palmeiras fustigadas por furacões sucessivos e incessantes, recolhida em mim apenas para sobreviver mas com vontade de me deixar apagar do mapa…
Boa sorte… Ficaram apenas estas duas palavras que vi sairem por entre os teus lábios fechados. Boa sorte… Sou ilha. Mesmo perdida, serei sempre o sonho de alguém, a evasão de uma alma perdida como eu…
Jacky (23.10.2007)
Devaneio inspirado nesta canção de Vanessa da Mata & Ben Harper, Boa Sorte/Good Luck
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That’s it
There’s no way
It’s over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It’s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais
medo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world in the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It’s too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There’s no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais
Now we’re falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
Um bom encontro é de dois
Now we’re falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
God only knows 21/05/2007
Não sei se te vou amar para sempre. Só Deus sabe quanto tempo dura a eternidade. O que eu sei é que era feliz antes de te conhecer e agora não sei viver sem ti. Em cada dia que nasce há o teu olhar e em cada noite que finda há os teus sonhos.
Se algum dia me deixares, a vida encarregar-se-á de repôr no lugar as horas longas de cada dia, que agora correm velozes. Se algum dia me deixares, não desejarei a morte. Não saberei simplesmente viver os dias felizes sem ti…
Jacky (21.05.2007)

Devaneio inspirado na canção God Only Knows dos Beach Boys, com letra aqui.
The scientist 16/05/2007
O que é que nos aconteceu? Porque deixámos que a vida esfiasse o afecto?
Se, ao menos, pudesse voltar atrás e recomeçar. Voltar a conhecer-te, ficar encantada com o teu sorriso e tu com os sinais que espreitavam pelo decote. Deixar o enlevo tomar conta de nós. Ficar contigo, do teu lado, sempre. Não deixar que os outros interferissem. Voltar a partilhar o tempo. Aprender um com o outro…
Se, ao menos, pudesse voltar atrás e recomeçar. Do puzzle do nosso amor, colocaria as peças, uma a uma, sem pressa, sem perder nenhuma pelo caminho. Um puzzle nunca acabado, paisagem em construção, desejos reinventados…
Se, ao menos, pudesse voltar atrás e recomeçar. Olá. Conhecemo-nos? Tenho a estranha sensação de já nos termos encontrado…
Jacky (17.05.2007)

Devaneio inspirado na canção The Scientist dos Cold Play, com letra aqui.
Chasing cars 14/05/2007
Se me deitar na areia, ficas comigo e esqueces tudo o resto? Preciso de ti, da tua quentura doce. Quando estás à minha beira, até o cinzento brilha com matizes de fogo. As manhãs acordam bem-humoradas. Preciso de ti, da tua calmaria. Quando estás ao meu lado, a minha inquietude é lago tranquilo. As noites adormecem felizes.
Se me deitar na areia, ficas comigo e esqueces tudo o resto? Contigo, não fazer nada é aventura. Ficamos aqui a perseguir as nuvens em forma de carro que deslizam velozes no écran do olhar. Sentimos o perfume inconsciente um do outro. Somos dedos entrelaçados, pele arrepiada. Somos tu e eu, nós…
Jacky (14.05.2007)

Devaneio inspirado na canção Chasing Cars dos Snow Patrol, com letra aqui.
Nobody knows… 14/05/2007
Estava deitada na cama, coração em desalento. Não sabia por que estava ali ao certo. A vida tinha feito as escolhas por si, sem que ela tivesse feito nada para que isso acontecesse. Ou talvez, tivesse escolhido o caminho mais curto: deixar-se andar. Deixar de querer. Abandonar-se ao destino, que é o mesmo que deixar os outros fazerem as escolhas.
Sentia-se perdida. Tinha representado os papéis que lhe tinham apresentado ao longo da sua vida. Tinha colocado as máscaras adequadas ao baile de cada dia. Tinha ouvido e guardado as palavras murmuradas ou gritadas dentro de si. Tinha sido o que quisessem que fossem. Tinha mudado de cor em cada cenário. E agora já não conseguia saber quem era. Onde estaria a própria voz? Não sabia.
Talvez um dia, quando todos tivessem partido e ficasse completamente sozinha, acreditasse em si…
Jacky (14.05.2007)

Devaneio inspirado na canção Nobody knows da Pink com letra aqui
Nostalgia 15/03/2007
La nostalgie c’est le désir d’on ne sait quoi…
Antoine de Saint-Exupéry, Terre des hommes

