O dia da mãe foi durante muitos anos no dia 8 de Dezembro. Foi alterado apenas porque não havia nenhuma festa onde se pudesse gastar dinheiro em Maio, então mudaram para o primeiro Domingo de Maio!!! É mais um apelo ao consumismo!
Ontem no corte inglês estava uma tia toda irritada porque num prédio com 10 andares recheado de coisas não encontrou NADA para dar à mãe! Nada??? E se se deixassem dessas cenas? O dia da mãe é todos os dias, é telefonar para dar um beijinho…, é ter paciência quando são chatas; é ajudá-las no que for preciso quando podemos. É estar com elas, dar-lhes uma flor que encontramos no caminho, um beijinho…
Eu não quero prendas, eu quero é uma beijoca repenicada da Sara e um abraço amalucado do Mário e para mim chega! E nos outros dias, quero que sejam uns melhores seres humanos porque sou mãe deles e lhes incuti valores. Isso sim faz dos dias o dia da mãe!
Não sou a melhor mãe do mundo. Esqueço-me de impor horários, não passo os meus dias a namorar a comida para dar manjares diferentes todos os dias, nem sempre a T-shirt preferida está passada a ferro a horas. Às vezes enervo-me, grito, bato com a porta e vou arejar para me acalmar. Não reparo que estão com a boca suja ou que estão na fase de não tomarem banho há dias. Não vejo os pequenos pormenores. Nem sempre dou o meu melhor porque tenho dias maus, em que a enxaqueca me derruba e só me aguento em pé à custa de comprimidos. Não sou muito paciente. Por isso, admito que não sou a melhor mãe do mundo nem pretendo sê-lo. Espero que estas minhas fragilidades ensinem aos meus filhos que sou humana e com defeitos mas que tento todos os dias superá-los. Talvez assim possa vir a ser um modelo para eles.








Um texto bonito, de uma mulher que não se verga às imposições da sociedade de consumo…
O amor demonstra-se de muitas formas, sendo talvez uma das menores a “obrigação” sentida de celebrar este dia.
Gostei muito do texto, pois reflecte o que sinto, penso e dá-me o conforto de não me sentir sózinha.
Teste realmente bonito mesmo.