Partiste. Porém, o vazio não se instalou em mim. Vivo do desejo, de um desejo que não sei bem definir, talvez a nostalgia do que somos. Fico assim sentada do teu lado da cama, com os braços enrolados nas pernas, queixo pousado nos joelhos. A minha mente chama por ti.
Por onde andarás? Se o espelho da cómoda falasse, perguntaria a quem passa por ti, se te lembras de nos ver reflectido nele…
Uma brisa chamada nostalgia entra pela janela entreaberta. Acaricia-me com a memória que guardo das tuas mãos grandes e quentes.
Com quem falarás? Se, ao menos, pudesse olhá-los nos olhos e ver neles o teu sorriso doce…
Levanto-me. Deixo-me estar, ao sol, à janela. O mar, ao longe. Folhas-bebé nascem das árvores. As flores acenam-me, como tu, quando chegas. Sorrio. Em breve, voltarás…
Jacky (15.03.2007)
Dia da Mulher 08/03/2007
Gosto de ser Mulher e ainda mais de ser Gaja. Embora passe mal com o período e deteste profundamente depilar-me, não trocaria de sexo por nada deste mundo. Mesmo sabendo que as mulheres continuam a ser discriminadas a nível laboral, por quererem engravidar, não deixaria de ser mãe nem que o mundo acabasse. Embora tenha de sentar o rabo em sanitas geladas no Inverno e de ficar em filas de espera para ir à casa de banho, não trocaria os meus vestidos e saias por calças.
Gosto dessa cumplicidade entre gajas: andarem de braço dado na rua, rirem como adolescentes inconscientes, trocarem ideias por tudo e por nada, falarem a mesma língua. Gosto desta empatia entre gajas: perceberem os sinais, encontrarem o que procuram, saberem fazer tudo e desenrascarem-se sempre umas às outras. Gosto de ser gaja por causa de todas as gajas espectaculares que estiveram sempre ao meu lado entre lágrimas e sorrisos.
Dedico este texto a todas as mulheres que passarem por aqui e a todos os homens que amam as mulheres das suas vidas, sejam elas mães, namoradas, esposas ou filhas. Um beijinho especial à Encantada que faz hoje anos!

Obrigada, Robina, pelo raminho de flores
Unplugged 13/02/2007
No shopping. Gente aos molhos. Casais sentados lado a lado nas mesas da restauração. Alguns nem se olham. Passam mais tempo a conversar para aquele rectângulo multifacetado do que para o ser humano com boca e ouvidos incluídos. Também com cheiro e pele, menos fria que uma tampa de plástico.
Unplugged. Assim fico quando meus pensamentos se perdem nas palavras de ti. Imagino cenários no meio de toda aquela multidão. Ai se eles pudessem ler através do meu olhar sonhador. Sou tua. Sinto o teu hálito no meu pescoço. Arrepio-me à espera do beijo leve que me vais dar. Fecho os olhos. Hmmm. Fazes-me esperar. O desejo se for satisfeito no imediato esgota-se. Apetece-me erguer os braços, agarrar-te, virar-me para ti e arrebatar-te com a minha língua na tua boca. Fundir o meu corpo no teu querer.
Chamam por mim. Abro os olhos. Respondo uma banalidade qualquer, completamente alheada do que se passa em redor. Tu não estás. Há muito que não está ninguém. Ao lado, o casal continua junto mas ainda separado pela linha ténue dum telemóvel…
Jacky (04.11.2005)
Desalento 12/02/2007
Olho para o ecran sem o ver. Não acontece nada. Os dias correm velozes. Ninguém lhes tira a medalha de ouro em todas as provas de atletismo desde os 100m barreiras até à maratona.
O frio chegou sem bater à porta. Nem tive tempo de o receber. O espelho devolve-me uma pele seca e gelada, os lábios rebentados, as olheiras das noites mal dormidas com frio na cama. Tirei os lençóis de flanela do roupeiro e refiz a cama. Botija aos meus pés. Liguei o aquecedor.
Estou sozinha em casa e paira um silêncio gelado. Faço uma nova playlist que passa infinitamente na minha janela aberta sempre ausente do msn. Instala-se o desalento. Não me apetece nada. Tudo perde brilho. O óbvio deixa de fazer sentido. Deixo-me ficar assim sentada em frente ao ecran sem nada ver. Sei que não estás do outro lado e se estiveres, não estarás a olhar as minhas palavras.
Que pena. Certos dias, fazes-me tanta falta…
Jacky (11.11.2005)









